Cultura, Marinha Grande

“Dignidade” com humor na Marinha Grande

A exposição “Dignidade – Exposição Internacional de Cartoon” é inaugurada no dia 8 de Abril (sexta-feira), pelas 18h00, no Museu Joaquim Correia, situado no Largo 5 de Outubro, na Marinha Grande. A entrada é livre.

Esta iniciativa insere-se nas comemorações do 24 de Abril de 1974 e está patente de 8 a 29 de Abril, podendo ser visitada de segunda-feira a sexta-feira, das 09h30 às 12h00 e das 14h30 às 17h00.

A FecoPortugal – Associação de Cartoonistas e a Amnistia Internacional – Portugal promovem esta exposição internacional de cartoon, tem percorrido o país depois de ter sido exibida em Lisboa. A mostra conta com o apoio da Câmara Municipal da Marinha Grande.

Esta iniciativa pretende chamar a atenção da sociedade para a crise de valores a que vamos assistindo, com a crescente sobrevalorização do TER, à  custa da subvalorização do SER. É uma reflexão colectiva, pela via do Humor, orientada no sentido do desejo da rápida concretização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, que podem resumir-se ao conceito de conquista da Dignidade.

Trata-se de um conjunto de desenhos de humor de 109 autores, de 37 países, desde Açores ao Alentejo ou a Viseu, desde o Uzbequistão até à Nigéria ou ao Equador, seleccionados de um total de 131 participantes. Portugal foi o país com maior número de participantes. Seguiu-se a China e o Irão, numa demonstração de que o humor consegue vencer fronteiras.

Os cartoonistas portugueses representados na exposição são: Luís Afonso, Hermínio Felizardo, Carlos Seco, Ernesto Silva, Zé Oliveira, António José Lopes, Gonçalo Pedro, César Évora, José Monginho, Paulo Fernandes, Armando David, Pedro Manaças, (António) Santiagu, Carlos Rico, Jorge Rod, Carlos Amor, Álvaro, (Ricardo) Campus, Romeu Cruz, Onofre Varela, Rodrigo de Matos, Pedro Ribeiro Ferreira.

Segundo a FecoPortugal, “a linguagem dos humoristas usa frequentemente este género de exercícios simbólicos como ferramentas de denúncia, de consciencialização, de comunicação subliminar”. Além disso, “a Dignidade, enquanto valor de honra, decência, respeito (por si próprio e pelos outros), é uma moeda em crise, a necessitar urgentemente de revalorização”.

Para a Amnistia Internacional, “o cartoon é uma das muitas formas eficazes de bradar pela Igualdade, pela Liberdade e pela Dignidade Humanas. Com o mérito da simplicidade, evidencia o sério no ridículo e o ridículo no sério”. Oriundos de tão diferentes culturas, os trabalhos espelham o mesmo: “que afinal não somos assim tão diferentes! Ponhamos as nossas inseguranças e egoísmos de lado e assumamos o que é de todos nós: a Dignidade da família Humana!”.

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