Marinha Grande, Sociedade

Reabilitação de Edifício – Antiga Fábrica da Resinagem da Marinha Grande

A reabilitação das instalações da antiga Fábrica da Resinagem da Marinha Grande, junto à Praça Guilherme Stephens, foi aprovada por Deliberação tomada em Reunião Extraordinária de Câmara, realizada em 1 de Julho de 2010, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Deliberada com 3 votos a favor e 4 abstenções, a reabilitação do edifício da antiga Fábrica da Resinagem, localizado em pleno Centro Histórico da Marinha Grande, visa essencialmente a sua recuperação, mantendo a estrutura actualmente existente, atribuindo-lhe uma nova função adaptada à actualidade (espaços multifuncionais destinados a comércio, serviços e à área cultural).

O conteúdo programático do projecto de reabilitação engloba alguns serviços da autarquia, uma zona de front-office e outra de back-office. A zona de front-office, de atendimento ao público, situar-se-á na fachada principal do edifício (ala poente), sendo os restantes serviços concentrados na ala nascente e distribuídos em 2 pisos.

A autarquia irá ainda ocupar o novo edifício proposto, o “cubo” em vidro, sendo organizado em open-space, permitindo a sua identificação como um espaço multiusos, podendo servir para a realização de eventos pontuais, como exposições ou outras iniciativas culturais ou lúdicas.

Os espaços comerciais irão ocupar o restante edifício, sendo previstos dois grandes espaços destinados a restauração e bebidas, a localizar nos topos da ala poente e outras pequenas lojas nas alas norte e sul.

O espaço exterior será parcialmente ajardinado e de uso público, com uma zona ampla para usos diversos, com acesso através de qualquer uma das alas.

No pátio central, que originalmente não era coberto, será removida a cobertura existente para criar um novo espaço urbano, uma praça interior.

A principal intervenção do projecto é a construção de um novo edifício, que além de funcional terá um carácter simbólico, no que respeita às suas dimensões como pelo material predominante, o vidro. Este volume faz-se sobressair em relação ao edifício existente, porém o material que o reveste confere-lhe leveza e transparência permitindo a integração no conjunto.

Com o intuito de preservar a identidade original do edifício, irá manter-se a volumetria e irão ser recuperadas, dentro dos limites possíveis, as fachadas exteriores e interiores. Apenas o interior do edifício será adaptado às necessidades programáticas do projecto. Por este motivo serão feitas algumas demolições interiores, preservando paredes-mestras e outros elementos que caracterizem o imóvel.

O edifício apresenta alguns problemas relacionados com humidade (paredes e pavimentos) que provocam o desgaste nos materiais de revestimento, nomeadamente nas pinturas. Os vãos exteriores e interiores também serão substituídos pelo elevado estado de degradação que apresentam, bem como a correcção ao nível de pavimentos.

Esta obra terá  a duração prevista de 16 meses, com inicio em Janeiro de 2011 e um custo estimado de € 4.500.000 (quatro milhões e quinhentos mil euros).

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