Cultura, Tomar

Música e poesia povoam exposição de Dawn Mendonça e Bill Rivers em Tomar

Inaugura na próxima sexta-feira, dia 13 de abril, pelas 18 horas, a segunda do ciclo de exposições 2012 na Casa dos Cubos, em Tomar, com pinturas de Dawn Mendonça e Bill Rivers sob o título genérico “The Idiot Society”. Música, poesia e outras artes perpassam pelos quadros que retratam figuras maiores (mas quase sempre pouco ofuscadas pelos holofotes) da literatura ou da canção, muitas delas escritores-músicos ou escritores de canções, como Leonard Cohen, Patti Smith, Boris Vian, Serge Gainsbourg ou Jacques Brel, ou outras com que nos cruzamos quotidianamente, como a bailarina Shirin Stave-Matias.

A exposição estará patente até 29 de junho, de segunda a sexta-feira, entre as 9h00 e as 12h30 e entre as 14h00 e as 17h30.

 

Os artistas

 

“Dawn Mendonça e Bill Rivers nasceram em 1973 no Reino Unido e formaram-se em Belas Artes e História da Arte, respectivamente.

Há cinco anos, ao acaso, tomaram conhecimento e apaixonaram-se pela música que cada um compõe. Este encontro aconteceu numa altura em que ambos atravessavam um período de grande turbulência emocional e espiritual; enquanto que um escolheu libertar-se de todas as suas posses materiais, o outro foi obrigado a fazê-lo devido às circunstâncias em que se encontrava. O sacrifício de um e a perda do outro resultou numa união dos dois, com o intuito de procurar uma forma de vida que preenchesse a necessidade que tinham de um certo desprendimento. Isto significava viver com muito pouco, uma forma de vida que, na sua essência, se concentrava no processo da vida mais do que na sua consequência.

No entanto, o impulso criativo era demasiado forte para renunciar, e foi através da arte que a verdadeira natureza da sua união se começou a materializar e transformar em algo mais verdadeiro à natureza real dos dois. Este reconhecimento revelou-se como um profundo propósito para seguir com a sua arte, com uma vontade e determinação que nunca haviam experienciado antes.

Como espelho deste processo pessoal de cada um dos artistas, os trabalhos que têm vindo a desenvolver, quer na pintura, quer na música, revelam uma impulsividade e sentido de experimentação com foco no ambiente e sentimento de algo mais do que no assunto em si. Não passando por um processo intelectual mas emocional, usam a forma figurativa por ser um forte e ilimitado suporte sobre o qual conseguem explorar outras ideias. Ambos vêem a sua arte como “progressiva” na medida que cada ideia desperta outra e por aí fora e o resultado é uma improvisação controlada.

Assim como se interessam mais pelo processo da vida do que as suas consequências, os trabalhos que realizam, tanto em pintura como na música são vistos da mesma forma; um fluxo constante, intemporal, absurdo, e sério aliado à linguagem visual das linhas, das cores, das formas e do som. No entanto ambos artistas sentem que há algo de singular e consistente no seu trabalho, um puzzle que ambos tentam solucionar.”

 

O espaço

 

Galardoada com vários prémios internacionais de arquitectura, nomeadamente o Contract World Award 2009, na Alemanha, o Architect Award ABF 2009 na República Checa e o 20+10+X WA Community Awards, a Casa dos Cubos, em Tomar, é um espaço de referência, que recebe frequentemente visitas de portugueses e estrangeiros desejosos de conhecer as formas pouco usuais do seu interior.

Tem sido também, desde a sua inauguração, um espaço aberto à realização de exposições, embora sem uma regularidade que dele fizesse também referência nessa área. Uma situação que mudou a partir da exposição anterior, de Zé Ventura, com uma calendarização regular que trará a Tomar, trimestralmente, obras de qualidade de artes plásticas, fotografia e novos media, aumentando assim a oferta já existente com a exposição permanente do Núcleo de Arte Contemporânea e as suas temporárias na Galeria dos Paços do Concelho.

 

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