Santo Tirso, Sociedade

Reconversão da paisagem urbana em análise na fábrica do Teles – Santo Tirso

No próximo dia 29 de Setembro, na Fábrica do Teles, a proposta é a reconversão da paisagem urbana, com nomes de prestígio como Manuel Mozos, João Ferrão, Luís Carvalho, num debate moderado por Elisa Babo. O evento inicia-se às 16 horas com a inauguração da intervenção artística, promovida pela GESTO, Cooperativa Cultural: PERSONAGEM A JANELA. Às 16h30 será projectado o documentário “Ruínas” de Manuel Mozos, seguindo-se às 17h30 o debate.  

O projecto de Reconversão da Paisagem Urbana pretende analisar questões ligadas à reconversão do espaço urbano em geral, mas dando um destaque à região do Ave e ao programa de reconversão da Fábrica do Teles – local cenário deste evento. No dia 29, vamos ter a oportunidade de debater a reconversão da paisagem urbana, analisando-a do ponto de vista de um cineasta – Manuel Mozos -, de um economista – Luís Carvalho – e de um geógrafo João Ferrão.  Esta iniciativa é apenas o início de muitas outras que acompanharão todo o processo de reconversão deste edificado. A Fábrica do Teles, transformada em “estaleiro”, será cenário de intervenções artísticas, oficinas, debates e outros eventos capazes de atrair o público  para um espaço que partindo da memória e de uma identidade, se quer renovado. Os interessados em participar nesta primeira acção cultural, deverão inscrever-se, até 20 de Setembro via margensdoave@gmail.com.  
 

Personagem à janela 

No dia 29, será  inaugurada a instalação: PERSONAGEM À JANELA. A Câmara Municipal de Santo Tirso e a Cooperativa GESTO promovem uma intervenção pictórica em 12 painéis de viróc que protegem as janelas da Fábrica do Teles onde está a decorrer uma reconversão. Pensar cada painel, como a janela que abre possibilidades, encontros e energias para os projectos futuros desta Fábrica, foi o impulso dirigido a cada autor e confirma o tema definido: Personagem à janela.  São 12 autores, que vindos de diferentes países, de diferentes campos atribuirão a diversidade necessária pensada in situo:   

Alcina Manuela Carneiro, Ana Marques da Cruz, Ana Borges,

Ana Torrie, Butcheca, Inês Azevedo, Filipa Areias, Jana Garbayo,

Joana Mateus, José  Paiva, Mónica Faria, Rita Rainho são

os artistas convidados.    
 

Esta acção gratuita está integrada na PRU (Parceria para a Regeneração Urbana) – Revitalização e Qualificação das Margens do Ave na Cidade de Santo Tirso (PRU-Margens do Ave). Esta parceria vai revolucionar o conceito de viver o Rio Ave e revitalizar toda uma região que após a crise que atravessou o sector têxtil foi abandonada durante anos. A Câmara Municipal desenvolveu um projecto inovador – uma parceria entre diversas instituições – que uniu várias entidades em torno de um objectivo comum: a Regeneração Urbana da Margens do Ave. O Rio Ave foi durante muitos anos associado à ideia de poluição, mas hoje, a realidade é bem diferente: o rio está despoluído e foram encontradas novas soluções para a região do Ave. 

O Vale do Ave em geral e Santo Tirso em particular têm muito para oferecer. A Câmara Municipal é a âncora da Parceria para a Regeneração Urbana e esta parceria – que reúne a Direcção Regional da Educação do Norte – Escola Profissional Agrícola Conde S. Bento, Café do Rio, Fundação Santo Thyrso e a Associação Recreativa da Torre – vai mudar o rosto de toda a zona ribeirinha, do coração do concelho. O rio está de volta à cidade. 
 

    10 MILHÕES DE EUROS DE INVESTIMENTO
    para revolucionar o conceito de viver em Santo Tirso 

A união das entidades num Parceria tornou possível uma intervenção de 10 milhões de euros, em 251 ha ao longo de 3,5 km de frente ribeirinha, abrangendo oito freguesias: Santo Tirso, Santa Cristina do Couto, São Miguel do Couto, Burgães, Sequeirô, Lama, Areias e Palmeira.

A intervenção a que a frente ribeirinha vai ser sujeita, durante estes três anos de execução do projecto, será transversal no tipo de obras a realizar, no tipo de destinatários das mesmas e terá como factor inovador o facto de à intervenção física ser acrescentada a vertente imaterial e muitas vezes esquecida, mas fundamental para que o investimento realizado seja vivido pela população: a ANIMAÇÃO, O VIVER DO RIO. Está já definido um programa cultural e recreativo e de grande qualidade, com uma forte vertente lúdico-desportiva.

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