Cultura, Póvoa de Varzim

Fazer a diferença!” – alertou João Paulo Meneses – P. Varzim

“Façam um esforço para serem criativos e potenciem aquilo que acham que fazem bem.” Este foi o repto feito por João Paulo Meneses a uma plateia de alunos das Escolas do 3º Ciclo e Secundárias da Póvoa de Varzim, ontem à noite, na Biblioteca Municipal.
O jornalista e docente universitário, a convite das Associações de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Beiriz, da Escola Secundária Eça de Queirós e do Agrupamento Cego do Maio, alertou os jovens para a necessidade e vantagens de passarem de produtores a criadores. “As ferramentas de publicação existem, estão à vossa disposição; vamos potenciá-las”, afirmou João Paulo Meneses incitando “aproveitem este palco que é a Internet, não a desperdicem para colocar lixo”. O jornalista considera que “a realidade digital está banalizada na treta” e para contrariar esta tendência é necessário “tentar fazer a diferença e ser especialistas”. “As ferramentas da Internet também servem para conseguirmos saber muito mais sobre o que nos interessa e mostrar o que sabemos fazer”, informou. “Antes isso não era possível”, continuou, referindo há cerca de 20, 30 anos o produtor era um privilegiado, uma elite, sendo que a esmagadora maioria era um consumidor passivo. Na sua opinião, hoje em dia é muito mais fácil qualquer um dos jovens desenvolver as suas capacidades porque existe um palco – Internet – onde é possível colocarmos a nossa criatividade e as nossas produções acessíveis. Neste sentido, é importante “ter a consciência de que existe um novo modelo, um novo paradigma e de que os tempos são diferentes”, afirmou, referindo que a “Internet democratizou o acesso à informação” e todos, à sua maneira, “poderão tirar partido desta ferramenta, que poderá ser muito mais útil do que actualmente é”.
Sobre esta ferramenta revolucionária que é a Internet, Luís Diamantino, Vereador do Pelouro da Educação, reconheceu que “quando bem utilizada, é muito útil”. No entanto, não deixou de mostrar a sua preocupação perante quem não tem preparação para lidar com este meio porque “há jovens sem maturidade que correm o risco de se perderem”. Mas Luís Diamantino considera que “temos que nos adaptar o melhor possível”, lembrando que somos fruto de uma educação e é a sociedade que vai moldando o Homem.

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