Santo Tirso

Em Santo Tirso a “Semana Europeia da Mobilidade” terminou com seminário/debate

A Câmara Municipal de Santo Tirso – em associação com a Agência de Energia do Porto e a Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto – assinalou, de 16 a 22 de Setembro, a “Semana Europeia da Mobilidade” com a realização de várias acções de sensibilização que incluíram um “mobipaper” intermunicipal (dia 17), várias caminhadas, passeios de bicicleta e ainda sessões de ginástica rítmica no Parque Urbano da Rabada (dias 18, 19 e 20).

O programa de acções terminou hoje, dia 22 de Setembro, com a realização de um seminário/debate sobre Mobilidade Sustentável que decorreu nas instalações do Pavilhão Desportivo Municipal de Santo Tirso, uma infra-estrutura moderna pensada para responder às necessidades da universalidade/acessibilidade para todos, ou seja, um bom exemplo do que deve ser um edifício público acessível a todos.

Neste seminário/debate marcaram presença Castro Fernandes, o Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Joaquim Cavalheiro, o Presidente do Conselho Executivo da Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto, João Marrana, Vogal do Conselho Executivo da AMTP e João Cottim, o Provedor Metropolitano dos Cidadãos com Deficiência, De entre os outros oradores presentes, contavam-se vários especialistas em mobilidade sustentável do mundo universitário e empresarial.

A abrir o seminário, Castro Fernandes explicou que, na adesão da Câmara Municipal de Santo Tirso à “Semana Europeia da Mobilidade”, estavam subjacentes “objectivos comuns pertinentes em áreas tão essenciais como a economia, o ambiente e a sociedade/cidadania”. O Autarca reforçou a ideia de que é preciso “sensibilizar e encorajar comportamentos compatíveis com o desenvolvimento sustentável” que ajudem, por um lado “a proteger a qualidade do ar, a mitigar o aquecimento global e a reduzir a poluição sonora”. Para Castro Fernandes “o desenvolvimento sustentável de um qualquer município” passa por saber “conquistar a sociedade civil para uma nova cultura de mobilidade. Este desafio pressupõe uma profunda alteração comportamental a nível do cidadão individual, de grupos de cidadãos, de empresas, instituições e a adesão colectiva a propostas e políticas em favor de uma mobilidade sustentável”. “E é isso que estamos a fazer em Santo Tirso, fruto de uma política de ordenamento de território e de intervenções planeadas”, relembrou o presidente da Câmara Municipal. Hoje, adiantou, “a cidade apresenta uma estrutura urbana consolidada onde os espaços verdes públicos se interligam e proporcionam práticas de vida saudáveis”.

E mais adiante confirmou que a Câmara Municipal já apresentou o projecto da 2ª fase do seu Programa de Mobilidade Sustentável que prevê a criação de “uma rede de percursos pedonais e cicláveis que interliguem os espaços públicos, os equipamentos públicos e os outros geradores de fluxos percursos pedonais”. “São 15 kms de vias pedonais e cicláveis, numa mobilidade alternativa com consequências positivas na qualidade do ar e ruído”. E em jeito de novidade Castro Fernandes informou que, no âmbito da Parceria de Regeneração Urbana (PRU), está em fase de conclusão os caminhos pedonais e cicláveis nas Margens do Rio Ave que ligam a cidade de Santo Tirso ao Parque Urbano da Rabada, na Freguesia de Burgães. Segundo o Autarca a obra deverá ser inaugurada em Janeiro ou Fevereiro de 2012.

Outra das medidas em que a Câmara Municipal já trabalha é na Reestruturação dos Transportes Públicos Urbanos (TUST), “um serviço concessionado que precisa de ser requalificado o que implicará “a reformulação da rede, a modernização da frota e um novo desenho de percursos e paragens”. “Não se entende a incompatibilidade dos TUST com as chegadas e partidas dos comboios que passam pela Estação de Santo Tirso”, por exemplo, desabafou.

“Falar de acessibilidades para todos é falar de direitos fundamentais”, assim começou a sua intervenção João Cottim, o Provedor Metropolitano dos Cidadãos com Deficiência, na defesa intransigente de uma “inclusão efectiva das pessoas com deficiência”. “Não precisamos de mais leis, precisamos é de as fazer aplicar”, acrescentou, meio desiludido, este Responsável metropolitano para quem “ainda há muito a percorrer na promoção de uma verdadeira inclusão e no combate a este tipo de discriminação”.

Joaquim Cavalheiro, o presidente do Conselho Executivo da Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto (entidade a quem cabe planear, coordenar, financiar e promover o sistema de transportes urbanos da Área Metropolitana do Porto) foi o terceiro interveniente e considerou o seu trabalho – de um ano – à frente da estrutura “um ano muito difícil” na medida em que está a presidir a uma estrutura do Porto “entalada entre uma Lisboa centralizadora e uma Galiza desenvolvida”. Cavalheiro não deixou, todavia, de afirmar que, se há dez anos já existisse a AMTP, “as contas do Metro estariam certamente mais equilibradas e os cidadãos melhor servidos”, para concluir que “só com uma boa organização e coordenação dos transportes públicos será possível reduzir o transporte motorizado individual”.

Seguiu-se uma série de intervenções técnicas que decorreram ao longo de toda a manhã sobre os mais variados temas relacionados com a Mobilidade.

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