Desporto

Volta a Portugal comemora República

A Volta a Portugal Lagos Sports em Bicicleta, uma das mais antigas do mundo, regressa às estradas de 4 a 15 de Agosto.

Tal como a República, em Portugal, também o ciclismo é centenário remontando aos alvores do espírito republicano, a grande devoção que os portugueses sempre têm denotado para com a modalidade.

A Volta só chegou em 1927, mas, desde então, ocupou lugar de mérito no imaginário de todos que, ano após ano, associam o fenómeno da Volta à chegada do Verão e do mês de Agosto em particular.

Joaquim Gomes, o director de prova, costuma dizer que “este foi o primeiro “reality show” que existiu. Desde sempre as pessoas habituaram-se a acompanhar diariamente as aventuras e desventuras dos ciclistas nas sempre difíceis pedaladas pelo país real”. Apaixonado pelo ciclismo e antigocampeão com duas Voltas as Portugal conquistadas, Joaquim Gomes tem hoje a responsabilidade de dirigir a organização de um evento de forte identidade nacional e com peso histórico difícil de igualar, cuja 72ª edição se realiza numa época particularmente conturbada a nível económico. “Creio que conseguimos colocar na estrada, mais uma vez e com todas as dificuldades que existem e que afectam de modo particular as autarquias, vertente importantíssima de apoio à Volta a Portugal, uma prova que em nada belisca as edições do passado.”

David Blanco, o favorito

A Volta 2010 irá percorrer 1613,5 Km ao longo de 11 dias de competição repartidos por dez etapas e um prólogo que terá Viseu como cenário. A cidade de Viriato que nos últimos anos foi palco da comemoração dos vencedores assistirá, desta vez, a 4 de Agosto, às primeiras pedaladas da prova.

Lisboa que no ano anterior regressou à Volta será, por sua vez, duas semanas depois, protagonistada cerimónia final de consagração ao receber a última etapa.

David Blanco, corredor espanhol vencedor da Volta a Portugal em 2009, é actualmente o estrangeiro que mais vitórias alcançou na rainha das competições velocipédicas nacionais. Blanco já conquistou por três vezes a Volta a Portugal e rivaliza de perto com Marco Chagas, recordista da prova, com quatro triunfos, o título de campeão da Volta.

Este ano, de novo integrado na equipa mais antiga equipa do mundo, a portuguesa Palmeiras Resort/Prio/Tavira, Davida Blanco está entre o lote dos favoritos à vitória final no pelotão que engloba 144 ciclistas de 16 equipas.

Mapa de dificuldades

A Volta vai começar com um Prólogo disputado em Viseu. O grande “circo” do ciclismo vai começar por invadir Viseu quando na quarta-feira, 4 de Agosto, se disputar o Prólogo que vai dar início ao primeiro escalonamento dos valores em competição. Serão cinco quilómetros e meio discutidos em sistema de contra-relógio individual.

Após uma neutralização que levará a caravana às faldas da Serra da Estrela, a 72ª Volta a Portugal Lagos Sports em Bicicleta terá a primeira etapa a sair de Gouveia. Este será um dia longo catalogado à partida como de média dificuldade e vai obrigar o pelotão a percorrer 188 Km até atingir a meta em Oliveira de Azeméis.

Ao terceiro dia de competição reservado para a segunda etapa em linha, a Volta partirá de Aveiro em direcção a Santo Tirso e concretamente ao Monte de N. Sr.ª. da Assunção onde estará a meta. Vão pedalar-se pouco mais de 152 Km mas efectivamente devido à presença da montanha será nesta tirada que a Volta vai começar a sério.

No dia seguinte, ainda com a caravana a animar Santo Tirso, discute-se a terceira etapa que irá colocar a cidade de Viana do Castelo novamente no mapa da Volta. Esta será uma etapa de dificuldade média com quase 174 Km, na véspera da primeira grande selecção de valores na alta montanha.

Na quarta etapa com a subida ao alto da Sr.ª da Graça, em Mondim de Basto, começam outras e grandes dificuldades. O dia vai começar em Barcelos e após abraçar a região do Gerês com um sobe e desce constante, a coluna colorida estará nos arredores da vila de Mondim a olhar para o topo do Monte Farinha, nome pelo qual também é conhecido o local onde se encontra um dos finais de etapa com mais “afición” ciclista. Fazem parte desta etapa que antecede o dia de repouso da Volta duas contagens de montanha de primeira categoria.

