Cultura, Mangualde

Mostra «guerras peninsulares»: cerca de um milhar de visitantes – Mangualde

No âmbito das comemorações que assinalam os 200 anos da passagem do exército francês por Mangualde – «Mangualde na Rota da 3ª Invasão Francesa» – a Câmara Municipal de Mangualde promoveu a mostra “Guerras Peninsulares”, no Salão do Complexo Paroquial. Cerca de mil visitantes visionaram a exposição que terminou no passado dia 30 de Setembro. A mostra, que no último foi enriquecida com um conjunto de miniaturas que retratavam as tropas envolvidas nas guerras Peninsulares, foi de entrada livre e contou com 11 peças, entre elas uniformes (Cavalaria, Infantaria e Artilharia), uma espingarda, peças de faiança, uma gola de serviço e um sabre, oriundas da Colecção do Museu Militar de Lisboa. A exposição incluiu ainda uma parte documental, onde foi possível ficar a conhecer a história que colocou Mangualde na rota da 3ª Invasão Francesa. 
Recorde-se que estas comemorações são organizadas pela Câmara Municipal de Mangualde em parceria com o Museu Militar de Lisboa, a GNR, a Câmara Municipal de Viseu, o Arquivo Distrital de Viseu, a Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva, o Complexo/Paroquial de Mangualde, o Agrupamento de Escolas Ana Castro Osório, a Escola Secundária Felismina Alcântara e o Agrupamento de Escolas Gomes Eanes de Azurara.
 
 
«Mangualde na Rota da 3ª Invasão Francesa»
 
De acordo com os relatos históricos, quando os franceses chegaram a Mangualde grande parte da população tinha-se refugiado para os lados de Penalva do Castelo, não sem antes queimarem, no Rossio, todo o milho que a vila possuía, e esvaziaram as adegas. Também os objectos de valor que não podiam ser transportados foram escondidos e enterrados. Apesar da vila estar quase deserta, ainda perderam a vida várias pessoas, que na altura, estavam a trabalhar no campo. A Igreja Matriz foi assaltada, tendo sido roubada a Palma de S. Julião, e a custódia tinha sido escondida num lugar seguro não tendo sido levada. A busca por mais objectos continuou, com o arrombamento da porta da Capela da Família Rebelo, hoje pertença da Câmara Municipal, e onde acabaram por cortar uma perna a um dos anjos que ladeiam o Sacrário, facto que ainda hoje se pode verificar. Aquando da sua passagem por Mangualde, o marechal Massena pernoitou, na noite de 18 para 19 de Setembro, na casa de Anadia, tendo sido daqui que rumou para o Buçaco, onde acabaria por ser derrotado na batalha liderada por Wellington, que dirigia o exército anglo-luso.

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