Cultura, Póvoa de Varzim

O Guardião do Rio – em exibição a 8 de Janeiro – P. Varzim

O Guardião do Rio é o título da peça apresentada pelo Teatro da Palmilha Dentada que no dia 8 de Janeiro, sábado, às 22h00, sobe ao palco do Auditório Municipal.
O espectáculo integra-se na Temporada Teatral na Póvoa de Varzim, a cargo do Varazim Teatro.
 
Sinopse de O Guardião do Rio:
“A vida está dependente de coisas pequenas. São importantes as conjunturas, as opções do plano e os pactos de instabilidade sem crescimento, claro. Mas as coisas pequenas… Que seria a vida sem a amizade e sem a poesia, Mas importante mesmo são as coisas pequenas, Os parafusos por exemplo, são importantes. As coisas caíam se não estivessem aparafusadas. Tudo se mexia e saía do sítio, não haveria sossego.
Mas vida está mesmo dependente é das coisas pequenas. Muito pequenas mesmo. Como as endorfinas. O mais famoso dos neuro-hormônios produzido pelo glândula hipófise”.
 
O Teatro da Palmilha Dentada faz a sua apresentação e a do espectáculo:
“Depois de ter pensado acabar, a Palmilha Dentada pensou melhor e lembrou-se de continuar. Desta vez mais pequena – só um actor, Ivo Bastos.
Já o resto é quase o mesmo: texto e encenação de Ricardo Alves, sonoplastia e música original de Rodrigo Santos, direcção plástica de Sandra Neves com Joana Caetano, direcção de produção de Adelaide Osório e… – agora a novidade da ficha técnica – o regresso da carismática, mas já esquecida, figura do ensaiador, papel a cargo de Nuno Preto. Mas só por dois ensaios.
Para ficar completa a apresentação deste espectáculo falta apenas falar do espectáculo em si. O título é “O Guardião do Rio” e é sobre o aborrecimento. Mas não é aborrecido. É daquelas comédias levezinhas que assenta fundamentalmente em truques cénicos e em trabalho de actor. O actor é muito bom e vai muito bem. A cenografia, apesar de escassa, é bonitinha. Mas os bonecos, mascaras e marionetas compensam porque são realmente fabulosos. A música… a música fica no ouvido, as melodias são ritmadas.
Já o texto, não sendo Shakespeare, serve a função. Não é daqueles textos contemporâneos que pretende chocar, com a linguagem utilizada, com o nobre intuito de acordar as pessoas do marasmo. São umas piadas, mais ou menos alinhas, e que no fim, talvez, façam algum sentido para o espectador. Verdade se diga que se não faz mal a ninguém ver, também não podemos garantir que faça bem. Mas pelo menos passa rápido é uma horita, mais coisa menos coisa.
A faixa etária é para maiores de 16 anos, não tanto pela linguagem utilizada ou temas abordados, mas porque na verdade não gostamos muito de crianças e adolescente. E mais a mais, às 21h46 eles tem é que estar a dormir e não andar pelos bares a ver peças de teatro de moral duvidosa.”

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