Cultura, Póvoa de Varzim

Festival de Teatro na Póvoa de Varzim no bom caminho. É-Aqui-In-Ócio cresceu “em público, em abrangência e em reconhecimento”

Após uns dias de reflexão, o Varazim Teatro partilhou algumas ideias, em jeito de balanço, sobre a 4ª edição do É-Aqui-In-Ócio – Festival de Teatro da Póvoa de Varzim, que decorreu de 23 de Setembro a 1 de Outubro.

A organização começa por salientar a importância que os apoios, quer institucionais, quer privados, constituem, revelando-se como um pilar sem o qual seria impossível sustentar a iniciativa.

Relativamente a números, há a salientar que esta foi a edição do É-Aqui-in-Ócio com mais iniciativas paralelas. Este facto representa um crescimento no sentido da sustentabilidade do público, uma vez que a diversidade de iniciativas leva a um cruzamento de públicos de diferentes áreas artísticas no mesmo evento. A organização julga, por isso, que este pode ser um caminho a trilhar.

No que se refere ao número de público, e tendo apenas como termo de comparação a edição anterior, (uma vez que todas as outras continham espectáculos de rua que, muito facilmente,  faziam disparar o número médio de espectadores), o Varazim Teatro verifica que, nesta edição, se deu um aumento do público que assistiu aos espectáculos. Mais de meio milhar de espectadores (552) passaram pelo Auditório Municipal para assistirem aos seis espectáculos que lá decorreram, o que corresponde a uma média de 92 pessoas por sessão, sendo de realçar que a última peça levada a palco – “O Cemitério dos Prazeres”, pela Companhia do Chapitô – contou com 170 pessoas. O normal amadurecimento da iniciativa é, no entender da organização, um dos principais factores, não podendo, no entanto, deixar de considerar que o acréscimo de cobertura por meio dos órgãos de comunicação foi também um factor fundamental para que este aumento se verificasse.

Olhando de forma analítica para os números registados, é também apurado que os espectáculos infantis (“A Guarda Árvore”, “Se os Tubarões Fossem Homens” e “Terra dos Imaginadores”) registaram uma satisfatória adesão do público ao qual se dirigem. Tal facto permite concluir que este tipo de espectáculos nunca pode deixar de fazer parte da programação do festival, assim como, eventualmente, ao longo de todo o resto do ano, deve o Varazim Teatro desenvolver todos os esforços no sentido de estabelecer parcerias com as escolas locais, de modo a que estas tragam os seus alunos a assistir a espectáculos de teatro direccionados para as respectivas faixas etárias a custos reduzidos.

Quanto à proveniência do público, pelos contactos estabelecidos no local e pelas reservas telefónicas recebidas, facilmente é permitido constatar que não se trata de um público somente local, mas sim com origem em várias cidades da região e até outras mais distantes. Relativamente a estes dados está também o festival numa dinâmica de expansão e a consolidar a sua condição de festival de teatro de referência na zona litoral norte do país.

Para a organização, considerando as exposições que fizeram parte do programa do certame, o acesso ao Auditório Municipal será sempre um espaço a dinamizar durante o Festival, tal como já tinha sido verificado em edições anteriores. Já no que diz respeito à exposição em parceria com a Associação Comércio ao Ar Livre, o Varazim Teatro pensa ter-se tratado de uma iniciativa de tal forma bem acolhida, que já foi feita uma primeira abordagem no sentido de se desenvolverem iniciativas similares, não só no festival mas também ao longo do ano.

Como última conclusão, a associação poveira de teatro aufere que o É-Aqui-in-Ócio, apesar do crescendo de dificuldades ao nível financeiro para a sua realização, e de o Varazim Teatro, assumidamente, este ano ter reduzido ao seu orçamento, não deixou nesta edição de crescer em público, em abrangência e em reconhecimento. Logo compete ao Varazim Teatro desenvolver todos os esforços para que no próximo ano e no qual celebrará esta Associação 15 anos, voltar a fazer acontecer o É-Aqui-in-Ócio.

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