Amadora, Cultura

Pontos Negros e Deolinda são os pontos altos das comemorações – Amadora

No âmbito das comemorações do 31.º aniversário do Município da Amadora, o Parque Central e os Recreios da Amadora apresentam vários concertos, dirigidos a um leque bem alargado da população. 
 

CIGANOS D’OURO

11 de Setembro – Recreios da Amadora – 21.30h

Entrada: 5 € 

Os Ciganos d’Ouro surgem em 1994 por iniciativa dos Irmãos José Pato e Sérgio Silva com o CD Gitanita Vem, lançando no ano seguinte Oh Mi Amor. Inicialmente este grupo actuava quase só exclusivamente em eventos culturais no seio da comunidade cigana portuguesa. A partir de 1996, ano de lançamento de La Casa, a banda que entretanto alarga a sua formação, passando a contar com a colaboração regular dos guitarristas Pedro Jóia e Francisco Montoya, passa a divulgar o seu trabalho em festivais internacionais de música cigana em países como a Bélgica, França, Espanha e Holanda, Macau. Nestes já 15 anos de produção regular, a banda – que tem como matriz principal o Flamenco e o Cante Hondo – tem trabalhado diferentes sonoridades fruto da sua colaboração com músicos de outros países sobretudo provenientes da América Latina. O resultado desta fusão tem vindo a diversificar cada vez mais o som dos Ciganos d’Ouro. Esta banda conta já com outros seis CDs – Gitanita Vem, Oh Mi Amor, Libertad, Maktoub, Sal e o mais recente Guadiana – lançados no nosso país, tendo continuado a representar Portugal e a comunidade cigana portuguesa em reputados encontros internacionais de Música Cigana e Música do Mundo – Tilburg, Ostende, Virgen de los Remédios, Khamoro, entre outros – obtendo grande êxito junto do público e óptima recepção crítica. 

PONTOS NEGROS

17 de Setembro – Parque Central – 22h

Entrada livre 

Isto só podia ser deliciosamente adolescente. Os Pontos Negros aparecem com esta coisa bilingue: um roque enrole que, ora se canta em português, ora dá vontade de assobiar. Naturalidade da melodia, simples alegria de se fazer música: isto só podia ser deliciosamente adolescente.

Não se sabe ao certo o que contem a água canalizada da linha Sintra, que mutações terríveis são essas nos jovenzinhos expostos ao Locus Horrendus suburbano. Mas em 2005 a “cena de Queluz” pariu o seu derradeiro colosso. Os irmãos Pires – Jónatas e David, bateria e guitarra – deram o primeiro coice. Juntou-se outra guitarra chamada Lipe (ex Comboio Fantasma, Lacraus, Velhas Glórias, Ninivitas,). Mais tarde, um órgão a fazer as vezes do baixo, foi o Silas (Ninivitas) no topo do bolo.

A novidade ponto-negrina tornou-se mel para o melómano Tiago Guillul (que esteve e está  em demasiadas bandas para fazer caber neste parêntesis), bem como para toda a restante família Florcaveira – editora que orgulhosamente acolheu os primeiros registos destes caucasianos Pontos Negros. Num relatório oficial ainda por publicar, consta que há qualquer coisa tragicamente errada em quem não gosta dos Pontos Negros. 

CORVOS

17 de Setembro – Parque Central – 22h

Entrada livre 

Banda invulgar, constituída por cinco elementos da escola clássica que tocam essencialmente temas rock, consegueunir a excelente qualidade das suas músicas, com a remarcável capacidade de reinventar a própria música, desde o início do projecto em 1999.

Iniciando esta caminhada com o fantástico, e muito aclamado, “Corvos visitam Xutos”, a banda trouxe-nos depois “Post Scriptum” com temas originais, “Corvos3”, com interpretações de Nirvana e Jim Morrison e em 2007 “The Jinx”, outra vez com maravilhosos originais e com o qual conseguiram atingir o n.º 1 do top de evndas em Portugal. 

