Cultura, Póvoa de Varzim

Avós, “um tesouro que temos e muitas vezes desperdiçamos”, na Póvoa de Varzim

Próximo do Dia Mundial dos Avós e em pleno Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações, Gabriela Oliveira apresentou, no passado sábado, a sua mais recente publicação, na Póvoa de Varzim.

Para além da autora, estiveram presentes na sessão de lançamento de Avós precisam-se, Luís Diamantino, Vereador da Cultura da Câmara Municipal, Sílvia Santos, Terapeuta ocupacional da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim, e José de Azevedo, jornalista poveiro.

Luís Diamantino afirmou tratar-se de um livro que provoca e surpreende e que, com muita criatividade, desde o prefácio aos ensinamentos e até aos testemunhos, ensina muitas coisas: a ver a faceta dos avós, dos netos, daqueles que não são avós e gostariam de ser e até daqueles que se esqueceram que já foram netos.

Neste sentido, depois de o ler, “dei por mim a escrever um testemunho e a refletir sobre os meus avós”, revelou.

“A minha relação com os meus avós já existia antes de mim mas foi na pia batismal que se oficializou”, reconheceu Luís Diamantino, confessando que herdou o nome dos seus avós e “tem sido com esta herança que vou desbravando os caminhos da vida”. Referiu-se às facetas que recorda dos dois avós e, neste sentido, acrescentou, “à medida que ia crescendo aprendi que a vida tem estes dois lados: o da alegria e despreocupação, do meu avô Diamantino, e o da responsabilidade e atenção contínua a tudo que nos rodeia, do meu avô Luís. A este devo muito daquilo que sou hoje”, assumiu.

“A certa altura da vida, a minha mais velha surpreendeu-me com a palavra avô do lado de cá”, contou o autarca afirmando que “ser avô é poder dar o que nunca tivemos, enquanto netos. É deixar a parte mais difícil para os pais. É poder abraçá-los e beijá-los. Sou pai de duas filhas únicas, uma com 30 anos e outra com nove. Sou pai avô babado”, admitiu Luís Diamantino, evocando as suas avós.

O Vereador terminou agradecendo a Gabriela Oliveira “os momentos maravilhosos de carinho e afetos do passado que me levou a percorrer. Conseguiu, de uma forma original, alertar a sociedade para perigos que corremos, mas sobretudo para o tesouro que temos e muitas vezes desperdiçamos”.

José de Azevedo também deu testemunho do seu papel de avô enquanto Sílvia Santos falou da sua experiência de trabalho diário com idosos.

Avós precisam-se reúne depoimentos de pessoas ilustres e anónimas que se deixaram tocar pela magia dos afetos entre avós e netos.

«A minha experiência como avó é maravilhosa. Ainda não sei descrever, porque é um deslumbramento tão grande que ainda não consegui encontrar as palavras», afirma a escritora Lídia Jorge, enquanto Isabel Stilwell refere que «se há um antes e um depois de ser mãe, também há um antes e depois de ser avó! Já não me imagino a viver sem as minhas netas!»

Por seu turno, Isabel Alçada revela que «a coisa mais maravilhosa da minha vida foi ter sido avó. Nós apaixonamo-nos pelos netos».

Também Júlio Machado Vaz fala da sua experiência: «Ser avô foi um espanto! Foi um sentimento maravilhoso! Foi muito, muito bom!»

Mas há memórias. José Luís Peixoto afirma recordar «tudo da minha avó e dos meus padrinhos. Um dia, uma semana, um mês não seria tempo suficiente para descrever tudo», enquanto Bárbara Guimarães diz: «A minha avó é o meu passado, o meu presente e o meu futuro. Não equaciono a vida sem ela»

 

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