A jornada de descanso irá acontecer, este ano, em Fafe. Para segunda-feira, 9 de Agosto, está marcada mais uma “Etapa da Volta RTP”, iniciativa dedicada aos cicloturistas e amantes da bicicleta que podem usufruir de um passeio e de uma prova de superação pessoal em condições excepcionais. Os participantes nesta acção promovida pela PAD/LagosSports podem, como já é hábito neste dia, sentir de perto as emoções que os corredores profissionais vivem ao serem recebidos, no alto da Sr.ª da Graça, pelas mesmas estruturas que a organização monta nos locais de chegada das etapas.

A segunda fase da Volta começará a 10 de Agosto com a partida da quinta etapa em Fafe. Será mais um dia de muitas dificuldades com cinco contagens de montanha, a última das quais a surgir na própria linha de meta da difícil chegada a Lamego. Devido à dureza do percurso serão poucos os que vão desfrutar da passagem pela região do Douro Vinhateiro, a Região Demarcada mais Antiga do Mundo.

A estreia de Moimenta da Beira no percurso da Volta a Portugal vai acontecer no arranque da sexta etapa quando o pelotão iniciar a jornada mais longa desta edição. Vão cumprir-se 221 Kms até à chegada a Castelo Branco.

 

Na sétima etapa a caravana sairá de Idanha-a-Nova, na zona raiana, para alcançar o ponto mais alto de Portugal Continental. O trajecto selectivo de 168 Km, a culminar na Torre (Seia), na Serra da Estrela com uma contagem de Categoria Especial ajudará a definir o grupo de corredores que ainda podem aspirar ao triunfo na prova.

Depois da alta montanha, o percurso da Volta dará algumas tréguas aos “bravos do pelotão” durante a oitava etapa. De Oliveira do Hospital a Oliveira do Bairro serão percorridos praticamente 170 Km com uma única contagem de terceira categoria.

Sem tempo para ir a banhos, apesar de estar pertíssimo da praia de Pedrogão, o pelotão vai fazer na nona etapa mais um contra–relógio. Apesar de ser um “crono” individual em nada será igual ao de Viseu tendo em conta a extensão e a dureza dos dias de prova que já ficaram para trás. O contra-relógio, no penúltimo dia de competição, com cerca de 35 Km e meio ligará Pedrogão ao centro de Leiria. Para fechar o percurso e cumprir a extensão total da corrida, o pelotão terá de fazer, no último dia, 15 de Agosto, uma etapa em linha entre Sintra e Lisboa. Em plena avenida da Liberdade, no coração da capital portuguesa, estará encontrado o vencedor da 72ª Volta a Portugal em Bicicleta e os líderes das diversas classificações.

Equipas Participantes

Participam na 72ª Volta a Portugal em Bicicleta um total de 16 equipas cuja origem registada na UCI – União Ciclista Internacional representa a participação de formações de seis nacionalidades constituindo um pelotão com 144 corredores.

1- Palmeiras Resort – Prio – Tavira (Portugal)

2- Madeinox – Boavista (Portugal)

3- LA Aluminios – Rota dos Móveis (Portugal)

4- Barbot – Siper (Portugal)

5- CC Loulé – Louletano – Aquashow (Portugal)

6- Lampre – Farnese Vini (Itália)

7- ISD – NERI (Itália)

8- Xacobeo – Galicia (Espanha)

9- Andalucia – Cajasur (Espanha)

10- Caja Rural (Espanha)

11- Amore e Vita – Conad (Ucrânia)

12- Carmiooro NGC (Reino Unido)

13- Rabobank (Continental) (Holanda)

14- Equipa Nacional de Portugal

15- BBOX Bouygues Telecom (França)

16- Saur Sojasun (França)

A 72ª Volta a Portugal Lagos Sports tem o apoio das autarquias de Lisboa, Viseu, Leiria, Fafe, Castelo Branco, Mondim de Basto, Oliveira do Bairro, Santo Tirso, Aveiro, Viana do Castelo, Lamego, Sintra, Oliveira do Hospital, Oliveira de Azeméis, Gouveia, Idanha–a-Nova, Moimenta da Beira, Seia, Barcelos, Armamar e Águeda além do patrocínio dos Jogos do Centenário, Jogos Santa Casa, RTP, Aluvia, EDP, Tempo-Team, Liberty, Meo, O Jogo, Jornal de Noticias, Rádio Renascença, Águas São Martinho, Shimano, Xerox, Mobilif, Torrié, Copigés, DietSport – Powerbar, LG, Instituto Geográfico do Exército, Ford,Cision, Estanhos D. António, Fullwear, Nexx Helmets, Orbita, KEEWAY, Pastelaria Chafariz, Sportzone, Tipografia Peres e Aquahotels Mondim Basto, sob a égide do ICNB, UCI e UVP/FPC.

