Évora, Sociedade

Câmara de Évora entrega 80 talhões

Um grupo de oitenta cidadãos, residentes no Centro Histórico e na freguesia do Bacelo, assinou, no passado sábado, o contrato de exploração de um terreno de 45 metros quadrados, junto às Portas D’Avis (Monte de Santo António), que dará origem às hortas urbanas previstas no âmbito da implementação da Agenda 21 Local.

 

As Hortas de Santo António como se irão chamar doravante, visam aproveitar os terrenos disponíveis para a criação de hortas comunitárias de qualidade e bem organizadas, que funcionem como espaços de produção, mas também de socialização e convívio. É também uma forma de fomentar novas atitudes, comportamentos e estilos de vida mais saudáveis e ambientalmente mais sustentáveis,  promovendo a melhoria da qualidade de vida.

 

Este sábado, e na presença do Presidente da Câmara Municipal de Évora, da vereadora Cláudia Sousa Pereira e do presidente da Junta de Freguesia de S. Antão, teve lugar o sorteio dos 80 talhões previstos para os 6200 m2 deste terreno agrícola, no qual a edilidade tem vindo a efetuar pequenas, mas significativas, intervenções.

 

Dentro de oito dias, e quando os futuros horticultores começarem a “trabalhar”, já a autarquia vedou o terreno, transplantou algumas oliveiras, criou uma rede de distribuição de água, colocou um portão para acesso exclusivo dos proprietários e iluminou o espaço, num investimento significativo, mas que demonstra o empenhamento da CME neste projeto. A estas melhorias acresce o valor do trabalho dos funcionários.

 

“Mais do que simplesmente doar um pedaço de terreno, quisemos entregar talhões prontos a cultivar, com acesso fácil à água, de forma a cativar um maior número de pessoas. É, pois, com muita satisfação que vejo neste sorteio um grupo heterogéneo de cidadãos, onde prevalece a juventude”, comentava o autarca de Évora, José Ernesto d’Oliveira.

 

Alinhando no mesmo diapasão, tanto a vereadora como o presidente da junta de freguesia de Santo Antão, mostraram-se extremamente satisfeitos com a forte adesão das pessoas, “num claro sinal de que há uma mudança de paradigma e de comportamentos”, refletia Cláudia Sousa Pereira.

 

Beneficiando de uma localização extraordinária, com fácil acesso tanto pedonal, como automóvel, e enquadradas pela imponência do aqueduto da Água de Prata, as Hortas de Santo António visam contribuir para aumentar a autonomia alimentar das famílias, fomentar práticas de consumo mais equilibradas, ampliar a biodiversidade, alicerçar a consciência da necessidade do desenvolvimento sustentável, potenciar a convivência familiar e comunitária e contribuir para uma melhor consciência ambiental.

 

Recorde-se, que as quintas da periferia de Évora já representaram um importante meio de fornecimento de frutas e legumes frescos à cidade, de forma sustentável. Com o crescimento urbano e a alteração dos padrões de vida, tal veio a perder importância.

 

Em termos globais, o projeto das Hortas Urbanas de Évora reuniu cerca de 230 inscrições, estando a Câmara Municipal de Évora, em parceria com as juntas de freguesia, a trabalhar noutros projetos para que brevemente sejam criadas novas hortas, noutros terrenos da cidade.

 

 

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