Educação, Oliveira de Azeméis

Oliveira de Azeméis reflete autonomia e desafios da educação

O presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis defendeu, no encerramento do I Encontro sobre Educação, que «só será possível termos políticas educativas melhores do que no passado se todos os parceiros educativos trabalharem na mesma direção».
«O sucesso das políticas de educação não tem rosto nem nome, medindo-se na competitividade dos jovens, se eles são ou não bem formados nas nossas escolas», afirmou Hermínio Loureiro perante uma plateia cheia de professores e autarcas.
Sobre o papel do município, o autarca sublinhou que ele faz parte da solução procurando melhorar a qualidade do ensino com o envolvimento da comunidade escolar.
O autarca social-democrata adiantou que a requalificação feita em novas infraestruturas físicas e na renovação do parque escolar visa dar mais qualidade ao ensino tornando os alunos mais qualificados, garantindo a competitividade e o futuro do concelho.
«A educação será sempre um grande investimento e um eixo prioritário para o executivo», garantiu Hermínio Loureiro, elogiando o trabalho do vereador do pelouro, Isidro Figueiredo.
«Procurámos sempre melhorar a qualidade do ensino em Oliveira de Azeméis, trabalhando em diálogo com a Direção Regional de Educação do Norte junto da qual temos sentido uma abertura excecional para melhorar a educação no concelho», disse, lembrando que o executivo «não abdicará da extensão do plano curricular até ao 12º ano no Agrupamento Escolar de Cucujães».
O I Encontro sobre Educação, que decorreu no auditório da escola secundária Soares Basto, debateu os desafios da educação em tempos de crise e o papel do município e da escola.
Na abertura dos trabalhos, o Diretor Regional de Educação do Centro, João Grancho, considerou o processo da autonomia das escolas um tema que corre o risco de se tornar «num eterno horizonte» tendo em conta «as continuidades e descontinuidades» no processo da descentralização escolar seguida pelos sucessivos governos.
Segundo o responsável, que acredita na autonomia, as escolas serão capazes de desenvolver os seus projetos educativos e serem resposta próxima às necessidades locais mas o caminho a percorrer exige a adesão e o envolvimento dos órgãos escolares.
Na opinião de Sousa Fernandes, professor jubilado da Universidade do Minho, os municípios, depois do 25 de Abril, foram ganhando algum papel na intervenção educativa quer por via legislativa, quer por iniciativa local.
«O balanço geral desse papel é positivo», disse, observando, porém, que os municípios têm encontrado ao longo do tempo constrangimentos de vária ordem, principalmente «normativos e financeiros no que se refere às atribuições municipais e à forma de as concretizar».
«O sistema de ensino continua fortemente centralizado e envolvido em teias de regulamentações» afirmou, defendendo que a participação dos municípios na educação «é um processo que continua em aberto, com diferentes leituras».
O vereador da educação, Isidro Figueiredo, que considerou terem sido atingidos os objetivos do encontro, defendeu que «a escola e os municípios são complementares».
O I Encontro sobre Educação contou com outros painéis onde foram abordados o Plano Municipal de Educação do Porto, o caso das transferências de competências no município de Gondomar e a agregação de escolas: a experiência dos Mega agrupamentos, reflexão da responsabilidade dos agrupamentos de escolas de Oliveira do Bairro e Castelo de Paiva.

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