Educação, Lamego

Francisco Lopes faz visita de trabalho a novos centros escolares – Lamego

     Uma extensa comitiva de autarcas, liderada por Francisco Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Lamego, efectuou uma visita de trabalho às obras, em fase de conclusão, do Centro Escolar Lamego Sudeste (Ferreirim) e do Centro Escolar de Penude, para conhecer em pormenor as novas condições que os alunos do concelho vão ter à sua disposição já a partir do início do próximo ano lectivo. Acompanhado pelos presidentes de junta do Município, Francisco Lopes percorreu as áreas principais de cada infra-estrutura: salas de aula, bibliotecas/mediatecas, refeitórios, espaços dedicados à música e informática, entre muitos outros. A inauguração pública dos dois equipamentos está marcada para a manhã de 6 de Setembro, em cerimónia que contará com a presença do Presidente da República, Cavaco Silva.

     O Ministério da Educação divulgou a lista de escolas do 1º ciclo com menos de 21 alunos que encerram antes do arranque do novo ano lectivo. Lamego é o concelho do país onde fecham mais estabelecimentos de ensino, 21 no total, facto que obriga à reformulação completa da rede do 1º Ciclo do Ensino Básico. Em todo o concelho, apenas se vão manter em funcionamento as actuais escolas básicas de Lamego nº2 (Sé) e de Cambres.

     Em sua substituição, estão a ser construídos de raiz três centros escolares que vão obrigar à deslocação de 731 alunos. Para além dos dois centros escolares visitados, estão em andamento, junto à Escola EB 2/3, os trabalhos de construção do Centro Escolar de Lamego, um dos maiores equipamentos do género da região Norte, que receberá os alunos das freguesias de Almacave, Ferreiros, Penajóia, Sande e Avões.  

     De acordo com o Ministério da Educação (ME), as crianças que frequentam o Ensino Pré-Escolar e 1º Ciclo passam a dispor de uma escola de melhor qualidade e mais inovadora. Francisco Lopes avisa, no entanto, que estes encerramentos são um duro golpe para as comunidades onde estavam inseridas e um peso financeiro para as autarquias: “Não tivemos grande alternativa, posto que para a homologação da Carta Educativa tivemos mesmo que propor uma solução de concentração das escolas e foi-nos assegurado pelo ME que essa seria a melhor solução para garantir condições de qualidade de ensino e de combate ao insucesso e abandono escolar.”

     O autarca onde mais escolas do 1º ciclo do país vão encerrar está, contudo, preocupado com o aumento dos custos de transporte escolar, classificando de “gravíssimo e dramático para o Interior do país e nos territórios de baixa densidade”. Inicialmente, recorda, o ME comprometeu-se com o pagamento de 600 a 700 mil euros anuais a esta autarquia para a comparticipação desta despesa, mas na última proposta recebida o valor desceu para 100 mil euros, considerada “insuficiente para pagar o transporte escolar, o combustível e os motoristas”.

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