Cantanhede, Cultura

Nos Claustros com a Filarmónica de Covões – Cantanhede

Depois de uma actuação da Phylarmonica Ançanense nos Paços do Concelho, no passado dia 4 de Setembro, a que assistiram cerca de 200 pessoas, Nos Claustros com as Bandas Filarmónicas prossegue no próximo dia 11, sábado, à mesma hora, com a Filarmónica de Covões.

Promovido pelo Município de Cantanhede, Nos Claustros com as Bandas Filarmónicas contempla uma série de concertos de elevada qualidade artística e aposta, à semelhança do que foi feito em anos anteriores, na dinamização de um espaço de significado histórico e patrimonial de excepção, tirando partido da excelência das suas condições acústicas e estéticas na realização de eventos culturais. 

Programa

– António Nogueira (passo doble de concerto) – Ilídio Costa

– Pique Dame (Ouverture) – Franz von Supeé

– Irish Dragon (Ouverture) – John Philipe de Sousa

– Pequeña Czarda (Solista em sax alto José Quinta) – original piano e sax de Pedro Iturralde; Arranjo para Banda: Fausto Moreira

– As 11 Partidas do Mundo (Medley) – Amilcar Morais

– Caribbean Moods (Medley) – Sjef Ipskamp

– Volta a Portugal (Musica popular) – Luis Cardoso 

Filarmónica de Covões

Fundada em 1868, a Filarmónica de Covões, uma das mais antigas no activo, é a associação cultural e artística do Concelho de Cantanhede com mais anos de existência. Foi na manhã de dia 13 de Junho daquele ano que um grupo de jovens liderado por Manoel Francisco Miraldo fez pela primeira vez o acompanhamento musical da missa e procissão em honra de Santo António, padroeiro de Covões, com forte tradição de romaria em toda a região.

De acordo com o que é  possível conhecer hoje, Manoel Francisco Miraldo, proprietário (abastado) e homem influente na freguesia, terá adquirido os instrumentos para ensaiar o núcleo de primeiros executantes, até à apresentação da banda, que desde logo suscitou grande entusiasmo na juventude local. Ao longo dos anos foi consolidando uma relevante expressão cultural e artística que lhe permitiu angariar associados em diversos concelhos vizinhos e que viria a projectá-la, na segunda metade do século XX, para actuações em todo o País.

A influência sociocultural da Filarmónica de Covões continua bem notória no seu estatuto de principal agente cultural local, quer na formação musical ministrada na escola de música a sucessivas gerações de jovens quer marcando presença nas cerimónias públicas, de carácter religioso ou festivo. Essa influência haveria de motivar a população a erigir um monumento dedicado ao músico, numa escultura inaugurada em 13 de Junho de 1993, “homenageando todos os filarmónicos que prestigiaram e elevaram o nome da colectividade”.

Sediada num novo e moderno edifício desde Novembro de 2007, que reúne as melhores condições para o desenvolvimento da prática musical, a Filarmónica de Covões é constituída actualmente por cerca de 400 associados e 50 executantes, principalmente jovens. Para além disso, a colectividade integra mais três formações com actividade musical regular: a Escola de Música, denominada Com Clave, que proporciona ensino gratuito, actualmente a cerca de 50 elementos, de idades compreendidas entre os 5 e os 10 anos; a Orquestra Juvenil, formada em 1984, composta por cerca de 30 dos elementos mais jovens da banda e cujo reportório incide em temas ligeiros conhecidos, portugueses e estrangeiros e ainda o Grupo Coral, formado em 2004, com cerca de 36 elementos, que interpreta arranjos corais de música ligeira a quatro vozes. A direcção artística destas valências é assegurada pelo Maestro Fausto Moreira.

Contando já com cinco edições, o Festival do Leitão do Concelho de Cantanhede, organizado anualmente por esta associação, tem vindo a manifestar-se como um dos maiores eventos gastronómicos e culturais realizados no concelho de Cantanhede, onde “o rei é o Leitão à moda de Covões”!

A Filarmónica de Covões é filiada no INATEL, CCD n.º 2183, e membro da Federação de Filarmónicas do Distrito de Coimbra. 

Fausto Moreira

Fausto Moreira é licenciado em música pela Universidade de Aveiro.

Iniciou os seus estudos musicais na Sociedade Filarmónica de Covões com Joaquim Pedro e o Maestro Manuel Teodósio da Cruz.

Em 1984 ingressou na Banda da Região Militar do Centro, onde foi 1° Cabo Músico. Em 1986 matriculou-se no 7° ano do Curso Liceal Nocturno e no Conservatório de Música de Coimbra onde estudou Clarinete (entre outras disciplinas), com os Professores Osvaldo Lemos, Carlos Alves e Nuno Silva.

Em 1986 assume a Direcção Artística da Sociedade Filarmónica de Covões e da sua Orquestra Juvenil. Para tal, participou em 1986 e 1987 nos XV e XVI Cursos de aperfeiçoamento de regentes amadores de Bandas Civis, organizados pelo INATEL, tendo como professores9 os maestros Tenente Coronel Ferreira da Silva, Capitão Silva Dionísio, Tenente Homero Apolinário, Tenente Dimas Barrocoso, entre outros. Além destes cursos de direcção frequentou outros com os maestros Robert Houlihan, António Saiote, Adelino Mota, Carlos Marques, José Pedro Figueiredo e Alberto Roque.

Em Março de 2004, a convite da Brown University, deslocou-se aos EUA para dirigir a Wind Band Simphony em dois concertos.

Frequentou o mestrado em direcção de Bandas na Universidade de Aveiro, onde estudou com os professores e maestros Luis Cardoso, Luis Carvalho, Vassalo Lourenço, Vasco Negreiros e Ernest Schelle.

Actualmente é professor de Clarinete no Conservatório de Música de Coimbra, na Academia de Música de Cantanhede, na Escola de Música Municipal António de Lima Fragoso e na Escola de Música da Sociedade Filarmónica de Covões.

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