DEOLINDA

18 de Setembro – Parque Central – 22h

Entrada livre 

Em 2008, os Deolinda estrearam-se com o disco “Canção ao Lado” e, aquilo que começou por um segredo bem escondido de certos meios lisboetas, rapidamente se transformou num culto generalizado como raramente se viu em Portugal. O ano seguinte foi marcado pela consagração de uma banda que, ao primeiro disco, vendeu quase 60 mil exemplares e que se aproxima surpreendentemente da tripla platina. No baú das memórias ficaram passagens inesquecíveis pelos palcos principais de festivais como o Sudoeste, o Delta Tejo, a Festa do Fado, entre muitos outros, onde o grupo pôde actuar para muitas dezenas de milhar de pessoas ou uma digressão que visitou praticamente todos os principais teatros portugueses, sempre esgotados. Porém, 2009 foi também o ano do lançamento internacional dos Deolinda através da comercialização do “Canção ao Lado” um pouco por todo o mundo. Os concertos no estrangeiro passaram a fazer parte do quotidiano da banda que pisou palcos de 11 países durante o ano passado. Alguns eventos importantes como a Womex, o Mercat Musica Viva de Vic e o Eurosonic convidaram os Deolinda para as suas programações e importante imprensa de referência, como o ABC de Espanha, os britânicos The Times e Sunday Times ou a prestigiada revista francesa Les Inrockuptibles, teceram rasgados elogios à banda portuguesa. 
 

MR. SMITH

24 de Setembro – Recreios da Amadora – 21.30h

Entrada: 5 € 

Mr Smith é uma melodia, um concerto, um “gira-discos”, um grupo de amigos. Mr. Smith é tudo aquilo que nos inspira… aquilo que nos move! E é “só” isso que queremos ser…

Chamam-se Mr. SMITH e estreiam-se nas lides discográficas com Details, o seu álbum de primogénito. Fazem canções deliciosamente pop, que tanto vestem como desnudam sem preconceitos as sonoridades indie, rock, folk, e até electrónicas, de múltiplas referências e influências. 

CRISTINA NÓBREGA

25 de Setembro – Recreios da Amadora – 21.30h

Entrada: 5 € 

PRÉMIO AMÁLIA RODRIGUES REVELAÇÃO 2009 (Fundação Amália Rodrigues) Cristina Nóbrega nasceu em Lisboa. Descobre o Fado aos 20 anos ao assistir a um concerto que a encanta e lhe traça o futuro artístico. É a discografia de Amália que desperta o gosto por interpretar esta linguagem que a fascina pela sua simplicidade. Percorreu vários géneros musicais mas é no Fado que encontra a forma mais profunda de expressão. No início de 2008 sente que precisa de cantar. Tudo acontece em poucos meses com a apresentação de uma maqueta a uma editora que dá origem à edição do seu primeiro CD de Fados clássicos “Palavras do Meu Fado” (iPlay/2008), com poemas de Vasco de Lima Couto, Pedro Homem de Mello, David Mourão-Ferreira, Ary dos Santos, Camões, Linhares Barbosa, entre outros. E músicas de Alain Oulman, Marques do Amaral, Joaquim Campos, Carlos Gonçalves, entre outros. Interpreta à sua maneira os poetas e as músicas que a encantam. Deste projecto de amigos fazem parte: Manuel Rodrigues, José Manuel Castanheira – cenógrafo, Inês de Oliveira – designer de moda, Ricardo Reis – fotógrafo e o mestre Real Bordalo – pintor. 

Setembro de 2008: – Estreia-se em Madrid, a convite do ‘Círculo de Bellas Arte’s, na ‘Noche en Blanco’ pela mão do prestigiado cenógrafo e homem de cultura José Manuel Castanheira. – Lança o CD “Palavras do Meu Fado” e grava o vídeo Clip “Madrugada de Alfama” (David Mourão-Ferreira/Alain Oulman) – O Tema “Malmequer Pequenino” é escolhido para a telenovela da SIC “Podia Acabar o Mundo”; – “Amor de Mel, Amor de Fel” (Amália Rodrigues/Carlos Gonçalves) faz parte da colectânea “Fado Sempre!” (iPlay/2008). Março de 2009: – A Fundação Amália Rodrigues atribui-lhe o “PRÉMIO AMÁLIA REVELAÇÃO” 2009.

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