Évora, Sociedade, Turismo

Évora promove Caminhada das Sopas

A Câmara Municipal de Évora, em parceria com as juntas de freguesia dos Canaviais e do Bacelo, promove no próximo domingo, dia 18 de Março, a Caminhada das Sopas, uma iniciativa integrada na programação da edição deste ano da Rota de Sabores Tradicionais.

 

Esta caminhada, com início junto à unidade hoteleira do Convento do Espinheiro e o fim na igreja do Sr. dos Aflitos, tem como objetivo, para além de procurar incutir o gosto pelas atividades ao ar livre, assinalar o primeiro aniversário do “Caminho da Missa”, uma caminhada realizada pela primeira vez no ano passado.

 

Recorde-se que o “Caminho da Missa”, um antigo percurso rural que ligava os principais centros de culto religioso da zona das “quintas” de Évora – Sr. dos Aflitos, S. Roque e N. Sra. do Espinheiro, foi recuperado pela Câmara Municipal de Évora, em colaboração com as juntas de freguesia do Bacelo e Canaviais. Com alguns dos troços antigos reabilitados de modo a reconstituir o trajeto tão próximo do original quanto possível, o “Caminho da Missa” coincide em parte com o caminho medieval das “Cinco Cêpas”, fazendo também a ligação com a Ecopista e com o Percurso Ambiental da Água da Prata (Aqueduto).

 

O programa da Caminhada das Sopas, que conta com o apoio do Hotel Convento do Espinheiro e da APPACDM, prevê também a realização de um piquenique popular junto à igreja do Sr. dos Aflitos, onde as sopas tradicionais alentejanas estarão naturalmente em evidência. Todos os interessados em participar apenas terão de estar presentes às 10h00 junto do Convento do Espinheiro e pagar 2,5 euros que irão reverter a favor da Associação Pão e Paz.

 

Aprender com o mestre José Salgueiro

 

A Caminhada das Sopas apresenta este ano como atrativo suplementar a presença do mestre José Salgueiro, um “jovem” poeta e ervanário de 93 anos que irá comentar o percurso entre o Café do Pascoal (Louredo) e o Sr. dos Aflitos, dando a conhecer a flora existente nesta parte do percurso e a sua utilização.

 

Natural do concelho de Montemor-o-Novo, José Salgueiro muito novo começou a trabalhar para o sustento da família. Foi aguadeiro em feiras e romarias, vendedor de sardinha pelos montes da região, trabalhador rural, ceifou, esgalhou e tratou de hortas. Aos 14 anos foi para aprendiz de sapateiro, profissão que só deixaria aos 50 anos para se dedicar às plantas medicinais. Desde então mestre José Salgueiro entregou-se ao estudo, colheita, secagem e venda de ervas. Com uma experiência e saber acumulados ao longo de mais de 90 anos dedicou os últimos a escrever um testemunho sobre a sua intensa relação com as plantas e o território.

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