Cultura, S. João da Madeira

Lídia Franco sobe ao palco dos Paços da Cultura de S. João da Madeira

No Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações, Lídia Franco sobe ao palco do Auditório dos Paços da Cultura de S. João da Madeira, no dia 26 de Outubro, com o Monólogo “Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa”.

A história do menino para quem cada dia equivale a dez anos enreda-nos no grande mistério da vida: o segredo da felicidade.

“Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa” é um hino à vida e ao ser humano. Mostra-nos a amizade total entre uma criança com leucemia e a Senhora Cor-de-Rosa (voluntária na área da pediatria do Hospital), que todos os dias o visita. Entre os dois estabelece-se um jogo: “Cada dia equivale a dez anos”. Deste modo o menino passa a ter a sensação de que avança no tempo e de que aproveita a vida nas suas diferentes idades.

Ele morre com mais de cem anos, embora na realidade tenham passado apenas alguns dias, mas a sua vivência foi plena de emoções e alegrias. Nessa “longa” vida que o menino passa a ter, ele reinventa o Mundo sob a maravilhosa cor de fantasia, desafiando a morte com um olhar divertido sobre o Universo dos adultos e das outras crianças doentes que o rodeiam no Hospital. Desta vida maravilhosa ficou o testemunho através de cartas que o menino escrevia todos os dias a Deus.

O texto é de Eric-Emmanuel Schmitt, um dos mais prolíficos romancistas e dramaturgos franceses do nosso tempo, a encenação de Márcia Haufrecht, actriz, dramaturga e encenadora, e foi com brilhante interpretação de Lídia Franco que o Monólogo estreou em 2008 no TNDM II, onde esteve dois meses e meio em cena, sempre com lotações esgotadas. Desde então esteve em itinerância por todo o país e foi distinguido na área do Teatro pela Gala da RTP1 “Portugal Aplaude 2011”.

 

Sobre “Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa”, conta Eric-Emmanuel Schmitt: “Duas semanas depois do lançamento do livro, fui abordado por uma criança de perto de dez anos, que me pediu que lhe autografasse o livro. Disse-me que tinha adorado a história do miúdo. Olhei para a mãe dele e perguntei-lhe se ela o tinha lido. Ela respondeu-me que não… por causa do tema!”, recorda. Tal como Óscar, as crianças querem falar da morte – ao contrário dos pais – e querem perceber. O apelo do texto é que nos faz descobrir o grande mistério da vida, o segredo da felicidade”.

 

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