Cultura, Economia, Marinha Grande

Investimento de dois milhões de euros para requalificação da Casa da Cultura Stephens – Marinha Grande

O Teatro Stephens, situado na Praça Guilherme Stephens, vai ser requalificado pela Câmara Municipal, através de um investimento de quase dois milhões de euros (valor total do investimento de 1.921.780,00 euros e que merecerão uma comparticipação do QREN Mais Centro no valor de 1.325.804,50 euros).

 

Localizado no centro tradicional da Marinha Grande, o edifício do Teatro Stephens, reconstruído em 1940, faz parte integrante do conjunto urbano da antiga Fábrica-Escola Irmãos Stephens, conjunto este que se encontra actualmente em processo de profunda reconversão.

 

A Autarquia aguarda a emissão do visto do Tribunal de Contas para poder iniciar uma empreitada adjudicada à empresa Habitâmega – Construções SA, para um prazo de execução de 540 dias.

 

Será assegurada a requalificação da Casa da Cultura com o objectivo de disponibilizar um espaço polivalente, dotado de condições técnicas com grande qualidade, que permita o desenvolvimento de actividades de cariz cultural e recreativo designadamente cinema, teatro, música e conferências.

Requalificação do “berço da Marinha Grande”

 

O Património Stephens, berço da cidade da Marinha Grande e da indústria vidreira, espaço de importantes significações identitárias para a comunidade local, constitui-se actualmente como o único centro cultural do concelho, integrando equipamentos culturais de grande relevo, instalados em edifícios requalificados que remontam ao século XVIII, como o Museu do Vidro, a Biblioteca Municipal, e outros criados de raiz, como o Arquivo Municipal.

 

A intervenção prevista na Casa da Cultura pretende dar continuidade a um conjunto de intervenções de regeneração urbana que visam à requalificação e animação do património edificado e ao desenvolvimento cultural, turístico e económico do Património Stephens.

 

Com esta intervenção, a Marinha Grande voltará a dispor de uma sala para realização de actividades culturais e educativas, tais como congressos, seminários e conferências, espectáculos ligados às diversas áreas artísticas e culturais (música, dança, teatro, performance), para além da recuperação da projecção de cinema, valência desactivada em 2008, pelo facto do imóvel não reunir as adequadas condições técnicas, de conforto e de segurança.

 

Este espaço multifacetado terá uma capacidade para 258 lugares sentados e quatro lugares destinados a pessoas com mobilidade condicionada.

Ligação da Casa da Cultura ao restante Património

 

A ligação física com os edifícios contíguos foi concebida numa lógica multi-funcional e de complementaridade de usos assumindo funções de auditório para o museu do vidro, de espaço de exposição através da galeria de arte municipal – localizada entre o foyer do auditório e o espaço de bilheteira. Estão ainda previstos, no âmbito dum outro projecto de regeneração urbana do Património Stephens, espaços complementares à casa da cultura, museu e galeria, nomeadamente cafetaria, bilheteiras, loja (artesanato, livros, catálogos, etc.) e instalações sanitárias.

 

A instalação de equipamento multimédia e audiovisual, bem como de cabines de tradução simultânea, permitirá a utilização do espaço como auditório, nomeadamente por entidades institucionais, culturais e sociais do concelho no âmbito da realização de seminários, congressos, reuniões, entre outros, para actividades culturais, educativas e cientificas, complementando / colmatando ainda, a actividade e a oferta dos diversos equipamentos culturais instalados no Património Stephens.

 

A instalação de equipamento de multimédia permite a apresentação de documentários 3D que o museu do vidro produz e apresenta como recurso educativo de contextualização dos visitantes sobre a história da indústria vidreira em Portugal, e tecnologia do fabrico do vidro. Vai igualmente proporcionar a apresentação de cinema, cuja oferta na Marinha Grande é actualmente inexistente.

 

A recuperação do palco e a instalação de maquinaria e equipamento de cena dá resposta a uma das necessidades mais urgentes do concelho, nomeadamente a existência de um equipamento para a apresentação de produções de teatro, dança e música nacionais e internacionais que até aqui não é possível realizar.

 

A constituição de um serviço educativo da Casa da Cultura garante condições de animação dos diversos espaços e actividades culturais e educativas nas mais variadas valências.

Renovação e preservação

 

Na concepção dos novos espaços interiores, destaca-se a manutenção do proscénio e da boca de cena, com a manutenção da grande tela existente, alusiva à arte vidreira concebida por Calazans Duarte, grande figura do ensino e da cultura locais.

 

As fachadas serão integralmente mantidas, já que existe especial cuidado na relação que têm com a envolvente, reforçando o seu significado na memória da cidade e na imagem do edifício, ressalvando-se a demolição na fachada poente de todos os elementos dissonantes, nomeadamente as casas de banho existentes.

 

Tal como em outros equipamentos similares, a caixa de palco surge-nos como elemento de destaque, sendo num primeiro momento o que define o carácter do edifício. Assim, este volume será ampliado para sul e poente, permitindo uma maior amplitude face à boca de palco, sobrepondo-se em balanço ao lago contíguo.

 

Na impossibilidade de salvaguardar um espaço específico para cargas e descargas de palco, adoptou-se um vão de razoáveis dimensões na fachada Sul, que permite aceder ao interior pela grande pala que contorna o edifício nesta zona e que faz a transição entre a imagem arquitectónica da fachada principal e a caixa de palco.

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