Cantanhede, Cultura

Concerto de Ano Novo na Igreja Matriz de Cantanhede

À semelhança de anos anteriores, a chegada do Ano Novo vai ser assinalada na Igreja Matriz de Cantanhede, no próximo dia 6 de Janeiro, pelas 21.30 horas, com a realização de um concerto instrumental.

Promovida pelo Município de Cantanhede em parceria com a Paróquia de Cantanhede e com o apoio da Junta de Freguesia de Cantanhede, a iniciativa contará com a actuação da Orquestra Clássica do Centro, sob a batuta de Maestro Artur Pinho Maria.

O programa deste concerto vai ser preenchido com um reportório eclético de obras de registo erudito de vários compositores de referência, designadamente Mozart, Strauss, Tachaikovsky e Shostakovich.

O Concerto de Ano Novo encerra a programação de animação cultural que o Município de Cantanhede tem vindo a dinamizar desde o início do mês de Dezembro, e que incluiu diversas actuações musicais em vários pontos do Concelho com o apoio de diversas entidades, a apresentação de uma peça de teatro pelo Grupo de Teatro Infanto-Juvenil da Biblioteca Municipal, a entrega de cabazes de Natal por parte da autarquia à Conferência de S. Pedro da Sociedade de S. Vicente de Paulo para distribuição pelas famílias mais carenciadas do Concelho, e a Festa de Natal dos Idosos do Concelho de Cantanhede que reuniu os utentes das IPSS’s do Concelho para celebrar a quadra natalícia em ambiente festivo. 

Programa:

Primeira parte

Mozart, W. A., Marcha em Ré M, K. 335-n.º 1

Strauss, Joseph, “Música das Esferas”, Op. 235

Strauss II, Johann, Polca “Tritsch-Tratsch”, Op. 214

Shostakovich, Dmitri, Valsa nº 2

Tchaikovski, Piotr Ilitch, “Valsa das Flores”

Tchaikovski, Piotr Ilitch,“Trepak”

Segunda parte

Mozart, W. A., Serenata em Ré M, K. 320

Strauss II, Johann, Polca “Neue Pizzicato”, Op.449

Strauss II, Johann, Valsa “Danúbio azul”, Op. 314

Strauss I, Johann, Marcha “Radetzky”, Op. 228 

Orquestra Clássica do Centro

A Orquestra Clássica do Centro (OCC) é uma Associação sem fins lucrativos que tem por objectivo promover (através da orquestra ou outra espécie de conjunto, formação) a divulgação da música e da cultura em geral, organizando, designadamente, colóquios, ou efectuando a publicação de textos, para além de promover também o desenvolvimento profissional dos músicos.

A Orquestra com formação clássica é composta por 32 músicos profissionais, seleccionados através de concursos públicos.

Apresentou-se pela primeira vez, enquanto orquestra profissional, em Dezembro de 2001, na altura com 25 elementos e com a denominação “Orquestra de Câmara de Coimbra”. Considerada de superior interesse cultural pelo Ministério da Cultura, a OCC encontra-se abrangida desde então pela Lei do Mecenato Cultural (actual Estatuto dos Benefícios Fiscais). Desde a fundação até Junho de 2010 teve por maestro titular o Dr. Virgílio Caseiro, em 2010 o maestro titular da OCC passou a ser Artur Pinho Maria.

Em 2002 a Orquestra passou a ser composta por 32 elementos, sendo esta a sua actual constituição, em 2004 viu aprovada por unanimidade, em Assembleia-Geral, a alteração do nome para Orquestra Clássica do Centro (OCC). Desde esse ano tem beneficiado do apoio financeiro do Instituto das Artes, no âmbito dos apoios concedidos a projectos profissionais.

Do seu historial destacam-se os Concertos que tiveram lugar em monumentos arquitectónicos da cidade e concelho de Coimbra, no âmbito do projecto “Mo(nu)mentos Musicais” (2003) e o alargamento da sua actividade a Câmaras e Distritos mais diferenciados, passou ainda a contar com o contributo solístico e de regência de notáveis figuras do nosso panorama musical, encontrando também meios para, pontualmente, produzir concertos com uma densidade tímbrica e orquestral sinfónica. Organizou concursos, conferências, para além das actividades exclusivamente concertísticas, destacando-se o trabalho realizado em colaboração com o Governo Civil do Distrito de Coimbra em projectos conjuntos como “A Floresta também é Património” ou “Encontros com o Património”, ainda no âmbito das comemorações do ano para a igualdade de oportunidades realizou vários concertos e conferências.

