Estarreja, Sociedade

I Congresso de Psicologia de Estarreja

Com um número de inscritos que excedeu as expectativas da organização, mais de 200 participantes, o I Congresso de Psicologia, subordinado ao tema “Gerações cruzadas: Olhares sobre a Infância & Velhice”, explorou perspetivas e conhecimentos teórico-práticos nos domínios do crescimento e envelhecimento, nas suas mais variadas formas e contextos de aplicação e intervenção. A Câmara Municipal de Estarreja, através do Gabinete de Psicologia, promoveu o evento que decorreu durante dois no Cine-Teatro.

 

Na sessão de abertura, o presidente do Município, José Eduardo de Matos, encorajou os elementos da organização ao apostar numa iniciativa “deste tipo que permite juntar profissionais e boas-vontades para encontrarmos melhores caminhos para aquilo que são os problemas do quotidiano”,  sobretudo quando se revela nos dias de hoje tão premente discussões deste tipo.

 

Adepto das relações intergeracionais, o autarca realçou as políticas municipais que Estarreja tem direcionado para a população mais envelhecida que por óbvias dinâmicas demográficas é uma realidade que não pode ser ignorada, referindo o sucesso da Escola Municipal de Desporto junto desta camada da população. “O desporto tem sido uma ação muito importante” para a qualidade de vida e saúde dos seniores.

 

Palestras dão a conhecer novas propostas de trabalho

 

Com um total de 16 apresentações, o congresso reuniu um conjunto de profissionais que se dedicam ao trabalho com crianças e adolescentes, bem como aos cuidados dos mais idosos.

 

Foram transmitidos casos práticos como o contributo da terapia da dor crónica no envelhecimento proactivo, apresentado por Marisol Nogueira, médica responsável pela Unidade da Dor no Centro Hospitalar do Baixo Vouga – Hospital Estarreja, a animação sociocultural no lar de idosos, transmitida por Mónica Simões, animadora sociocultural da Associação Humanitária de Salreu, ou a intergeracionalidade e revitalização de espaços públicos, nomeadamente do Parque Infante D. Pedro, Aveiro, uma experiência partilhada por Sasha Vieira, mestre em ciências da educação, da Universidade de Aveiro.

 

O primeiro dia foi dedicado ao envelhecimento e contou com a presença de José Pinto da Costa, professor catedrático de Medicina Legal e Psicologia Forense, que veio falar sobre envelhecimento, longevidade e exclusão, numa das comunicações mais apreciadas pela plateia.

 

A multiplicidade de olhares que se cruzaram ao longo do congresso mereceu o aplauso dos participantes. No final dos dois dias de trabalho, as opiniões eram bastante positivas. Armanda Vieira, mestranda em Clínica e Saúde, de Aveiro, elogiou a diversidade e pertinência das apresentações concluindo que a iniciativa foi muito produtiva. “Gostei imenso do congresso, os parabéns à organização”, registou.

 

Balanço muito positivo

 

Dirigido à população geral, foram muitos os docentes, psicólogos, estudantes e técnicos da área que vieram a Estarreja participar nesta primeira edição. A participante Mónica Costa, psicóloga, regressa a Santa Maria da Feira com ideias novas que lhe poderão ser proveitosas futuramente. “Houve a apresentação de alguns projetos implementados em concelhos da zona e poderemos no futuro pensar em parcerias com os mesmos resultados”.

 

Um dos projetos com resultados comprovados é originário precisamente da Vila da Feira. “Sorrisos felizes”, já na sua 3ª edição, é um programa de prevenção das dificuldades de aprendizagem, que apoia crianças que revelem necessidades educativas especiais, conforme explicou Ercília Duarte, psicóloga na Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.

 

No final do evento, estavam atingidos os objetivos propostos. Aos olhos do vereador da Educação da edilidade estarrejense, João Alegria, conseguiu-se “refletir e encontrar boas práticas através do encontro com os profissionais, de quem trabalha as diferentes áreas, e assim sairmos mais enriquecidos e com propostas de trabalho”.

 

Alguns participantes dão já o seu contributo para temáticas a abordar em futuras edições. Ana Isabel Monteiro, animadora cultural, de Castelo de Paiva, considera que “mais iniciativas destas deveriam acontecer e com outros olhares, como a deficiência por exemplo. Acho que é uma mais-valia”.

 

Estes profissionais pedem mais realizações como esta. É o caso de José Oliveira, animador sociocultural, da Murtosa. “Foi útil para a minha profissão e deveria de haver mais iniciativas destas dentro deste teor ou outros como a animação sociocultural”, afirma deixando na despedida um forte elogio à “organização, acolhimento e conteúdos”.

 

 

 

 

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