Cantanhede, Cultura

Actuação da Orquestra Clássica do Centro encerrou programação cultural de Natal em Cantanhede

Mais de 200 pessoas assistiram ao Concerto de Ano Novo que a Orquestra Clássica do Centro realizou ontem, 6 de Janeiro, na Igreja Matriz de Cantanhede, terminando assim no Dia de Reis o programa de eventos culturais organizados pela autarquia para assinalar a quadra de Natal. Entre a assistência encontravam-se o Presidente da Câmara Municipal, João Moura, a Vice-Presidente da autarquia, Helena Teodósio, os Vereadores Pedro Cardoso, José António Pinheiro e Manuel Ruivo, a Presidente da Junta de Freguesia, Fátima Negrão e o Pároco de Cantanhede, Padre Luís Francisco, bem como representantes de diversas entidades e instituições do Concelho.

Promovido pelo Município de Cantanhede, em parceria com a Paróquia de Cantanhede e com o apoio da Junta de Freguesia de Cantanhede, o espectáculo incidiu na interpretação de um reportório eclético com obras de registo erudito de vários compositores de referência, designadamente Mozart, Strauss, Tchaikovsky e Shostakovich.

Com uma base instrumental formada por 9 naipes, num total de 32 músicos profissionais de elevada craveira técnica e artística, a Orquestra Clássica do Centro realizou na Igreja Matriz de Cantanhede um espectáculo memorável para o entusiasmado público presente. A condução da orquestra esteve a cargo de Artur Pinho Maria, maestro que estudou direcção de orquestra com grandes nomes nacionais e internacionais.

O Concerto de Ano Novo encerrou a programação de animação cultural de Natal que o Município de Cantanhede dinamizou desde o início do mês de Dezembro, no âmbito da qual foram realizados diversos espectáculos musicais, na sua maioria com repertórios alusivos ao Natal, em diferentes freguesias do Concelho.

A apresentação de uma peça de teatro alusiva ao espírito da natividade, pelo Grupo de Teatro Infanto-Juvenil da Biblioteca Municipal, a Festa de Natal dos Idosos do Concelho de Cantanhede, que reuniu os utentes das IPSS’s do Concelho e elementos do Banco de Voluntariado, e a exposição artes plásticas na Biblioteca Municipal foram outras das iniciativas organizadas pela autarquia para assinalar a quadra natalícia. 

Orquestra Clássica do Centro

A Orquestra Clássica do Centro (OCC) é uma Associação sem fins lucrativos que tem por objectivo promover (através da orquestra ou outra espécie de conjunto, formação) a divulgação da música e da cultura em geral, organizando, designadamente, colóquios, ou efectuando a publicação de textos, para além de promover também o desenvolvimento profissional dos músicos.

A Orquestra com formação clássica é composta por 32 músicos profissionais, seleccionados através de concursos públicos.

Apresentou-se pela primeira vez, enquanto orquestra profissional, em Dezembro de 2001, na altura com 25 elementos e com a denominação “Orquestra de Câmara de Coimbra”. Considerada de superior interesse cultural pelo Ministério da Cultura, a OCC encontra-se abrangida desde então pela Lei do Mecenato Cultural (actual Estatuto dos Benefícios Fiscais). Desde a fundação até Junho de 2010 teve por maestro titular o Dr. Virgílio Caseiro, em 2010 o maestro titular da OCC passou a ser Artur Pinho Maria.

Em 2002 a Orquestra passou a ser composta por 32 elementos, sendo esta a sua actual constituição, em 2004 viu aprovada por unanimidade, em Assembleia-Geral, a alteração do nome para Orquestra Clássica do Centro (OCC). Desde esse ano tem beneficiado do apoio financeiro do Instituto das Artes, no âmbito dos apoios concedidos a projectos profissionais.

Do seu historial destacam-se os Concertos que tiveram lugar em monumentos arquitectónicos da cidade e concelho de Coimbra, no âmbito do projecto “Mo(nu)mentos Musicais” (2003) e o alargamento da sua actividade a Câmaras e Distritos mais diferenciados, passou ainda a contar com o contributo solístico e de regência de notáveis figuras do nosso panorama musical, encontrando também meios para, pontualmente, produzir concertos com uma densidade tímbrica e orquestral sinfónica. Organizou concursos, conferências, para além das actividades exclusivamente concertísticas, destacando-se o trabalho realizado em colaboração com o Governo Civil do Distrito de Coimbra em projectos conjuntos como “A Floresta também é Património” ou “Encontros com o Património”, ainda no âmbito das comemorações do ano para a igualdade de oportunidades realizou vários concertos e conferências.

