Sociedade, Trofa

Projeto In’tegr@r debate Internamento Compulsivo com técnicos de intervenção social do Concelho da Trofa

Decorreu recentemente, inserida no projeto in’tegr@r, uma sessão de formação e esclarecimento sobre Internamento Compulsivo.

 

De recordar que a Câmara Municipal da Trofa é uma das parceiras do projeto in’tegr@r que se desenvolve no âmbito dos Contratos Locais de Desenvolvimento Social, assumindo uma ação multidimensional, incidindo em eixos como o emprego e qualificação, a intervenção familiar e parental, a capacitação da comunidade e das instituições e a informação e acessibilidades.

 

Desta feita foi abordada a temática do Internamento Compulsivo, que surge atualmente como um fenómeno complexo que tem levantado inúmeras questões de natureza médica, legal, ética, social e económica. Questões tão relevantes como consentimento, capacidade, competência e direitos humanos têm despertado controvérsia e inúmeras discussões entre os Técnicos de Intervenção Social.

 

Na tentativa de encontrar respostas e colmatar algumas questões éticas e legais reconhecidas como fundamentais para agilizar recursos e melhorar a intervenção, nas instalações da Loja Social decorreu, no final de Setembro, uma sessão sobre Internamento Compulsivo: Requisitos e Procedimentos.

 

Esta sessão foi dinamizada pela Coordenadora da Unidade de Saúde Pública de Aces do Grande Porto| Santo Tirso/Trofa, Ana Tato, a convite do Projeto In`tegr@r, e dirigida a todos os técnicos de Intervenção Social Concelhia.

 

Estiveram presentes a Santa Casa da Misericórdia da Trofa, Protocolo de Rendimento Social de Inserção, Cruz Vermelha Portuguesa Delegação da Trofa, técnicos dos Contratos Locais de Desenvolvimento Social, ainda a Segurança Social, bem como técnicos da Divisão de Ação Social da Câmara da Trofa.

 

Foram várias as dúvidas colocadas e esclarecidas, sendo certo que todos saíram com a certeza de que o Internamento Compulsivo não é uma resposta definitiva nem a resolução do problema que levou ao mesmo.

 

No final, o núcleo de discussão desta sessão focou a necessidade de juntar todas as entidades de terreno e pensar de forma coletiva numa resposta pós internamento, sendo este o mote para propor um conjunto de propostas de intervenção.

 

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