Cultura, Odivelas

Feira do Livro de Autores dos País Lusófonos – Odivelas

Cabo Verde é o país que integra a próxima Feira do Livro de Autores dos Países Lusófonos, uma iniciativa da Câmara Municipal de Odivelas que desde Janeiro conta já com a participação de Angola e Brasil e que, até Maio, continuará a contar com conceituados autores de países com língua portuguesa (de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor e Portugal).

A inauguração, marcada para as 19H30 do próximo dia 23 de Fevereiro, na Biblioteca Municipal D. Dinis, contará com a presença do Presidente da Sociedade Cabo-Verdiana de Autores, Daniel Spínola, vindo de Cabo Verde, estando previstos momentos de poesia sonora de Francisco Fragoso, escritor, encenador e director artístico do Grupo Cénico “Tchon di Kauverdi” (que criará um momento de poesia teatralizada), Escultura de Kassanaya, e Pintura de António Firmino.

No âmbito da Feira que se inaugura nesse dia, serão ainda realizados dois Encontros com Escritores Cabo-Verdianos, que apresentarão os seus livros:

– “Diadema do Rei”, de Novissíl de Fasejo – Dia 25 de Fevereiro às 19H00

– “Cabo Verde e as Artes Plásticas”, de Danny Spínola – Dia 3 de Março às 19H00

Notas Biográficas:

Francisco Gomes Fragoso (Kuame Kondé: nome de guerra e pseudónimo poético) nasceu na Ilha de Santiago. Fez os estudos primário e secundário em Cabo Verde. Licenciado em Medicina e Cirurgia em Portugal, França e Bélgica. Diplomado em Saúde Ocupacional pela Escola Nacional de Saúde. Possui o Curso de Gestão em Serviço de Saúde da Ordem dos Médicos de Portugal. Foi médico em Cabo Verde de 1975 a 1982, data em que veio para Portugal onde reside.

Poeta revolucionário, sendo a sua poesia o reflexo do compromisso, desde tenra idade, com a luta do seu povo. Ainda estudante do 7º ano do Liceu e artisticamente apoiado por Arnaldo França, formou o Grupo Liceal de Coros Falados. É considerado o pai do moderno teatro cabo-verdiano e referenciado como o Homem que fez do teatro cabo-verdiano uma arma de luta para o desenvolvimento das ilhas. Director artístico do Grupo Cénico “Tchon di Kauverdi” ao qual se dedica inteiramente.

António Firmino Nasceu em Mindelo, São Vicente, Cabo Verde, cujas gentes, vivências e folclore lhe servem de tema para as suas telas (a óleo e acrílico), que vai fazendo em paralelo com uma intensa actividade docente, como Professor (de Inglês e Francês, especialmente).Colabora desde 1987 com jornais e publicações periódicas de Cabo Verde, com artigos de opinião, ensaios e algum conto (uma colectânea de contos e “noveletas” escritos, escritos há mais de dez anos, encontra-se na gaveta à espera de uma oportunidade de publicação…Pintor por vocação e Professor de Línguas por formação, há mais de duas décadas António Firmino assume-se como um Artista Plástico autodidacta que “inventa a sua própria técnica a cada pincelada”.Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês-Português), pela Universidade Nova de Lisboa, detém um “Diplôme Supérieur d’Etudes Françaises”, pelo Instituto Franco-Português de Lisboa e pela Universidade de Toulouse, França, duas Pós-graduações em Inglaterra (ESP Teaching Course, IELE, University of Lancaster; Maritime English Course, Plymouth Polytechnics), e Mestre em Comunicação Educacional Multimédia, pela Universidade Aberta de Lisboa. É músico, toca violão e compõe.

Kassanaya, nome artístico de José Brazão, nasceu na Cidade da Praia, ilha de Santiago, em Cabo Verde. Reside e trabalha em Portugal à 17 anos. O artesanato, a escultura, a cerâmica e a joalharia alternativa, são as principais actividades a que se dedica. O seu trajecto artístico, podemos dizê-lo, começa desde tenra idade, inspirado pelo avô paterno que era um artesão de ouro e prata. Embora não tenha dado continuidade às pisadas do avô, os projectos que tem desenvolvido na disciplina que designa de joalharia alternativa remetem para essa influência remota.

Novissíl de Fasejo, pseudónimo de Domingos Landim de Barros, é licenciado em Direito, membro da Ordem dos Advogados e da SOCA, e tem algumas publicações dispersas. Com cerca de 220 páginas  o seu livro de estreia reúne poemas de matizes diversas, que vão desde o lírico ao satírico e à incidência épica. Segundo o prefácio, “O Diadema do Rei” é um livro de poemas caracterizado por uma certa literariedade, na praxis metafórica, pelo uso, embora comedido, de algumas transgressões; pela sua subjectividade e ambiguidade, emblemáticas, emplumadas por um frescor linguístico, cativante, ao aliar uma certa simplicidade e aprumo estilístico, na sua dissertação poética, com um certo vigor e rigor metafórico, fluido, que nos convida à leitura toda.”

Daniel Euricles Rodrigues Spínola nasceu em Ribeira da Barca, concelho e freguesia de Santa Catarina da ilha de Santiago de Cabo verde.

Cursou Língua e Literatura Portuguesa no Curso de Formação de Professores do Ensino Secundário da cidade da Praia, Cabo Verde, e Licenciou-se em Língua e Cultura Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Foi professor de língua e literatura portuguesa nos liceus da Praia, da Achada de Santo António, da Várzea e de Santa Catarina, tendo ainda leccionado na Faculdade de Línguas Estrangeiras da Universidade de Havana e na Guiné-Bissau aos voluntários do Corpo da Paz.

Tendo feito alguns estágios e algumas formações na área da língua portuguesa e da pedagogia no ICALP, e no domínio do jornalismo para o desenvolvimento rural com técnicos da FAO no Instituto Nacional de Investigação Agrária e com técnicos portugueses e cubanos no Curso de Superação para Jornalistas no Instituto Amílcar Cabral, enveredou-se pelo mundo da investigação e divulgação cultural, realizando, dirigindo e apresentando vários programas radiofónicos e televisivos. Mais informações sobre o autor em  http://dspinola.caboindex.com/ .

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