Marinha Grande, Sociedade

Requalificação da foz do Rio Lis – Marinha Grande

A Câmara Municipal da Marinha Grande e a Administração da Região Hidrográfica do Centro (ARH Centro) assinaram no dia 26 de Junho de 2010, em Coimbra, um protocolo de parceria para a requalificação da foz do Rio Lis, em Vieira de Leiria, cujo projecto se designa por “Reabilitação do Sistema Estuarino do Rio Lis”.

Este acto foi presenciado pelos Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Álvaro Pereira; Presidente da Administração da Região Hidrográfica do Centro, Teresa Fidelis; o Vice-presidente da Câmara Municipal, Paulo Vicente; e o Vice-Presidente da ARH Centro, José Serrano.

Este acordo estipula a cooperação técnica e financeira entre a Câmara Municipal e a ARH Centro, com vista à realização de acções de reabilitação da margem esquerda do Rio Lis, entre a ponte das Tercenas e o mar.

Prevê-se que o início dos trabalhos ocorra após a época balnear e terão a duração de cerca de 10 meses.

A área a ser intervencionada regista acentuadas degradação e descaracterização, devidas não só às obras de regularização do rio ou utilização desregrada das áreas marginais, como à falta de ordenamento dos espaços.

O ecossistema estuarino da Foz do Rio Lis reveste-se de um elevado potencial ecológico, de grande relevância para o desenvolvimento turístico do concelho da Marinha Grande, que urge preservar e requalificar.

Este projecto visa a implementação de medidas de requalificação ambiental, através de um plano de reabilitação e valorização do património Natural que visa, nomeadamente:

  • A consolidação da mancha vegetal arbórea na margem direita;
  • A criação de parques de estacionamento para:
    • Veículos ligeiros
    • Autocarros;
    • Autocaravanas;
    • Bicicletas;
  • A consolidação de uma rede de caminhos pedonais e cicláveis acessíveis, que permitam a fruição/utilização da área por todos;
  • A definição de espaços verdes de uso público, aos quais estejam associadas zonas de ensombramento e estadia;
  • O recurso à utilização do pinheiro manso como material vegetal arbóreo de excelência;
  • A infra-estruturação da área com equipamentos de apoio à sua utilização – sanitários públicos;
  • A colocação de mobiliário urbano capaz de promover uma utilização confortável da área;
  • A utilização de materiais adequados à situação/localização concreta da área de intervenção, garantido o respeito pelas suas características intrínsecas;
  • Promover a interligação da área de intervenção com a rede pedonal e/ou ciclável existente e/ou proposta para o aglomerado urbano da Praia da Vieira;
  • A promoção e valorização da biodiversidade local.

 

Pretende-se que a solução a desenvolver tenha como limite orçamental o valor de 900.000,00€ (novecentos mil euros), acrescido de IVA.

Nas áreas definidas para a intervenção, assinalam-se duas zonas distintas (margem esquerda e margem direita do Rio), ambas com níveis de vegetação média a reduzida, sendo que não existem em ambas as margens, vegetação ribeirinha, plantas raras, ameaçadas de extinção, ou protegidas por legislação nacional e comunitária. A vegetação ribeirinha encontra-se muito descaracterizada.

A margem direita do Rio Lis, sofrerá uma intervenção de requalificação paisagística, considerando-se ser necessário assegurar uma intervenção ligeira. Nesta área será plantada vegetação, capaz de garantir a interligação entre a mata e o rio. Está prevista a plantação de alguns exemplares de pinheiro manso que reforcem as zonas de sombra existentes e permitam a utilização do espaço em melhores condições.

A margem esquerda do Rio, com uma extensão de cerca de 600 metros até ao limite do aglomerado urbano da Praia da Vieira, encontra-se completamente descaracterizada e desprovida de vegetação ripícola (que se desenvolve junto ao rio). Estando próxima da foz do Rio Lis é uma área sujeita a utilização intensiva, sobretudo durante a época balnear, motivo pelo qual a intervenção preconizada para este espaço passa por acautelar o equilíbrio natural e ecológico e por melhorar as condições de utilização do local.