Contactos para qualquer informação adicional:

Carlos Raleiras . Telf. 966709361 . voltaportugal@pgm.pt . www.volta-portugal.com

NOTA IMPORTANTE: Neste Press Kit existem mapas para melhor visualizar os locais de partida, passagem e chegada da prova.

A PAD/LagosSports autoriza a publicação dos referidos mapas, desde que, o logótipo e a origem do mesmo – Instituto Geográfico do Exército – não sejam removidos do documento, obrigando-se a entidade cessionária a utilizar a informação geográfica descriminada única e exclusivamente no âmbito da 72ª Volta a Portugal em Bicicleta, não podendo cedê-la, tanto onerosa como gratuitamente, a terceiros, nem efectuar qualquer tipo de alterações. O desrespeito pelas obrigações ora assumidas constitui o infractor em responsabilidade civil nos termos da Lei.

As Etapas comentadas por JOAQUIM GOMES (Director)

Prólogo

Desta vez o contra-relógio individual, que vai iniciar a Volta, será ligeiramente mais extenso do que aconteceu o ano passado em Lisboa. São cinco quilómetros e meio a percorrer as principais artérias da cidade de Viseu. Tecnicamente não é muito exigente, o que quererá dizer que os grandes velocistas vão ocupar os primeiros lugares da classificação. Acredito que poderão existir algumas diferenças de tempo, particularmente no que diz respeito às marcas que vão efectuar os trepadores, aqueles que possivelmente, mais tarde, nas etapas difíceis da Volta ocuparão os primeiros lugares.

1ª Etapa: Gouveia – Oliveira de Azeméis

Esta primeira etapa já terá alguma montanha. Os ciclistas terão de passar a Serra do Caramulo e este, a meu ver, será o ponto crucial do dia mas penso que teremos, no fi m, a primeira chegada ao “sprint” da Volta a Portugal. As condições do local de chegada, em Oliveira de Azeméis, são simplesmente fantásticas. Em termos de condições técnicas, é o local de meta que melhores condições oferece, com uma recta num plano inclinado em que certamente os melhores “sprinters” terão que fazer um esforço suplementar.

Não teremos só aqueles “sprinters” explosivos, mas teremos homens muito rápidos que neste ti po de chegada acabam, muitasvezes, por fazer frente aos grandes velocistas..

 

2ª Etapa: Aveiro – Stº Tirso (Monte Nª Sr.ª da Assunção)

Vai ser a primeira chegada em montanha. Não costuma ocorrer tão cedo mas desta vez os trepadores que podem ter perdido tempo no Prólogo vão ter uma oportunidade ainda a Volta está a começar. É uma etapa que já adquiriu um estatuto na Volta a Portugal, talvez por isso seja agora um desafio que aceitamos anualmente e que irá colocar a competição no auge. Acredito que a Volta a Portugal se potencia em termos de mediatismo com o decorrer dos dias e a sucessão das etapas, e esta chegada irá colocar a Volta num nível mediático muito grande. É uma etapa que vai abraçar concelhos que são muito representativos em termos do ciclismo profissional português como Stª Maria da Feira, Penafiel, Paredes, Paços de Ferreira e o próprio concelho de Stº Tirso. É daquelas etapas em que podemos ter aquilo que, no fundo, faz jus ao nome Volta a Portugal: multidões ao longo da estrada durante todo o dia para depois rematar com um final fabuloso no alto do Monte Nª Sr.ª da Assunção. Sabemos que neste final, montanha de 2ª categoria, não existirão grandes diferenças entre os principais favoritos, mas essas pequenas diferenças darão indicações claras de quem são aqueles que estão muito próximo de um nível de forma que lhes permita arrebatar esta edição da Volta a Portugal.

