Cultura, Vila Velha de Rodão

Centro de interpretação da arte rupestre do Vale do Tejo em Vila Velha de Rodão

A Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão e o Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento inauguram no próximo dia 21 de setembro, sexta-feira, pelas 16h00, o Centro de Interpretação da Arte Rupestre do Vale do Tejo (CIART), no Largo do Pelourinho, em Vila Velha de Ródão. No dia 22, sábado, decorrerão visitas às Gravuras através de passeio efetuado de barco a Fratel ou S. Simão e de autocarro a Gardete. O ponto de encontro será às 10h00 e às 15h00 no Cais Fluvial de Vila Velha de Ródão. As inscrições são limitadas e devem ser efetuadas através dos contatos 272 540 300 ou através do email [email protected].

 

Complexo de Arte Rupestre do Vale do Tejo

Trata-se de um dos mais importantes conjuntos de arte pós-paleolítico da Europa, constituído por mais de 20.000 gravuras dispersas ao longo de 40 Km de ambas as margens do rio Tejo. As gravuras, executadas na sua quase totalidade por picotagem, datam de um período que medeia entre 20.000 a.C. e finais da Idade do Bronze e representam símbolos geométricos, antropomórficos e zoomórficos. Atualmente mais de 90% das gravuras encontram-se submersas pela albufeira da barragem de Fratel, sendo visíveis apenas na área de Perais e a jusante da barragem de Fratel.

 

O CIART tem como principal missão apoiar o estudo e a preservação deste vasto património arqueológico divulgando-o ao público através de uma exposição permanente onde se interpretam as diversas expressões culturais dos habitantes pré-históricos do vale do Tejo. É simultaneamente uma homenagem aos arqueólogos e estudantes que têm contribuído com elevada dedicação e zelo para o seu conhecimento. Recebe apoio científico de conceituados investigadores em arte rupestre (António Martinho Baptista – Museu do Côa), em arqueologia (Luís Raposo – Museu Nacional de Arqueologia, João Caninas e Francisco Henriques da Associação de Estudos do Alto Tejo), e em geologia e geomorfologia (Pedro Proença e Cunha – Departamento de Ciências da Terra da Univ. Coimbra, e António Martins – Departamento de Geo-Ciências da Univ. Évora).

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