Educação, Vale de Cambra

Novo jardim de infância de Codal inaugurado em Vale de Cambra

“A Câmara Municipal e eu próprio fazemos questão de assinalar esta data, este ano, de uma forma diferente da que tem sido habitual. Viemos fazê-lo mais junto e mais próximo das populações, integrando um programa mais abrangente e mesmo confraternizador”.

Foi assim, explicando a inovação da maior aproximação do aniversário da Cidade à população, que o Presidente da Câmara Municipal de Vale de Cambra, José Bastos, iniciou o seu discursos no novo jardim de infância de Codal, a freguesia que no mesmo dia inaugurou também a recuperação do Moinho da Pena, um espaço de lazer e preservação das tradições.

A nova escola foi o ponto alto das comemorações dos 19 anos de elevação a Cidade, representando sobretudo e nas palavras do presidente da câmara, a concretização de “um extraordinário esforço cujo investimento ascendeu a 465 mil euros e do qual a Câmara Municipal apenas foi ressarcida em 170 mil euros, a que acresce o valor do terreno, objeto de permuta”  e “uma prioridade que assumimos no nosso mandato autárquico: a Educação!”

Esta obra vem assim, contribuir significativamente para a melhoria do parque escolar do concelho de Vale de Cambra, dotando-o de melhores condições e capaz de “uma escola de excelência que preconizamos”.

José Bastos agradeceu a todos os que tornaram possível a construção do novo jardim, infraestrutura com capacidade para meia centena de crianças, mas o agradecimento especial foi sobretudo, para “as crianças que o utilizam e a todas as que o utilizarão no futuro. Foi a pensar nelas que todos nós trabalhamos”.

O edifício, localizado no Largo dos Lagos, em Codal, está bem dotado com várias valências, entre elas, salas de atividades, cozinha e  refeitório, espaço de receção e espaços de apoio, sala de professores e um vestiário para crianças, bem como com um grande recreio dotado de parque infantil.

 

Aniversário em ano difícil

No Dia da Cidade, o Presidente da Câmara Municipal de Vale de Cambra não poderia deixar de abordar a atualidade do País, as dificuldades e os desafios que atualmente se colocam bem como a tão polémica reforma da administração local.

José Bastos realçou que “há momentos em que não é possível satisfazer essas aspirações com a rapidez que todos gostaríamos. Os recursos, designadamente os financeiros, são cada vez mais escassos e mesmo inacessíveis, não permitindo que se faça tudo o que se quer nem do modo que se quer.

Hoje vivem-se esses momentos!  Portugal está sob um programa de assistência financeira que exige muito dos Portugueses.  Nem sempre da forma mais justa, mais equilibrada ou até mais percetível”.

O Presidente da Câmara Municipal referiu ainda, quanto às medidas da reforma administrativa, que “a maior parte de nós sente que não são essenciais nem imprescindíveis.  Eu próprio já o disse publicamente, que a reorganização das freguesias não constitui uma mais valia para as populações nem um fator de poupança ou dinamização das comunidades locais.  Não há oportunidade nesta reforma, neste momento, penso eu.  Mas contudo, saindo esta lei, sendo uma lei da República legitimamente aprovada, temos que a cumprir!  Porventura discordando, porventura com maior ou menor indignação, temos que a cumprir.

No respeito pelas nossas raízes culturais e laços que ligam as nossas populações, com o sentido de responsabilidade cívica que a todos é exigida”.

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