Cultura, Odivelas

Arte Urbana, em Odivelas

Integrado nas Comemorações dos 750 anos do Nascimento de D. Dinis, no próximo dia 10 de julho, pelas 15h00, a Câmara Municipal de Odivelas, vai dar início ao projeto «Arte Urbana», que visa sobretudo a criação de pinturas artísticas em espaços urbanos.

 

O projeto tem como base principal a requalificação de zonas/espaços, que se encontrem desumanizadas, abandonadas e degradadas com vista à revitalização das mesmas através de pinturas, mais concretamente da criação de arte em paredes, muros ou em espaços que se possam adequar ao efeito.

Marco Ayres, é o artista convidado para criar um painel na parede da Rodoviária de Lisboa, em Odivelas.

Segundo o artista: “A ideia é criar umas arcadas e uma porta central. Dos lados teria uma vista para o pinhal de Leiria e para o mundo. Junto à porta teríamos o D. Dinis e respetivos símbolos.  Na base do chão das colunas umas trovas escritas por ele.”

No arranque deste projeto estará presente a Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Susana Amador, o Presidente da Junta de Freguesia da Junta de Freguesia de Odivelas, Victor Machado e um Representante do Conselho de Administração da Rodoviária de Odivelas.

 

Marco Ayres nasceu em Moçambique em 1972 e começou a pintar com cerca de 6 anos de idade por influência de seu avô. Licenciou-se em pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa e foi bolseiro do programa belga Erasmus / Sócrates na Escola Nacional Superior das Artes Visuais de La Cambre. Em 1998 iniciou a sua participação em exposições, e desde então já foi contemplado com vários prémios e além de representar a sua arte pelo país, tem também realizado diversas exposições no estrangeiro.

A sua pintura baseia-se na teoria da Navalha de Ocam “Pluralitas non est ponenda sine neccesitate” [Pluralidades não devem colocadas em causa sem necessidade]. A “navalha de ocam” (Occam’s Razor, em Inglês) é um princípio filosófico que estabelece que se temos que escolher uma entre muitas teorias, e não temos evidências que privilegiem alguma em relação a outras, então deveremos ficar com a teoria que requeira menos hipóteses, considerada assim, a mais simples. A “navalha de ocam” também é conhecida como “Princípio da Parcimónia” ou ainda como “Princípio da Economia”

Marco Ayres procura testar ou avaliar as teorias de arte atuais, procurando objetivar a arte utilizando pontos de interligação comuns na sua pintura, às quais designa como mapas de sequenciação. Estes mapas de sequenciação passarão a ser parte de um todo interativo onde o espectador poderá conjugar, agrupar, compor e estabelecer padrões conforme a sua vontade e cada tela deixa então de ser vista como algo que é estável, fixa e só visível de uma só posição.

 

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