Lamego, Sociedade

Montra de Oportunidades de Lamego exemplo de cooperação e empreendedorismo

O Centro Multiusos de Lamego foi ponto de paragem obrigatório para milhares de jovens alunos e profissionais no ativo durante os três dias que durou a Montra de Oportunidades, numa altura em que mais do que nunca é fundamental tomar as decisões certas em matéria de empregabilidade. Organizado pela Câmara Municipal de Lamego, Lamego ConVida e Centro de Informação Europe Direct em parceria com diversas empresas e instituições, o certame apostou nesta terceira edição, além da oferta pedagógica direcionada para os jovens do ensino secundário, com a presença de 20 universidades e institutos politécnicos e 12 escolas profissionais, num reforço da divulgação das oportunidades de formação e requalificação para os recém-licenciados e profissionais no ativo. “A nível nacional, esta Montra é um exemplo de cooperação e empreendedorismo, dinamizada por uma rede de cooperação que está a ser criada e que une as instituições do concelho”, garante Francisco Lopes, Presidente da autarquia local.

A reafirmar o alcance social que o evento pretendeu abranger no Douro Sul e no interior norte do país, dois membros do Governo deslocaram-se a Lamego durante esta ocasião para, deste modo, conhecerem de perto o leque diversificado de opções que os jovens puderam encontrar para decidirem o seu caminho académico e profissional. Para além de João Casanova, secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, também o ministro da Segurança Social e Solidariedade, Pedro Mota Soares, participou no maior salão de oferta educativa e empregabilidade realizado na região.

Após presidir à cerimónia de inauguração do novo Centro Social Paroquial de Penude, “um equipamento social de grande relevância” na opinião de Francisco Lopes, o governante marcou presença na abertura do seminário “Pensar Global, Intervir Local”, realizado no âmbito da Exposocial, onde elogiou o trabalho municipal desenvolvido nesta área: “Lamego é um exemplo do ponto de vista autárquico da importância de ter uma rede local de ação social. É importante, por exemplo, dar a conhecer o projeto Websocial que está a ser preparado no âmbito do Conselho Local de Ação Social que pretende tornar a distribuição de bens mais justa e racional junto das pessoas carenciadas”. A terminar a sua intervenção, Mota Soares incentivou os jovens a “entusiasmarem-se com a economia social”, recordando a elevada empregabilidade assegurada pelo setor no nosso país, cerca de 250 mil pessoas, muitas dos quais em idade avançada ou portadoras de deficiência que muito dificilmente encontrariam outra alternativa de emprego.

Ao seu lado, o Presidente da autarquia também sublinhou a importância do “terceiro setor” para a dinamização da economia local e, por esta razão, anunciou que em breve será implementado em Lamego o projeto Requalificar em Rede com o objetivo de qualificar as competências das IPSS´s locais, “sobretudo as mais pequenas que receberão formação específica para reforçar a sua capacidade técnica”. O terceiro orador do painel de abertura do seminário “Pensar Global, Intervir Local”, Álvaro Bonito, diretor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, aproveitou esta ocasião para apresentar em pormenor os diversos “vetores ganhadores” promovidos por esta instituição na qualificação da economia social, nomeadamente a rede de voluntariado e os prémios conquistados em concursos de empreendedorismo.

Com uma programação mais diversificada em relação a anteriores edições, a III Montra de Oportunidades consolidou ao longo de três dias a sua missão de salão de oportunidades de trabalho, qualificação e formação, dando a conhecer a oferta formativa nacional e internacional, de um modo mais estruturado, para que os jovens construam o seu percurso formativo.

Com quatro grandes temas transversais – Exposocial, Ensino/ Formação, Jornadas de Enoturismo no Douro e Emprego & Empreendedorismo -, foram apresentados, num único espaço e gratuitamente, diversos seminários, workshops apresentações de livros, demonstrações de empresas, concursos, entre muitas outras atividades, tornando o público mais apto a desenvolver as suas competências e qualificações e aumentar a disponibilidade para a assunção de riscos e, deste modo, através da iniciativa individual, criar novas oportunidades.

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