Cultura, Marinha Grande

Galeria Municipal apresenta “Transcendência” – Marinha Grande

“Transcendência – Vidro Artístico Contemporâneo” é o título da exposição que está patente na Galeria Municipal da Marinha Grande, situada no Edifício dos Arcos, no Jardim Stephens, até 27 de Fevereiro.

A mostra foi inaugurada no passado sábado, 12 de Fevereiro, tendo contado com a presença do Presidente da Câmara, Álvaro Pereira; Presidente da Assembleia Municipal, Telmo Ferraz; Vereadora da Cultura, Cidália Ferreira; entre outros convidados.

Na inauguração, a Vereadora salientou que “a exposição apresenta este conjunto de obras de prestigiados artistas do vidro nacionais e internacionais, também representados em alguns dos mais importantes museus da Europa, Ásia, Estados Unidos, Austrália e América Central”.

Cidália Ferreira informou que a Autarquia pretende “mostrar ao público algumas das obras, que pelas suas dimensões e especificidade, não estão presentes na exposição permanente do Museu do Vidro, bem como algumas das obras vencedoras das Bienais de Artes Plásticas da Marinha Grande”.

A autarca acrescentou que “assistirmos à exposição de tão belas obras, enche a nossa população de orgulho, tanto mais que todas elas abordam, ainda que subjectivamente, a temática do vidro”. “Observá-las, reporta-nos, por isso, às origens do nosso concelho, ao mesmo tempo que o dignifica pela qualidade das peças apresentadas”, continuou.

Artistas reconhecidos mundialmente na exposição

A mostra divulga a Colecção de Vidro Artístico Contemporâneo do Museu do Vidro, através das 18 obras de 13 artistas plásticos nacionais e estrangeiros, também representados em museus da Europa, Ásia, Estados Unidos, Austrália e América Central (Centro Cultural/Fundação Calouste Gulbenkian; Fundação Oriente, Macau; Museu Amadeo de Souza-Cardoso; Victoria and Albert Museum; Musée Des Art Decoratifs, França e Suíça; Corning Museum of Glass; Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque; National Museum of Modern Art, Tokyo; Notojima Glass Art Museum, Notojima, Japão; National Gallery of Victoria, Melbourne; Glasmuseet Ebeltoft, Dinamarca, entre outros).

Os artistas representados na exposição são:

Alberto Vieira | Conceição Cabral | Leonel Passagem | José Aurélio | Ana Pimentel | António Santos | Barbara Walraven | Bert Holvast | Warren Langley | Kyohei Fujita | Jessica Loughlin | Júlio Liberato (Julio Santos) | Gerry King

O museu ainda não possui um núcleo de exposição permanente e especifico vocacionado para a exposição de arte contemporânea em vidro, pelo que esta é uma oportunidade única para ficar a conhecer uma parte desta colecção.

A mostra estará  patente até 27 de Fevereiro de 2011, de quarta-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. A entrada é livre.

Estória de uma colecção com história

A Colecção de Arte Contemporânea do Museu do Vidro começou a constituir-se de forma organizada a partir de 1999. O espólio proveniente da Fábrica-Escola Irmãos Stephens já contemplava um conjunto de obras de artistas portugueses e estrangeiros, realizadas na década de 1980 em workshops, que incorporaram o acervo da fábrica através de legado. Este, por sua vez, foi doado na década de 1990 ao Município da Marinha Grande aquando da transferência do Património Stephens e da constituição do Museu do Vidro.

Mais tarde, em 1999, e já depois do museu aberto ao público, a CMMG alargou a política de aquisições do museu à arte contemporânea, formalizando a constituição da colecção de vidro artístico contemporâneo com o intuito de reunir obras representativas dos mais importantes artistas plásticos do vidro, nacionais e estrangeiros, das mais variadas tendências artísticas, e que acabaria por integrar também os prémios das Bienais de Artes Plásticas da Marinha Grande.

Esta abertura às artes plásticas coincide com a realização de duas importantes exposições internacionais de arte contemporânea em vidro no museu: Vidro Artístico Contemporâneo Australiano, realizada entre Julho e Agosto de 1999, e Transparências: Vidro Artístico Contemporâneo, realizada de Setembro a Dezembro de 1999. Ambas reuniriam alguns dos mais importantes artistas plásticos do vidro do mundo.

Foi nesta época que foram adquiridas as primeiras obras para a recente colecção de arte contemporânea do Museu do Vidro, nomeadamente de dos artistas Kyoey Fujita, Giles Bettison, Clare Belfrague, Warren Langely, Jessica Loughlin, Maureen Williams e Gerry King, entre outros que se seguiram.

A colecção integrou também ao longo dos últimos 10 anos não só os primeiros prémios das Bienais de Artes Plásticas da Marinha Grande, principal certame internacional de artes plásticas do país vocacionado para a arte contemporânea em vidro, mas também algumas obras de grande relevância, premiadas pelo júri através de prémios especiais de aquisição.

Contam-se ainda obras realizadas por diversos artistas portugueses e estrangeiros, doadas ao Museu do Vidro, algumas realizadas ao longo dos últimos 10 anos no âmbito de workshops e acções de demonstrações ao vivo da arte vidreira: Bert Holvast e Barbara Walraven, João Silva, Júlio Liberato, Michael Taylor, Ana Thiel, Jiri Suhájek, Hiroshi Yamano, entre outros.

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