Ao longo destes 9 anos, a OCC tem realizado o seu trabalho ininterruptamente, procurando levar a música erudita / clássica a toda a Região Centro, colaborando com diversas Entidades a nível regional, local, profissional, etc. O historial da OCC inclui diversas iniciativas realizadas sobre a temática da Guitarra / Canção de Coimbra, nomeadamente Concertos em espaços monumentais, com a guitarra como instrumento solista, o tratamento orquestral da canção de Coimbra, o Festival “Cantar Coimbra”, os workshops Encontros com a Guitarra I e II, sob orientação de Pedro Caldeira Cabral, e os “Encontros Internacionais da Guitarra Portuguesa”, com o Alto Patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, iniciados em 2007.Em 2010, os IV Encontros assumiram a importância em atribuir um novo protagonismo à guitarra, nomeadamente a guitarra de Coimbra, como factor identitário e transversal a várias gerações.

São estas as palavras que definem este projecto: determinação, entusiasmo e confiança na ideia de que o projecto que defendemos é fundamental para a Cidade, para a Região, para as Pessoas. Fomentar a cultura musical, dimensionar a vertente pedagógica e conferir apetência para ouvir e apreciar música erudita, continuarão a ser os objectivos deste projecto.

Critérios de qualidade, de consistência de gestão das actividades e capacidade de obtenção de outras fontes de financiamento, continuarão a ser nossa preocupação. Procuraremos garantir uma maior igualdade de acesso às criações e produções artísticas por forma a atenuar as assimetrias regionais e atenuar os desequilíbrios sociais e culturais, promovendo uma partilha solidária de responsabilidade entre os agentes culturais e o Estado, as Autarquias locais, instituições de ensino e outras instituições, criando condições que permitam o acesso das pessoas e novas oportunidades de fruição cultural e ao pluralismo da criação artística.

A OCC conta com o superlativo apoio da Câmara Municipal de Coimbra.

Em Janeiro de 2008, o Dr. Carlos Encarnação, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, anunciou publicamente a entrega à orquestra do Pavilhão Centro de Portugal. A OCC tem neste espaço a sua sede, cabendo ainda a esta associação a gestão cultural do espaço.

Em 2010 a OCC assumiu um novo desafio com a criação do Coro da OCC, uma formação coral que conta com 65 elementos. O Concerto de Apresentação terá lugar no próximo mês de Dezembro com a apresentação da Oratória de Natal de J.S. Bach. 

Maestro Artur Pinho Maria

Artur Pinho Maria nasceu em Ossela, Oliveira de Azeméis, em 1967.

É licenciado em Direcção Musical pelo Conservatório Superior de Música de Gaia, sob a orientação do Maestro Mário Mateus. Ao longo dos últimos vinte anos estudou com Anton de Beer, Edgar Saramago, John Roos, Vianey da Cruz, Jean-Marc Burfin, Peppe Prates, Vasco Pearce de Azevedo, José Luís Borges Coelho, Ivo Cruz, António Vassalo Lourenço e Ernst Schelle, encontrando-se actualmente a finalizar o mestrado em Direcção na Universidade de Aveiro.

Dirigiu como maestro convidado a Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra do Norte, a Orquestra Espoarte, a Orquestra Clássica do Centro, a Orquestra Filarmonia de Gaia e a Orquestra da Fundação Conservatório Regional de Gaia.

É maestro do Coro do Porto de Aveiro, Orfeão Universitário de Aveiro, Orfeão de Vale de Cambra, Orfeão do Paraíso Social de Aguada de Baixo e do Orfeon Académico de Coimbra. É coordenador do sector cultural da Associação Académica da Universidade de Aveiro.

Orienta diversos cursos de direcção coral (Barcelos, Coimbra, Vila Franca de Xira e Vigo) e master class de técnica vocal e direcção.

Tem quatro edições discográficas e duas participações, destacando-se “Fernando Lopes Graça – Canções Regionais Portuguesas” (2007), gravação integral dos cadernos I e II.

Desde Junho de 2010 é  o director artístico e maestro titular da Orquestra Clássica do Centro.

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