Oliveira de Azeméis, Sociedade

Oliveira de Azeméis reúne arqueólogos para falarem sobre higiene e segurança

O seminário «Higiene e segurança nos trabalhos arqueológicos», marcado para os dias 12 e 13 de Novembro em Oliveira de Azeméis, pretende suscitar nos estudantes, entidades e profissionais do sector uma nova consciência para as vantagens da prevenção e protecção, anunciou a organização.
A iniciativa, com um leque de oradores nacionais já confirmados, está dividida em cinco sessões de trabalho que irão procurar sensibilizar arqueólogos, estudantes e a tutela do sector para «a necessidade da adopção de medidas de higiene e segurança nos trabalhos arqueológicos».
O seminário, organizado em parceria pela Câmara de Oliveira de Azeméis, Associação Profissional de Arqueólogos e Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, destina-se a estudantes de arqueologia, entidades e técnicos de higiene e segurança no trabalho.
Ao longo dos dois dias o seminário debaterá um conjunto de questões que, segundo a organização, «deve estar na base de qualquer intervenção arqueológica, seja de que âmbito for». Os temas propostos incidirão mas normas legislativas aplicáveis à arqueologia e na regulamentação específica, na importância da prevenção e protecção colectiva, na divulgação dos equipamentos de protecção individual, na auto-protecção e na implementação de medidas de higiene e segurança no trabalho (HST).
Para discutir as temáticas, a organização convidou técnicos de diferentes áreas com formação nas áreas do direito, protecção civil, história, arqueologia, engenharia química, higiene e segurança, filologia, engenharia civil, psicologia, educação física, engenharia mecânica e enfermagem.
O seminário arranca às 10h00 de 12 de Novembro com uma reflexão alargada sobre questões no âmbito da higiene, segurança e saúde do trabalho com especial incidência na legislação, avaliação e controlo de riscos profissionais e protecção individual e colectiva.
À tarde a discussão centra-se na segurança laboral na arqueologia portuguesa com abordagens aos temas «Formação em HST nas licenciaturas em arqueologia», «Profissionais de arqueologia», «Empresas de arqueologia», «Situação em Portugal» e «A tutela da arqueologia e a implementação de planos HST nos trabalhos arqueológicos».
No dia 13 os trabalhos abordam, da parte da manhã, a «Responsabilização individual» e «A segurança em trabalhos arqueológicos» destacando-se a intervenção de Luís Lopes, membro da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).
O coordenador do grupo técnico responsável pela Estratégia Nacional para a Segurança e Saúde no Trabalho 2008-2012 e membro do Comité Consultivo para a Segurança, Higiene e a Protecção da Saúde no local de Trabalho da União Europeia falará sobre «A SST na actividade arqueológica» na perspectiva da ACT, órgão do qual é coordenador executivo.
Antes do encerramento do seminário, às 17h00, haverá ainda espaço para se abordar as causas dos acidentes e modelos de prevenção, gestão de emergência e noções básicas de primeiros socorros.

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