Ao longo destes 9 anos, a OCC tem realizado o seu trabalho ininterruptamente, procurando levar a música erudita / clássica a toda a Região Centro, colaborando com diversas Entidades a nível regional, local, profissional, etc. O historial da OCC inclui diversas iniciativas realizadas sobre a temática da Guitarra / Canção de Coimbra, nomeadamente Concertos em espaços monumentais, com a guitarra como instrumento solista, o tratamento orquestral da canção de Coimbra, o Festival “Cantar Coimbra”, os workshops Encontros com a Guitarra I e II, sob orientação de Pedro Caldeira Cabral, e os “Encontros Internacionais da Guitarra Portuguesa”, com o Alto Patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, iniciados em 2007.Em 2010, os IV Encontros assumiram a importância em atribuir um novo protagonismo à guitarra, nomeadamente a guitarra de Coimbra, como factor identitário e transversal a várias gerações.

São estas as palavras que definem este projecto: determinação, entusiasmo e confiança na ideia de que o projecto que defendemos é fundamental para a Cidade, para a Região, para as Pessoas. Fomentar a cultura musical, dimensionar a vertente pedagógica e conferir apetência para ouvir e apreciar música erudita, continuarão a ser os objectivos deste projecto.

Critérios de qualidade, de consistência de gestão das actividades e capacidade de obtenção de outras fontes de financiamento, continuarão a ser nossa preocupação. Procuraremos garantir uma maior igualdade de acesso às criações e produções artísticas por forma a atenuar as assimetrias regionais e atenuar os desequilíbrios sociais e culturais, promovendo uma partilha solidária de responsabilidade entre os agentes culturais e o Estado, as Autarquias locais, instituições de ensino e outras instituições, criando condições que permitam o acesso das pessoas e novas oportunidades de fruição cultural e ao pluralismo da criação artística.

A OCC conta com o superlativo apoio da Câmara Municipal de Coimbra.

Em Janeiro de 2008, o Dr. Carlos Encarnação, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, anunciou publicamente a entrega à orquestra do Pavilhão Centro de Portugal. A OCC tem neste espaço a sua sede, cabendo ainda a esta associação a gestão cultural do espaço.

Em 2010 a OCC assumiu um novo desafio com a criação do Coro da OCC, uma formação coral que conta com 65 elementos. O Concerto de Apresentação terá lugar no próximo mês de Dezembro com a apresentação da Oratória de Natal de J.S. Bach. 

Maestro Artur Pinho Maria

Artur Pinho Maria nasceu em Ossela, Oliveira de Azeméis, em 1967.

É licenciado em Direcção Musical pelo Conservatório Superior de Música de Gaia, sob a orientação do Maestro Mário Mateus. Ao longo dos últimos vinte anos estudou com Anton de Beer, Edgar Saramago, John Roos, Vianey da Cruz, Jean-Marc Burfin, Peppe Prates, Vasco Pearce de Azevedo, José Luís Borges Coelho, Ivo Cruz, António Vassalo Lourenço e Ernst Schelle, encontrando-se actualmente a finalizar o mestrado em Direcção na Universidade de Aveiro.Dirigiu como maestro convidado a Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra do Norte, a Orquestra Espoarte, a Orquestra Clássica do Centro, a Orquestra Filarmonia de Gaia e a Orquestra da Fundação Conservatório Regional de Gaia.

É maestro do Coro do Porto de Aveiro, Orfeão Universitário de Aveiro, Orfeão de Vale de Cambra, Orfeão do Paraíso Social de Aguada de Baixo e do Orfeon Académico de Coimbra. É coordenador do sector cultural da Associação Académica da Universidade de Aveiro.

Orienta diversos cursos de direcção coral (Barcelos, Coimbra, Vila Franca de Xira e Vigo) e master class de técnica vocal e direcção.

Tem quatro edições discográficas e duas participações, destacando-se “Fernando Lopes Graça – Canções Regionais Portuguesas” (2007), gravação integral dos cadernos I e II.

Desde Junho de 2010 é  o director artístico e maestro titular da Orquestra Clássica do Centro.

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