Oliveira de Azeméis, Sociedade

Oliveira de Azeméis: orçamento superior a 2011 mas sem perder de vista a diminuição da dívida

A câmara de Oliveira de Azeméis vai encarar o ano de 2012 com base no rigor orçamental, na diminuição da dívida, no aumento do investimento em projectos estruturantes para o município e no reforço dos apoios sociais.
O presidente da autarquia, Hermínio Loureiro, afirma que «o orçamento e as grandes opções do plano 2012 se enquadram num dos piores cenários macroeconómicos até hoje vividos» mas as dificuldades não retiram a confiança ao líder do município que quer manter as finanças públicas saudáveis e tornar o concelho um «agente ativo para o crescimento económico de valor acrescentado».
O orçamento disponível é de 38,9 milhões de euros, mais um milhão do que em 2011, e é com ele que o autarca social democrata pretende assegurar projetos estruturantes nas áreas empresarial, ambiental, educação, infra-estruturas públicas, saneamento e distribuição de água.
No lote de prioridades está a Área de Acolhimento Empresarial de Ul-Loureiro, um investimento de 11,2 milhões de euros, importante para a captação de novos investidores, a construção de novos centros escolares (início do centro de Ul em 2012 e início dos estudos dos centros de Ossela e Lações), o arranque da construção do Parque do Cercal – Campus para a Inovação, Competitividade e Empreendedorismo Qualificado, a requalificação do parque La Salette, um investimento de 4,9 milhões de euros já em curso, o projecto de regeneração urbana e a execução do Plano Director Municipal e dos planos de urbanização da cidade das zonas industriais existentes.
«Os nossos principais desafios são a criação de condições favoráveis para a captação de novas empresas e pessoas para o concelho e, consequentemente, fomentar a criação de empregos, a redução da pobreza e o rápido e sustentado crescimento económico», afirma o autarca.
Segundo Hermínio Loureiro, as políticas sociais vão estar também no centro das preocupações da autarquia sendo prioridade «garantir um nível adequado de serviços inerentes à ação social e à proteção dos mais desfavorecidos».
«Cada vez mais as pessoas serão colocadas no centro do esforço financeiro e de desenvolvimento do concelho porque elas são a verdadeira riqueza de qualquer região ou território», observa.
O autarca considera «imperativo e fundamental» o investimento público reprodutivo, capaz de gerar riqueza a médio e a longo prazo e criar empregos.
«Mais do que nunca este é o momento de reforçar a economia desta região através do investimento público direccionado sobretudo para a captação estratégica de investimento privado», afirma Hermínio Loureiro, esperando que o investimento público e privado reflicta «válidas taxas de rentabilidade económicas e sociais».
O orçamento para este ano é de 38,9 milhões de euros, prevendo uma redução de cerca de 8% nas despesas correntes em relação a 2011. O documento aprovado pela Assembleia Municipal aponta para a diminuição das receitas correntes em cerca de 1% devido à redução de receita de impostos directos.
O executivo vai continuar a reduzir a dívida em 2012 que passou de 52 milhões de euros em 2009 para 46 milhões em 2011, correspondente a uma diminuição de 11,5%.
Em perspectiva está também a redução do prazo médio de pagamento a fornecedores para 110 dias em 2012. Em 2009 este prazo era de 146 dias.

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