3ª Etapa: Stº Tirso – Viana do Castelo

Temos de ter em consideração que esta tirada surge exactamente a seguir a uma etapa muito difícil. O pelotão irá registar alguns índices de cansaço e estará condicionado psicologicamente por saber que no dia seguinte, no Domingo, irá surgir uma das principais etapas da Volta em termos de dificuldades. Devemos entender esta etapa como um dia de transição e como a etapa que recuperou Viana do Castelo para o convívio dos municípios que fazem parte da Volta a Portugal. É uma etapa que apresentará média montanha, mas onde não haverá ataques sérios por parte dos mais fortes. Existirão algumas fugas mais ou menos consentidas, as equipas que detêm os maiores velocistas sabem que terão uma margem de manobra para, nos quilómetros finais, tentar anular estas fugas, porque as etapas a “sprintar” na Volta também não são muitas, e não deverão desperdiçar as poucas que existem. Dificilmente a chegada a Viana do Castelo deixará de se fazer ao “sprint”, ainda que não seja um pelotão massivo porque eventualmente os mais fracos poderão ficar pelo caminho, mas será um pelotão com um número de corredores considerável e os grandes velocistas sairão certamente como vencedores desta etapa.

4ª Etapa: Barcelos – Mondim de Basto (Srª da Graça)

Vai ser uma etapa lindíssima e muito difícil. É também sempre uma etapa de muitos nervos em que as equipas mais fracas vão tentar tirar partido de algumas condicionantes de ordem táctica relativamente às principais formações que estarão centradas única e exclusivamente na condição física dos seus corredores para, nos quilómetros finais, puderem decidir a corrida. Tenho de realçar que, para além da escalada ao alto da Sr.ª da Graça, vai existir muito mais montanha. Existirá uma 1ª categoria que a maior parte dos corredores já conhece no concelho de Mondim de Basto. Refiro-me a Campanhó, uma montanha muito difícil num percurso muito sinuoso que irá proporcionar à vila de Mondim de Basto, aquando da passagem da caravana para a escalada final à Sr.ª da Graça, um pelotão muito fraccionado. Nesta última passagem em Mondim, o grupo da frente dificilmente terá mais de 30 ou 40 unidades para depois, nos oito quilómetros finais, a decisão se fazer entre os melhores.

Dia de descanso -Etapa da Volta: Fafe – Srª da Graça

Será um dia de descanso, um dia merecido de descanso para os corredores, mas não para a organização. Habituámos os amantes desta modalidade a uma jornada cicloturistica neste dia e vamos manter a iniciativa. Desta vez vamos recuperar o percurso da primeira edição da Etapa da Volta ligando as cidades de Fafe e Mondim com o final a acontecer no alto da Sr.ª da Graça, onde os corredores profissionais chegaram no dia antes. Esperamos com esta Etapa da Volta conseguir um número de participantes que possa superar o das últimas edições. Recordo que, no ano passado, tivemos cerca de 900 participantes. Acredito que nesta edição de 2010 nos possamos aproximar do milhar de participantes.

5ª Etapa: Fafe – Lamego

Vai ser uma etapa lindíssima com a particularidade de boa parte do trajecto percorrer a região demarcada do Douro. Será um dia muito difícil para o pelotão que não terá condições de desfrutar da beleza paisagística. Chamo a atenção para a subida antes da chegada a Lamego, trata-se de uma 2ª categoria que muito provavelmente vai provocar estragos no grupo e posso acrescentar ainda que a esta dificuldade há uma outra, entre o Pinhão e o concelho de Armamar que é desconhecida do pelotão profissional que vai aumentar muito a dureza da etapa. Temos de ter em consideração que, apesar de já se ter efectuado um dia de descanso, numa prova tão difícil como a Volta a Portugal e a época do ano em que ela se desenrola, normalmente um só dia de descanso não chega para recuperar do esforço dispendido anteriormente. Estou convencido que daqui para a frente as montanhas de 2ª categoria vão parecer para os corredores montanhas de 1ª e, é nestes casos, que muitas vezes as grandes surpresas acontecem como corredores favoritos para a Volta mas que não recuperaram bem e acabarem por ser confrontados com grandes desastres em termos físicos e acabarem por ser arredados da possibilidade de discutir a Volta. Saúdo o regresso de Lamego ao convívio da Volta com a esta etapa que vai terminar mesmo no centro da cidade.

6ª Etapa: Moimenta da Beira – Castelo Branco

Esta será uma etapa de transição em que as equipas dos velocistas se vão tentar afirmar. Vamos ter um dos melhores locais para chegadas ao “sprint” e julgo que Castelo Branco vai receber um pelotão muito numeroso em que os “sprinters” terão talvez uma das últimas oportunidades nesta Volta a Portugal. Antes de atacarem o final da etapa é preciso não esquecer a difícil passagem pela cidade mais alta de Portugal. Entre Celorico da Beira e a cidade da Guarda, há uma dificuldade importante que os corredores terão que ultrapassar mas, tendo em consideração que nesta altura deverá existir uma classificação geral individual algo escalonada, com alguns bloqueios de ordem táctica em que as equipas esperam ansiosamente pela etapa rainha da Volta, penso que os últimos quilómetros serão feitos em pelotão compacto.

