Cultura, Portimão

Bela Adormecida, Temporalidade e Virgem Suta no TEMPO – Portimão

A temporada de 2011 do TEMPO – Teatro Municipal de Portimão inicia-se no dia 8 de Janeiro, às 15h30, com a exibição do filme “Mistérios de Lisboa”, baseado na obra de Camilo Castelo Branco e com realização de Raul Ruiz, que recebeu a Concha de Prata – Melhor Realizador em San Sebastián.  

A película, que tem merecido os aplausos da crítica, sendo considerada uma obra-prima pelos grandes festivais de cinema do mundo, mostra uma Lisboa do século XIX, de intrigas e identidades ocultas, levando também a uma viagem atribulada por Portugal, França, Itália e Brasil, contando com um elenco excepcional de actores: Adriano Luz, Maria João Bastos, Ricardo Pereira, Albano Jerónimo, entre outros. 

Depois da exibição de dia 8, aberta ao público em geral, no dia 11, pelas 10h00, haverá  uma sessão para as escolas, sujeita a marcação prévia através da Oficina do Espectador.  

Entre 13 e 16 de Janeiro, o TEMPO apresenta a Semana Maior, um conjunto de propostas que pretendem suscitar a reflexão em torno do envelhecimento e da vivência social e individual dos seniores, e provar que a idade maior devolve ao ser humano o tempo para sonhar.  

O programa inicia com um Ciclo de Cinema, nos dias 13 e 14 de Janeiro, pelas 21h00, no Pequeno Auditório, onde serão exibidas as longas-metragens “Vou para Casa” de Manoel de Oliveira e “Uma história simples” de David Lynch. Duas histórias distintas que, no entanto, partilham a determinação e coragem dos seus protagonistas, dois homens que experienciam a sua sétima década de vida. As exibições são de entrada livre.  

Segue-se um Baile Maior dia 14 de Janeiro, às 17h30, no Café Concerto do TEMPO. Uma festa que recupera o ambiente e as músicas dos bailes dos anos 50 a 70, com a ajuda dos AdLib, uma banda local perita em recriar o ambiente ideal para encontros e reencontros.  

Dia 15 de Janeiro, é a vez do teatro: “Bela Adormecida” da Companhia Maior, a primeira peça de uma nova companhia feita de artistas maiores de 60 anos, vindos de diversas áreas, como Manuela de Sousa Rama, Kimberley Ribeiro e Michel, entre outros, que sobe ao palco do Grande Auditório do TEMPO a partir das 21h30.  

Uma história sobre a passagem do tempo, o renascimento e as segundas oportunidades, onde a dança, o teatro e a música se misturam, numa encenação de Tiago Rodrigues.  

Para finalizar a Semana Maior, o TEMPO volta a exibir, dia 16, às 16h00, o espectáculo “Temporalidade” pelo Grupo de Teatro Sénior da Junta de Freguesia de Portimão. Uma criação que resulta da partilha das experiências vividas pelos membros do grupo, apresentando múltiplos olhares sobre os cabelos brancos e o tempo que passa, e que recebeu imensos aplausos em Novembro passado.   

Janeiro é também o mês do regresso da Oficina do Espectador e nada melhor para marcar este regresso do que “Vice-versa”, de Victor Hugo Pontes, um espectáculo para crianças entre os 3 e os 5 anos, cujo ponto de partida é a concepção muito especial que os mais pequenos têm do tempo.  

Nos dias 20 e 21, às 10h00 e às 14h00, na Black Box, terão lugar as sessões dedicadas às escolas, ao passo que no dia 22, às 16h00, será a vez das famílias.

Na sexta-feira, 28 de Janeiro, às 22h00, o Grupo de Choro Raspa de Tacho actua no Café Concerto do TEMPO para apresentar clássicos “obrigatórios” e temas originais do Raspa, numa viagem pelos sons do Choro sem esquecer o Samba, o Baião e outros géneros instrumentais brasileiros. 

E a fechar a programação de Janeiro, os Virgem Suta sobem ao palco do Grande Auditório Nuno Mergulhão, abrindo a programação dos Novos Sons.  

O duo alentejano referido pela crítica como estando na linha da frente da melhor música que se faz em Portugal, na actualidade, vem apresentar as suas sonoridades influenciadas por António Variações, José Afonso, Sérgio Godinho, Clã, ou os Ornatos Violeta, mas com uma originalidade e qualidade raras.

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