Marinha Grande, Sociedade

Jardim Stephens na Marinha Grande em requalificação

Estão em curso as obras de requalificação do Jardim Stephens, no centro tradicional da Marinha Grande. A intervenção da Câmara Municipal visa embelezar e recuperar aquele local situado no berço da indústria vidreira do concelho.

 

A empreitada teve início no final do segundo semestre deste ano e deverá estar terminada até final de 2013. Constitui o concurso para a requalificação do Património Stephens – 2ª Fase, que representa um investimento de 823,81 euros, co-financiados em 80% pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional.

 

Este projeto insere-se numa intervenção mais ampla que pretende a revitalização do Património Stephens, nomeadamente no que respeita ao Teatro e serviços de apoio, no sentido de dar resposta adequada aos elevados níveis de procura e utilização deste espaço.

 

A intervenção no Jardim Central Stephens, área considerada sensível do ponto de vista da sua inserção em área classificada, pretende, ao nível ecológico e por se localizar no “coração” do aglomerado urbano da Marinha Grande, promover o ordenamento da área, a sua utilização sustentada e disciplinar os atuais usos.

 

A definição do espaço “jardim” prevê que se estabeleça continuidade entre as opções que se pretendem implementar e as que se encontram na base do desenho de jardim inicial. Esta opção tem, obviamente, que garantir a adequada resposta às atuais exigências e pressões associadas à sua utilização.

 

A obra irá implementar um desenho simétrico que liga os principais eixos de atravessamento do espaço e para além dos quais todo o jardim se organiza. Como elemento de referência será recuperado o elemento de água existente, integrando-o na nova solução.

 

Volta-se a ter um jardim quadripartido, com canteiros de limites regulares, sendo a sua execução prevista com recurso à plantação de exemplares de buxo anão, constituindo sebes largas e baixas. O interior dos canteiros, onde a vegetação arbórea (Plátanos e Palmeiras) existente se encontra integrada, é desenhado com formas mais orgânicas e que permitem “ampliar” o espaço. À semelhança das sebes de delimitação, pretende-se que todos estes elementos sejam constituídos por sebes de buxo anão.

 

De forma a simplificar os trabalhos de manutenção associados a um jardim de buxo propõe-se que o revestimento do solo no interior dos canteiros seja feito com recurso a material inorgânico, no caso tijolo britado. A opção por este material prende-se com os aspetos cromáticos que resultam do contraste estabelecido entre a vegetação e o tijolo britado.

 

É necessário fazer referência ao pequeno espaço de jardim que se encontra previsto para o limite do pátio – zona dos arcos – com a definição de um espaço intimista.

 

O revestimento do solo será assegurado através da plantação de herbácea de revestimento – Festuca glauca – de tonalidade verde acinzentado. Com esta escolha pretende-se acentuar/ ampliar os contrastes cromáticos que o material vegetal utilizado nos proporciona.

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