Cultura, Sociedade

Arouca foi «ao encontro da semente»

Expor o espólio vegetal agrícola tradicional ainda cultivado na região, com base num cuidado levantamento junto dos agricultores, foi o principal objetivo de «Ao Encontro da Semente», uma ação conjunta da «Colher para semear» – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais e da Câmara Municipal de Arouca, que decorreu de 9 a 11 de novembro, no Mosteiro de Arouca. Do programa constaram várias apresentações, debates e oficinas de sementes, enxertia e preparação de infusões, e ainda uma mesa de sábios, constituída por agricultores, onde foram discutidos assuntos relacionados com o recente levantamento  do património vegetal. Destaque ainda para o concerto de abertura, protagonizado pelo Orfeão de Arouca, com o acompanhamento da Orquestra de Sopros da Banda Musical de Arouca e do organista titular do Mosteiro, Nicolas Roger.

 

Na retina de todos quantos participaram neste encontro ficou também o filme documental «Património Cultivado de Arouca», onde são dadas a conhecer as práticas de recolha de sementes.

 

Para José Miguel Fonseca, responsável da «Colher para semear», o balanço do encontro é francamente positivo. «[Uma] particularidade que este encontro teve foi este envolvimento tão próximo da autarquia. Tivemos um apoio que normalmente não temos. Estiveram presentes desde o início e apoiaram-nos». Para este técnico, o trabalho desenvolvido na preparação e no decurso deste encontro tem «a possibilidade de continuar a ser feito».

 

Já a vice-presidente da Câmara, Isabel Vasconcelos, que representou a autarquia na organização do evento, salientou o caráter estimulante do levantamento, «não só pelo resultado como pelo envolvimento que se conseguiu com os agricultores». «Da parte da Câmara o trabalho é para continuar. Acho que a feirinha é um bom veículo para que os agricultores possam escoar os seus produtos. Vamos tentar agora que ela seja até melhorada», acrescentou.

 

Em jeito de conclusão, o presidente Artur Neves notou que «o município de Arouca está mais rico a partir deste fim de semana. Ajuda-nos a preservar um património que nós sabíamos que possuíamos, mas não com o conhecimento que a partir de agora, de uma forma mais precisa, o podemos registar para a posteridade». Para o autarca, a identidade rural é algo que Arouca tem de manter. Este gosto pelas «vivências, o gosto pelo trabalho do campo, e em particular pelo que é mais tradicional», é «de preservar, manter e legar para os vindouros».

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