Abrantes, Sociedade

Escolas profissionais agrícolas reuniram em Abrantes

Escolas profissionais agrícolas do país estiveram reunidas em Abrantes, na Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Mouriscas (EPDRA), nos dias 21 e 22 de Setembro.
Ao todo foram 14 escolas que estiveram envolvidas neste encontro organizado pela Associação Portuguesa de Escolas Profissionais Agrícolas com o apoio da ANQ – Agência Nacional Para a Qualificação e do Município de Abrantes.
 
Os participantes debateram o presente e o futuro destas escolas, abordando temas como o papel que desempenham no novo contexto de rede de oferta do ensino profissional e o design curricular dos cursos profissionais da área agro-alimentar e quadro nacional de qualificações.
 
À margem dos trabalhos, os participantes foram recebidos na Câmara Municipal pela Presidente e pela Vereadora da Educação; visitaram o Centro Histórico de Abrantes, a exposição de antevisão do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA) e o Tecnopolo do Vale do Tejo, onde se inteiraram sobre o projecto PROVE, metodologia que visa a promoção de novas formas de comercialização nomeadamente de produtos agrícolas.
 
Na sessão de abertura, a Presidente da Câmara, Maria do Céu Albuquerque, salientou a importância das escolas profissionais agrícolas “porque a formação que oferecem vai ao encontro das necessidades das suas regiões, contribuindo para a sua sustentabilidade”. Focou também a importância do encontro, pela “partilha de boas práticas”, pelo momento de reflexão e “o encontro de soluções conjuntas para que estas escolas possam crescer”. A autarca felicitou a EPDRA pelo seu dinamismo e pela capacidade de mobilização e deixou um desafio aos directores das escolas profissionais agrícolas: desmistificar o que é o ensino profissional, uma vez que o mesmo “ não pode continuar a ser encarado como ensino de recurso mas sim como uma opção”.
 
Referindo-se ao aumento significativo do número de alunos que este ano frequentam, em especial, os novos cursos profissionais, o director da EPDRA, João Quinas, disse que esses indicadores acarretam “novos desafios” e “mais responsabilidade”.
 
António Feliciano, vice-presidente da ANQ, mostrou-se convicto de que o aumento do número de cursos profissionais na área do mundo rural mostra que em Portugal “ se virou uma página” e que se está no bom caminho. Incitou os representantes das escolas presentes no encontro a trabalharem “em rede” com os actores económicos e a encontrarem “uma identidade própria”.

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