Cultura, Mangualde

«Memórias a traço e a pincel» na Biblioteca Municipal de Mangualde

De 16 de julho a 31 de agosto, a Biblioteca Municipal de Mangualde acolhe a exposição de pintura e desenho intitulada «memórias a traço e a pincel». A iniciativa, organizada pela Câmara Municipal de Mangualde, é de entrada livre. A exposição de Acácio Rouxinol mostra um leque de trabalhos diversificado na área do desenho e da pintura. Para isso, o autor usou diferentes técnicas e materiais para elaborar a panóplia de trabalhos que será apresentada: arte digital, tinta soprada e tinta arrastada sobre vidro, aguarelas, pastel seco, grafite, pastel de óleo, tinta-da-china, etc.

 

Acácio Rouxinol, natural de uma ex-colónia portuguesa de Moçambique, acompanhou desde tenra idade, tanto pela proximidade com a Natureza, como pela dedicação que naqueles tempos os pais dedicavam aos filhos, as tendências e apetências artísticas do pai, que por sua vez, as havia herdado do seu próprio pai. Com o passar dos anos foi sempre denotando fortes inclinações artísticas, quer na área visual quer na auditiva. Sempre movido pela dedicação, quase incontrolável, à beleza dos vários planos da estética, teimosa e atrevidamente mergulhou no aperfeiçoamento da ideia, do traço, da cor e da forma, para tentar saciar a sua ébria necessidade de criar e tornou-se um autodidata. Absorveu todos os ensinamentos que pode, de todos os seus professores de artes visuais; dos livros de quadradinhos e bandas desenhadas; dos compêndios e das exposições. E à força de muita prática chegou a ser desenhador criativo numa gráfica (Barros Fotomecânica – já extinta) e desenhador de retrato artístico na Moldura Minuto. Ao ter feito parte dum grupo de teatro amador numa Associação Recreativa (Centro Democrático de Instrução Latino Coelho) em Coimbrões – Vila Nova de Gaia, teve a oportunidade de realizar também trabalhos de Cenografia. Por modéstia, falta de meios… e algum conflito com a sorte, apenas expôs duas vezes: uma exposição conjunta realizada com um colega de cruz, Jaime de Sousa, na associação a que já foi feita referência e uma exposição individual Na Quinta de São Salvador, em Vila Nova de Gaia. Por renitência aos modismos e tendências, não criou um “estilo pessoal. Do seu trabalho reputa-se mais como uma “floresta virgem”, onde se pode encontrar de tudo a qualquer momento. Recusando-se assim a limitar e a sacrificar a espontaneidade do belo, ao estreito universo das tendências… usualmente ditadas por quem não se dá ao belo.

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