Sociedade

Arquitectura regressa em grande à mesa de trabalho da CONCRETA

O português Eduardo Souto Moura (Prémio Pritzker de Arquitectura 2011), o italiano Nicola di Battista e a dupla hispano-polaca Iñaki Ábalos & Renata Sentkiewicz são as figuras de cartaz das Conferências de Arquitectura que decorrem integradas na 25.º edição da CONCRETA. Para a semana (de 18 a 22), o certame encherá cinco pavilhões da EXPONOR com as últimas novidades dos vários segmentos que compõem a fileira da construção.

O regresso em grande da arquitectura (com a energia como mote) à mesa de trabalho da Feira Internacional de Construção e Obras Públicas voltará a ser acompanhado pela edição de mais uma obra bibliográfica, com a chancela da CONCRETA e sob coordenação científica do gabinete Cannatà & Fernandes Arquitectos, desta feita sobre a «Reabilitação da Pousada de Picote» (Editora Caleidoscópio).

Ambas as iniciativas acontecerão dia 21 (sexta-feira), a partir das 14,30 horas, no Grande Auditório do Centro de Congressos da Feira Internacional do Porto, e receberão também uma reflexão de Oliveira Fernandes (AdEPorto), a propósito das energias na construção da arquitectura.

A reabilitação urbana é, aliás, uma das quatro pedras de toque do certame, a par com a sustentabilidade, a internacionalização e a competitividade. Os temas encerram as traves-mestras do sector para os tempos que se avizinham e terão tradução prática no evento histórico da EXPONOR, desmultiplicadas por cerca de 40 manifestações complementares (o programa completo encontra-se detalhado em www.concreta.exponor.pt).

A exposição recebe perto de 300 empresas expositoras, envolve quase uma vintena de associações sectoriais e agrega os contributos de aproximadamente 30 agentes e entidades, na dinamização de actividades paralelas à feira.

Feira é um pivot de negócios internacionais

Bienal desde 2007, a CONCRETA é para a realidade empresarial do País um pivot de negócios no sector. O acontecimento ultrapassa fronteiras e, para além de receber 50 expositores estrangeiros (de Espanha, França, Alemanha e Polónia), alimenta uma rede de contactos internacionais que permite potenciar a oferta e a procura, durante e depois do certame, através do programa “EXPONOR International Buyers”.

Este ano, a iniciativa trará ao nosso País durante cinco dias compradores e decisores de empresas representativas da Polónia, México, Brasil, Estados Unidos da América, Itália, Dinamarca, Moçambique e Cabo Verde (uma delegação empresarial sob a égide da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços de Barlavento).

De Moçambique, por exemplo, vem um alto representante da Unicomo, o maior importador de materiais de construção do país. E de S. Paulo (Brasil) chegará uma delegação do grupo Lock, que, enquanto especialistas em construção amiga do ambiente, virá à feira conhecer as inovações portuguesas no sector. A empresa procura oferta de qualidade e a um preço médio-alto para os segmentos residencial e comercial.

Polónia e México cativam oportunidades

Mas a “sementeira”  de negócios não se fica por aqui e recebe igualmente o contributo da Embaixada da Polónia, que dinamiza no dia 18, a partir das 11 horas, no Auditório B4 do Centro de Congressos da EXPONOR, um seminário destinado a explorar as oportunidades para as empresas portuguesas no mercado polaco.

Moderado pela assessora do vice-primeiro-ministro do Governo da Polónia, Danuta Kondek, o debate acolherá Bogdan Zagrobelny (chefe do Departamento de Promoção do Comércio e do Investimento), Ewa Swedrowska (directora-adjunta do Departamento de Instrumentos de Apoio do Ministério da Economia), Ricardo Bexiga (administrador da FDO) e José Carlos Coutinho (director-geral da EXPONOR.

A situação económica actual da Polónia e as respectivas condições de investimento, as possibilidades de cooperação ao nível das parcerias público-privadas e  alguns “case studies” empresariais são os temas em cima da mesa.

A Câmara de Comércio e Indústria Luso-mexicana (CCILM), por seu lado, promove também um encontro empresarial com o mesmo fito, no dia 19, a partir das 15 horas, no Centro de Congressos, mas vocacionado para o mercado daquele país americano.

A jornada de trabalho contará com intervenções de José António Barros, presidente da Associação Empresarial de Portugal, Miguel Gomes da Costa, líder da CCILM, Javier Olavarria, encarregado de negócios da Embaixada do México em Portugal, Vital Morgado, da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Arnaldo Figueiredo, do grupo Mota-Engil, e Jorge Yarte-Sada, do grupo Vitro.

Este ano, recorde-se, o esforço organizativo da CONCRETA conta com a ajuda extra e integrada do ENDIEL – Encontro para o Desenvolvimento do Sector Eléctrico e Electrónico, fruto da parceria com a Associação Portuguesa das Empresas do Sector Eléctrico e Electrónico (ANIMEE). Para além de ganhar expressividade na feira propriamente dita, a mostra, claro está, conhecerá um enfoque especial por via de algumas actividades paralelas. São os casos do 11.º Encontro Nacional do Colégio de Engenharia Electrotécnica (no Auditório CONCRETA, dentro da própria feira) e do Encontro Luso-afro-brasileiro para a Energia, que destacará as renováveis, as “smart grids” e a mobilidade eléctrica.

A CONCRETA (que mostrou as novidades de 4.273 empresas expositoras directas e recebeu um global de 426.237 visitas nas últimas seis edições) é há  24 realizações um momento de balanço e prospectiva do sector. Voltará  a sê-lo na próxima semana, durante cinco dias, mostrando a necessária evolução do mercado da construção e a forma como se irá reflectir em materiais, processos, comportamentos e sinergias.

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