Sardoal, Sociedade

Moinhos de Entrevinhas reabilitados ganham nova vida em Sardoal

Os moinhos de vento de Entrevinhas (Sardoal), já reabilitados, vão ganhar nova vida e desfraldar suas velas, em cerimónia pública, que será realizada em 9 de junho próximo, a partir das 15 horas.

Nesta cerimónia de apresentação dos trabalhos de requalificação, promovida pela Junta de Freguesia de Sardoal e Câmara Municipal, vão estar presentes diversos convidados e representantes de entidades concelhias e regionais.

O evento foi integrado na tradicional Festa de Santo António, saindo o padroeiro da aldeia em procissão para o Largo dos Moinhos, seguida de missa campal e leilão de fogaças.

Após a referida cerimónia pública, atuarão a Filarmónica União Sardoalense e o Grupo de Concertinas da Casa do Benfica de Vila de Rei.

Será ainda levado a efeito um grande convívio popular com porco no espeto e sardinha assada.

Deste núcleo de quatro moinhos, um está preparado para a moagem de trigo e outro de milho. Outra unidade servirá para apoio (bar e centro de documentação) e a restante funcionará como instalação sanitária.

            O projeto prevê uma articulação e interação direta com a Quinta do Vale do Armo (vinhos), Cooperativa “Artelinho” (pão, doçaria e linhos) e a AMAE – Associação de Moradores e Amigos de Entrevinhas (apoio), numa perspetiva de roteiro integrado, tipo “Rota do Pão”.

            Tem como objetivo a promoção do meio rural, preservação da paisagem e estímulo à criatividade e desenvolvimento. O roteiro terá fins pedagógicos e culturais (demonstração de moagem, visitas de escolas, museu vivo), fins lúdicos e de lazer (piqueniques, festas, etc.) e fins desportivos e de saúde (passeios pedestres, trilhos de BTT, etc.)

            Este projeto foi dinamizado pela Junta de Freguesia de Sardoal, em parceria com o Município, com enquadramento da Associação TAGUS no âmbito do PRODER, um programa da União Europeia para o desenvolvimento do meio rural. Ascende a um custo de 55 mil euros, sendo que 60% desta verba advirá dos fundos comunitários e o restante do orçamento da junta e resulta da continuidade de outro projeto que foi concretizado em 1999 (pelas mesmas entidades). Na ocasião, todo o espaço envolvente (um miradouro natural num cenário de sonho) foi qualificado e valorizado. Todavia, a marcha do tempo não poupou as estruturas em madeira dos moinhos, desgastando-as e envelhecendo-as, pelo que agora foi necessário proceder a nova recuperação, a cargo do mestre Miguel Nobre, a maior sumidade portuguesa na construção e reabilitação destes engenhos.

 

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