Sociedade, Turismo

Escultura e desenho acessíveis a todos os cidadãos no posto de turismo de Baião

Foi inaugurada a 15 de Agosto a exposição de escultura “Rostos e Pessoas”, da autoria de Hélder Carvalho. Esta mostra estará patente no Posto de Turismo de Baião, até Outubro, e revela-se uma oportunidade para todos os baionenses poderem fruir das criações deste artista plástico.

A exposição pode ser visitada pelo público nos dias úteis entre as 9h00 e as 12h30 e entre as 14h00 e as 17h30; e aos fins-de-semana, até ao dia 26 de Agosto, entre as 9h30 e as 13h00 e entre as 14h30 e as 18h00.

A inauguração da exposição coube à vereadora da Formação, Qualificação Profissional e Ensino Superior da CM Baião, Ivone Abreu, que salientou a “qualidade artística dos trabalhos que compõem a exposição” e “a forma expressiva e realista como Hélder Carvalho foi capaz de retratar figuras ímpares da cultura portuguesa”.

Ivone Abreu salientou ainda a importância de garantir o acesso dos cidadãos aos bens culturais e às artes, como forma de contribuir para a formação de uma “sociedade mais tolerante e aberta”.

A exposição “Rostos e Pessoas” reúne dezenas de esculturas e desenhos da autoria de Hélder Carvalho, nas quais o autor retrata figuras como Amadeo Souza-Cardoso, Antero de Quental, José Saramago, Guerra Junqueiro ou Miguel Torga.

O autor explicou que a opção de retratar estas figuras se prende, em alguns casos, com o facto de ter tido a oportunidade de conviver com elas, estabelecendo relações de amizade; e noutros casos, a grande admiração que sente pelas pessoas e pelas suas obras artísticas.

Nascido em Carrazeda de Ansiães, em 1954, Hélder Carvalho estudou nos colégios Universal e Lúmen, no Porto, cidade onde se formou em Belas Artes, pela Universidade do Porto. Licenciado em Belas Artes, desenvolve a sua atividade profissional em duas vertentes: a escultura e o ensino.

Completou um mestrado na Universidade inglesa de Roehampton, no âmbito do qual desenvolveu um estudo, onde analisa os fenómenos da Estética no quotidiano de uma comunidade rural (Carrazeda de Ansiães).

No seu processo criativo é recorrente a representação naturalista, que interpreta usando com perícia diferentes técnicas e meios de expressão.

Na demanda da sua individualidade, mais recentemente, vem reformulando os conceitos recusando rigores tecnicistas e aceitando o gesto espontâneo e fortuito, pretexto para a descoberta de outras unidades formais, outras harmonias e outras especialidades.

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