Cultura, Marinha Grande

Evocação a Afonso Lopes Vieira – Marinha Grande

A Câmara Municipal da Marinha Grande organiza a Sessão de Evocação de Afonso Lopes Vieira, a ter lugar no dia 14 de Agosto (domingo), pelas 18h00, no Museu Joaquim Correia, situado no Largo 5 de Outubro, na Marinha Grande.

 

A Evocação ao poeta contará com as seguintes iniciativas:

 

– Exposição de Gravuras sobre São Pedro de Moel da autoria de

Joaquim Correia

– Apresentação do Caderno “Cinco Poemas de Afonso Lopes Vieira” ilustrados por Joaquim Correia

– Exposição de objectos pertencentes a Afonso Lopes Vieira

– Mostra de slides do Festival de São Pedro de Moel (Árvores) da década de 1960.

 

Vida e obra do poeta

 

Afonso Lopes Vieira nasceu em Leiria a 26 de Janeiro de 1878. Foi poeta, prosador, conferencista, escritor neo-romântico, notável pela elegante afinidade da sua poesia com expressão do espírito da nacionalidade, no lirismo amoroso e saudoso.

 

Exerceu a sua actividade a partir de Lisboa e da sua casa em S. Pedro de Moel, tendo sido cognominado de “o neo-Garrett”. Neste último local, realizou várias tertúlias literárias e artísticas, com a presença de figuras importantes do cenário cultural português da época.

 

O poeta Afonso Lopes Vieira foi uma figura literária multifacetada, produto da época em que viveu, e defensor da língua e cultura portuguesas. A prová-lo está o trabalho que fez com a obra de Gil Vicente para o teatro, nas conferências que deu sobre os Painéis de Nuno Gonçalves, no que escreveu sobre Camões e a sua obra, na edição de Diana de Jorge de Montemor, entre outros escritos e pensamentos.

 

Por todo este percurso, Afonso Lopes Vieira não pode ser considerado como mero um escritor local, pois a sua obra e trabalho marcaram a história da literatura e cultura nacionais, do século XX.

 

Escreveu obras como “Para Quê” (1897); “Náufrago” (1898); “O Poeta Saudade” (1901); “O Povo e os Poetas Portugueses” (1910); “Ilhas de Bruma” (1917); “País Lilás” e “Desterro Azul” (1922); e “Onde a Terra acaba e o Mar começa” (1940).

 

O escritor faleceu em Lisboa, a 25 de Janeiro de 1946.

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