Póvoa de Lanhoso, Sociedade

“Vencer o Tempo nas 7 Cidades” aproxima jovens e idosos na Póvoa de Lanhoso

Depois de na passada semana se terem realizado workshops com idosos e sessões de sensibilização com jovens, esta semana encontra-se a decorrer, desde o dia 2 de Fevereiro até 5 de Fevereiro, formação com vista a preparar os jovens voluntários e os seniores para o convívio intergeracional, que se pretende estabelecer no âmbito do Projecto “Vencer o Tempo nas 7 Cidades”.
 
Esta formação decorre com o apoio da Universidade Lusófona de Lisboa e pretende tratar diversos temas: segurança, sexualidade, cultura, lazer e tempos livres, perda e luto, estados de humor, actividades, hábitos e necessidades. No total, cada grupo recebe nove horas de formação.
 
Aproximar jovens e idosos.
 
Na passada semana, Ivone Ferreira, a presidente da Associação “Vencer o Tempo”, entidade que coordena o Projecto “Vencer o Tempo nas 7 Cidades”,  fez a apresentação do Projecto aos jovens, convidando-os a aceitar este desafio enquanto voluntários, e também conversou com os seniores, explicando o projecto e registando as suas opiniões sobre diferentes temas indicados pela OMS: espaços exteriores e edifícios; transportes; habitação; participação social; respeito e inclusão social; participação cívica e emprego; comunicação e informação; e serviços comunitários e de saúde.
 
Participaram 63 seniores do Centro Social e Paroquial de Taíde, do Centro de Convívio de Vilela, da Universidade Sénior e da freguesia de S. João Rei; e cerca de 120 jovens da Escola Secundária e da EPAVE.
 
Os voluntários mais novos terão a função de serem tutores de dois seniores, a quem se comprometem a ligar pelo menos duas vezes por semana, a ajudá-los a resolver pequenos problemas, a conhecer e ajudá-los a realizar um desejo ou sonho, a incentivá-los a serem activos, de entre outras responsabilidades.
 
Necessidade sentida pelos participantes.
 
Diana Silva, 16 anos, da EPAVE, considerou o Projecto positivo: “É uma maneira de falarmos com as pessoas idosas, para as conhecer melhor e dar-lhes apoio”. Ainda ia pensar em ser voluntária. “É muita responsabilidade, porque são dois idosos”, afirmou. Soraia Freitas, 17 anos, também concordou com a pertinência do Projecto, “porque há muitos idosos que, durante o dia, estão sozinhos e não têm quem olhe por eles, quem lhes dê carinho e atenção. Acho que isso é essencial, importante e eles precisam”. Também ia reflectir sobre o voluntariado. “Também sei que eles não têm um feitio muito fácil e porque tenho uma avó em casa, estou sempre perto dela, sei do que ela precisa e também sei que não é fácil, por isso…”, considerou. Patrícia Nova, 17 anos, já faz parte de grupos de voluntariado e pretendia inscrever-se. “Estava com ideias de participar, mas obtive a informação que o terceiro ano não o poderá fazer, porque para o ano irei estudar para outro lado e o Projecto tem a duração de dois. A vontade é muita, mas… Se puder, vou aderir de certeza, porque é um Projecto muito interessante. Hoje em dia vejo os idosos sós, muito tristes. Só tenho um avô e, quando estou com ele, sinto a alegria dele por ver um jovem e por ver o quanto ele queria também o ser. Também acho importante eles sentirem-se úteis. É um Projecto ao qual sou muito sensível. Mesmo a nível do nosso país, o Estado devia implementar mais este tipo de acções e mesmo arranjar mais actividades para eles e integrá-los melhor na sociedade”.
 
Da parte dos mais velhos do Centro de Convívio de Vilela, Amélia Oliveira, 60 anos, afirmou que a sessão foi divertida e interessante, pois falaram de assuntos importantes e tiveram a oportunidade de dar a conhecer as suas opiniões. Sobre a vinda de jovens, achou que poderia ser algo positivo para que está só. “Eu tenho companhia, mas é importante os jovens contactarem com os mais velhos, vai tirá-los um pouco mais da solidão”. Deolinda do Vale, 74 anos, também gostou do workshop. “No meu caso, tenho a ajuda da família, da minha filha. Há outros que não têm e este Projecto pode ser importante para quem não tem”, referiu, sublinhando: “A muitos jovens, contamos o que passámos e eles dizem que nem acreditam nisso, que agora o mundo é outro”.

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