7ª Etapa: Idanha-a-Nova – Seia (Torre)

Chegámos finalmente à etapa rainha da Volta a Portugal. Já nos habituamos a ser confrontados com esta etapa bem perto do final da prova. Os últimos 60 ou 70 quilómetros serão muito idênticos aos do ano passado com uma montanha de 1ª categoria já no concelho de Seia. A Portela do Arão fará a primeira grande selecção neste pelotão. Espero, enquanto director de prova, que o resultado da escalada final, naqueles mais de 25 quilómetros extremamente difíceis, não mate de vez, em termos de classificação geral individual, as expectativas em torno de quem será o vencedor desta edição da Volta a Portugal. Haverá ainda um contra–relógio por fazer e portanto era importante que, pelo menos no contra-relógio final da Volta, esta etapa da Torre, a etapa rainha da Volta a Portugal, não esclarecesse definitivamente quem são ou quem é o vencedor da Volta. Se imaginarmos que alguém se apresenta no alto da Torre com mais de três minutos de vantagem sobre os restantes e assume a liderança da prova, irá reduzir muito as probabilidades competitivas nas etapas que restam. Isso não seria bom para a Volta nem para o mediatismo da prova.

8ª Etapa: Oliveira do Hospital – Oliveira do Bairro

Há muitos anos que Oliveira do Hospital não fazia parte do percurso da Volta a Portugal. Quanto a Oliveira do Bairro é uma estreia em termos de chegada da Volta a Portugal. É mais uma das etapas de transição e, à partida, não haverá grandes complicações. O relevo é tranquilo mas se no dia anterior havia gente com força, acredito que a deve ter deixado nas estradas que conduziram ao alto da Torre, na Serra da Estrela. Julgo que podem acontecer neste dia algumas fugas com sucesso, mas se isso acontecer é porque os corredores envolvidos estarão muito afastados dos primeiros lugares da geral para que lhes seja, digamos, permitido chegar com alguns minutos de vantagem. Vai haver um dia muito difícil, a seguir, com o contra-relógio entre Pedrógão e Leiria, logo as principais equipas estarão já a pensar no “crono”. Vamos ter uma chegada algo exigente em termos técnicos, de qualquer modo, os ciclistas, com a existência do circuito final, terão oportunidade de ser confrontados com estas dificuldades nos metros finais que antecedem a meta em Oliveira do Bairro.

9ª Etapa: CRI Pedrógão – Leiria

Ao contrário do que tinha acontecido nos últimos oito anos, não vamos ter um contra-relógio a encerrar a Volta a Portugal em Bicicleta. Este será um contra-relógio praticamente plano, com ligeiras elevações, em que os especialistas puros nesta matéria não terão necessidade de tirar muitas vezes as mãos do extensor. Isto quer dizer que não existirão muitas viragens nem muitas rotundas e só mesmo no interior da cidade de Leiria, nos metros que antecedem a chegada é que haverá uma ou outra viragem. É um crono longo que pode favorecer homens como David Blanco e eventualmente outros, mas essencialmente o David. É um corredor que num contra-relógio deste tipo pode vencer e, quem sabe, juntar mais uma vitória na Volta a Portugal ao seu palmarés. Penso que estão criadas enormes expectativas sobre a decisão que este contra-relógio, agora de véspera, pode incutir na Volta a Portugal.

10ª Etapa: Sintra – Lisboa

É o regresso de Sintra à Volta a Portugal. Uma parte importante do percurso do último diavai estar centrada neste concelho, ainda que possamos entrar airosamente no concelho de Mafra e até no concelho de Loures. Poderão apelidá-la de etapa de consagração, mas com as dificuldades do próprio relevo desta região, com constantes subidas e descidas, vai ser difícil que seja entendida como uma etapa de consagração. É importante referir que não será um final normal de etapa. A chegada vai acontecer após a realização de um circuito final no interior da cidade de Lisboa, entre o Rossio e o Campo Pequeno. A meta estará instalada na Avenida da Liberdade e em todo o percurso entre o Rossio, Restauradores, Marquês de Pombal, Saldanha e o Campo Pequeno será possível assistir a este grande espectáculo. Haverá seis passagens no local da meta que nos irão proporcionar um final de Volta fantástico.

Artigo AnteriorPróximo Artigo

1 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *