Cultura, Reguengos de Monsaraz

Paulo Teixeira Lopes apresenta em Monsaraz a exposição “Etérium – a Viagem, Vida”

O pintor Paulo Teixeira Lopes apresenta até ao dia 21 de Outubro na Igreja de Santiago, na vila medieval de Monsaraz, a exposição “Etérium – a Viagem, Vida”. Esta mostra organizada pelo Município de Reguengos de Monsaraz e integrada no ciclo de exposições Monsaraz Museu Aberto pode ser apreciada todos os dias entre as 10h e as 13h e das 14h às 18h.

Paulo Teixeira Lopes, pintor, designer e escritor, apresenta esta exposição em acrílico sobre tela na sequência do seu “desejo firme de voltar a pintar de forma sequencial e ritmada”, em que abordou a tela e reencontrou a sua essência. O artista diz que “sempre me intrigou o conhecimento possível do papel que cumprimos aqui, de pés assentes neste bocado de chão. Como muitos outros, não quero aceitar que sou uma chama esvoaçante, sem objectivos definidos, que acende e apaga finalizando o seu ciclo, independentemente de ter dado ou não luz ao mundo. Depois de, durante este meu caminho, ter tocado de leve temas do espírito, filosofias de vida e formas de estar, senti que se formava em mim um ideal de procura e uma forma de ser eu mesmo”.

Paulo Teixeira Lopes afirma que “foi assim que surgiu o Etérium, como algo que se esvai entre nossos dedos, mas tem sentido, tem a força da união e destino. Neste espaço de expressão sinto que posso pesquisar, interrogar, deixar que os sentidos evoluam de forma a procurar as respostas que talvez nem existam”. Este projecto, que integrou também a edição de um livro, de um CD e de um DVD, teve as fases “Etérium – a Viagem”, “Etérium – a Viagem, Continuum” e por fim “Etérium – a Viagem, Vida”, que está a ser apresentada em Monsaraz.

“No decurso desta terceira fase, já a intensidade das emoções sentidas tomam um sentido avassalador, pelo toque comprovado nas palavras e lágrimas que foram sentidas. É assim importante o nascimento deste livro e faz todo o sentido o culminar deste ciclo”, diz o artista. Sobre a exposição, refere ainda, “numa viagem metódica, cada quadro foi colocado estrategicamente em oposição a outro, e as primeiras questões surgem naturalmente seguindo o caminho direccionado à grande questão. Não podendo responder a factos não concretos, improváveis, concentro-me no método, e divido em pequenas secções do problema. Questiono o que é exacto, aquilo a que cada um dá a sua própria resposta”.

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