Oliveira de Azeméis, Sociedade

Autarquia reúne arqueólogos de todo o país para falar da sua segurança – Oliveira de Azeméis

A vereadora da cultura da Câmara de Oliveira de Azeméis considerou «fundamental abordar a temática da higiene e da segurança na comunidade de arqueólogos no sentido de sensibilizar e discutir os riscos a que diariamente se encontram expostos».
Segundo Gracinda Leal, que falava na sessão de abertura do seminário «Higiene e Segurança em Trabalhos Arqueológicos», «há que proporcionar espaços de debate sobre a segurança na arqueologia para que se estabeleça, junto dos profissionais, referências de conduta para a autoprotecção».
«O seminário surge da necessidade de esclarecer os profissionais de arqueologia sobre as regras, normas e procedimentos de segurança a desenvolver durante os trabalhos», disse.
«Os estudos apontam para que, a cada minuto, duas pessoas morrem vítimas de acidentes de trabalho», acrescentou Gracinda Leal, garantindo que «a autarquia continuará a trabalhar ao nível da sensibilização e da prevenção».
Segundo a vereadora, o seminário «permite, mais uma vez, afirmar o município como espaço de debate no contexto da arqueologia nacional», dando expressão ao trabalho desenvolvido pela autarquia.
«Desde 2008 que o município apostou na activação do sector do museu e da arqueologia tendo vindo a fazer um trabalho complexo na promoção da área arqueológica através da assinatura de protocolos, encontros científicos e levantamento bibliográfico de referências a sítios e achados arqueológicos», afirmou.
A 1ª sessão de trabalho envolveu a realização de debates temáticos sobre segurança laboral, responsabilização individual e gestão de emergência.
O colóquio debate o enquadramento legal de segurança, higiene e saúde aplicada aos trabalhos de arqueologia, contando com a presença de oradores com formação nas áreas da arqueologia, história, direito, protecção civil e higiene e segurança no trabalho (HST).
O seminário termina este sábado abordando a «Responsabilização individual» e «A segurança em trabalhos arqueológicos». Destaca-se a intervenção de Luís Lopes, membro da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).
O coordenador do grupo técnico responsável pela elaboração da Estratégia Nacional para a Segurança e Saúde no Trabalho 2008-2012 falará sobre «A HST na actividade arqueológica» na visão da ACT, órgão do qual é coordenador executivo.
O seminário encerra com um espaço de debate moderado por Andreia Lopes, mestre em arqueologia pré-histórica e arte rupestre.
A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal em parceria com a Associação Profissional de Arqueólogos (APA) e o Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo (Mação).

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