Cultura, Penafiel

Mia Mia Couto está em Penafiel na Escritaria até Domingo

Penafiel será de novo em Outubro, de 15 a 16, palco do maior festival literário em torno de um escritor de língua portuguesa vivo.

Depois de Urbano Tavares Rodrigues, de José Saramago e de Agustina Bessa – Luís , a ESCRITARIA em 2011, é dedicada ao estudo, à partilha e à fruição da obra do escritor Moçambicano, Mia Couto, o que marca também a abertura do festival à comunidade dos países de língua Portuguesa (CPLP).

A Escritaria promete tomar conta das ruas de Penafiel através do teatro, da arte de rua, da dança, do cinema e dos colóquios, onde o denominador comum será a obra literária de Mia Couto.

Com a Escritaria, aberta a partir desta edição à Lusofonia, vão passar por Penafiel convidados cujos nomes estão intimamente ligados a Mia Couto, ou à língua e literatura lusófona,  de que são exemplo o artista plástico Roberto Chichorro, o escritor Angolano José Eduardo Agualusa, o Músico João Afonso, o jornalista António Loja Neves, o director artístico José Rui Martins, e as académicas Inocência Mata e Cristina Pacheco.  Na Escritaria contamos ainda com a presença dos embaixadores dos países lusófonos, e/ou seus representantes, Felizardo Bouene do Espaço Moçambique e André Heráclito do Rêgo (Secretariado Executivo da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

Textos em representação de Agustina, Saramago e Urbano

Os anteriores homenageados da Escritaria, Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago e Agustina Bessa Luis serão recordados e vão também homenagear Mia Couto, através da leitura de textos. Urbano Tavares Rodrigues será representado através da leitura do texto que enviou para a Escritaria, enquanto que Saramago estará representado por um texto de Pilar del Rio e Agustina Bessa –Luis, através de um texto da sua filha e também escritora e ilustradora, Monica Baldaque.

Arte de Rua, contamina Penafiel

Por esses dias em Penafiel, há nas ruas uma autêntica contaminação que dá a conhecer a vida e a obra do escritor moçambicano, autor de “O Último Voo do Flamingo”, “Um Rio Chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra” ou “Vozes Anoitecidas”, entre muitas outras obras.

Durante 2 dias, Penafiel transforma-se na cidade de Mia Couto, tornando-se possível a qualquer pessoa, “tropeçar” literalmente na escrita e na língua portuguesa que por esses dias contaminam a cidade.

– palavrário

O palavrário é um dispositivo para que o público possa juntar-se a Mia Couto na composição lexical, um convite à invenção de palavras colocado no espaço público.

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– post-its

Post-its gigantes, serão afixados em edifícios da cidade contendo pequenos textos, pedidos a um conjunto de personalidades relevantes do meio cultural.

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– escritaria nas paredes

  À semelhança das edições anteriores, uma frase do escritor- tema, ficará materializada no espaço da cidade perpetuando o acontecimento e enriquecendo de modo original o quotidiano dos habitantes.

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– escritaria no caminho

Um “tapete de boas vindas” a colocar em cada estrada de entrada em Penafiel. Letras pintadas no chão, no asfalto, em stencil reproduzirão textos de Mia Couto, advertindo quem passa para a presença da Escritaria, partilhando frases marcantes e memorizáveis.

– infoBOX

A infobox é um dispositivo de informação para os habitantes e visitantes em geral. Foi criado com o Escritaria e passou a integrar o mobiliário urbano da cidade, servindo para a divulgação corrente das actividades culturais e artísticas do município.

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– escritamia

Escritamia é o sucessor do labirinto das duas primeiras edições e dos tubos de letras da terceira. Trata-se de uma sucessão de 10 instalações tridimensionais a dispor axialmente na rua, criando espaços de exposição informal integrados nos percursos dos habitantes e visitantes da cidade e sempre em lugares de grande movimento.

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-Avenida em obras

Intervenções artísticas efectuadas a partir da obra do escritor e que consiste numa pilha de livros iluminados e sobrepostos.

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– Escritor na cidade

Este item funciona como metáfora da presença adicional do escritor na cidade, representa a sua figura em vigília permanente. Trata-se da construção de silhuetas, em material ligeiro, representando o escritor, que serão colocadas por detrás de janelas do centro histórico.

– Montras de livros

As montras aderentes das lojas da cidade vão estar decoradas com itens relacionados com a obra de Mia Couto.

O seu browser pode não suportar a apresentação desta imagem. Documentários da CPLP

A par com a “contaminação” gerada pela arte de rua, Penafiel vai ainda homenagear o escritor através do teatro, da dança e gastronomia tradicional Moçambicana, e do cinema com exibição de documentários da CPLP.

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