Póvoa de Varzim, Sociedade

Festas em Beiriz em Honra de São Gonçalo na Póvoa de Varzim

De 26 a 28 de maio, a freguesia de Beiriz celebra o seu padroeiro, São Gonçalo.

As celebrações religiosas que marcam as festas têm lugar no dia 28, segunda-feira, e são a Missa Primeira, às 7h30, a Missa Solene em honra de S. Gonçalo, às 10h00, e a recitação de Terço e Sermão seguida da Majestosa Procissão em honra de S. Gonçalo, S. Sebastião e Santa Luzia, às 16h00.

As festividades conhecem ainda momentos musicais com a atuação das Bandas de Música da Reveilhe e Freamunde, às 8h00, e um concerto às 18h00, no adro da Igreja.

As manifestações de carácter profano arrancam no sábado, 26, às 9h00, com a apresentação do Grupo Zés Pereiras pelas ruas da freguesia com gigantones e cabeçudos. No domingo, às 20h00 e às 24h00, têm lugar sessões de fogo-de-artifício e, às 22h30, a atuação do artista Zé Amaro e sua banda.

Sobre a devoção da freguesia ao Beato Gonçalo de Amarante, Monsenhor Manuel Amorim escreveu no artigo intitulado “Duzentos e cinquenta anos da vida da freguesia de Santa Eulália de Beiriz” publicado no Póvoa de Varzim Boletim Cultural vol. X, nº 1 (1971) o seguinte: “Diz a tradição local «que se venera nesta freguesia desde o séc. XVI, em cuja época grassava uma grande epidemia que devorava parte dos seus habitantes, os quais tendo já devoção com o Milagroso Santo, foram em peregrinação a Amarante, e lá se conservaram em oração até à extinção de tão grande flagelo». A história parece, neste caso, confirmar a tradição porque, na 2ª metade do séc. XVI (1569), o país foi assaltado por uma formidável peste, que no verão fez milhares de vítimas e por isso se chamou Peste grande. A peste chegou ao norte no ano seguinte e o alarme entre as populações foi tal que algumas cidades quase se despovoaram. Seria nessa altura que os moradores de Beiriz se lembraram de recorrer ao eremita de Amarante, cuja devoção estava em voga. Continua a tradição local «Tendo sido os seus rogos atendidos, voltaram novamente e trouxeram o retábulo do Milagroso Santo, sendo mais tarde adquirida a sua imagem erigindo-se um altar onde é venerado». Em 1621 os devotos de S. Gonçalo já estavam organizados, em forma de confraria, e os mordomos tinham direito a receber as ofertas deles. (…) No século XVIII a festa de S. Gonçalo tinha aspeto de romaria minhota, com danças e profanidades. «Por me constar que se gastava dinheiro de esmolas em danças e profanidades que não pertencia ao culto divino, mando que não usem de tais danças na festa de S. Gonçalo sob pena de serem multados». Foi nesse século que os devotos reformaram o velho altar de S. Sebastião, colocando no camarim a imagem de S. Gonçalo que passou a dar o nome ao altar.”

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