A proposta visa a definição de eixos pedonais e cicláveis, a consolidação da estrutura ecológica e a requalificação do ecossistema estuarino/ribeirinho, preservando as poucas formações vegetais autóctones existentes e promovendo a plantação de exemplares das espécies mais representativas que cobrem habitualmente as vertentes das linhas de água. A intervenção pretende também, proceder à plantação de espécies ripícolas autóctones, que permitam promover a diversificação de habitats presentes/disponíveis na área de intervenção.

O objectivo final é conseguir restabelecer o corredor ripícola, que se encontra actualmente bastante descaracterizado e degradado, no troço final do rio e permitir a utilização da área de forma sustentada, respeitando as características ecológicas do espaço.

O estacionamento automóvel e o Parque para auto caravanas, terá capacidade para 374 veículos automóveis, 11 dos quais reservados a pessoas com mobilidade condicionada e ainda 10 lugares para veículos pesados – autocarros.

Propõe-se, igualmente, a instalação de um parque destinado à pernoita e serviço de auto caravanas. Definem-se 12 lugares para pernoita e uma estação de serviço, com capacidade para servir duas unidades em simultâneo.

Esta área de pernoita encontra-se separada do parque de estacionamento para veículos ligeiros e próxima dos equipamentos de apoio que se encontram previstos na área de intervenção – instalações sanitárias e parque de merendas – com o intuito de garantir adequadas condições de utilização.

Para prestar homenagem ao Pinheiro Manso, este local prevê a instalação do “Parque Temático do Pinheiro Manso”, que vai reforçar a ligação entre esta zona do concelho e a Mata Nacional do Pinhal do Rei.

Para promover a correcta utilização do espaço, disponibilizar-se-ão alguns equipamentos e serviços de apoio como sejam instalações sanitárias, equipamentos didácticos, parque de merendas, bancos, papeleiras, etc.

O Parque surgirá repleto de pinheiros mansos que asseguram as zonas de sombra, estabelecem contraste com as clareiras definidas e estruturam e reforçam a relação entre a Avenida Marginal e o Rio Lis, promovendo uma zona de estadia e lazer devidamente equipada.

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6 comentários

  1. Aos responsáveis por esta iniciativa, muito em especial aos responsáveis Autárquicos, enquanto Autocaravanista responsável e cumpridor das Regras Cívicas do Autocaravanismo, o meu sincero Agradecimento pela nobre iniciativa.

    Deixo já agora um simples conselho que deveria ser seguido e feito cumprir com o máximo rigor no sentido de evitar-se excessos, limitar-se o estacionamento na Área de Pernoita para Autocaravanas a um periodo de 48H ou 72H, e proibir todo e qualquer acto de Prática de Campismo na Via Pública e muito em especial na área de estacionamento das autocaravanas.

    Qualquer esclarecimento sobre este tipo de prática poderá ser solicitado ao Clube Português de Autocaravanas, o de maior representatividade a nivel nacional, que terá todo o gosto em colaborar com a Autarquia e seus Responsáveis.

    Sem mais e agradecendo mais uma vez o empenho e a visão desta Autarquia, despeço-me com consideração,

    José Gonçalves

  2. Medidas como esta, serão sempre de aplaudir. Largas em visão, equilibradas na protecção.Que em outros locais deste país, os senhores autarcas e demais dirigentes, aqui ponham os olhos e sigam este exemplo.

  3. Sendo eu natural e residente em Vieira de Leiria é com grande satisfação que acolho esta noticia!
    Esta é a noticia, que durante décadas e décadas os Vieirenses esperaram e quando digo Vieirienses, refiro-me ás duas localidades, Vieira e Praia de Vieira, noticias destas são sempre de louvar, boas de se lêr e de se ouvir falar, há muitos anos, que já deveria ter sido feito ali, alguma coisa positiva, em pról do turismo desta localidade, que para mim são uma só….
    É sempre de louvar, a atitude de pessoas que se empenham em fazer algo mais pela sua terra , pelas suas gentes , já que se deixou a cabar o polo industrial, que foi Vieira de Leiria num passado recente, que se faça então algo pelo turismo da nossa região, pois condições para isso felizmente não nos faltam …

    Turismo não é só Restauração, Hotelaria, Diversão “Entretenimento “,Lazer ,Praia…Turismo é a região em si, a cultura, a oferta de tudo que a atrás referi, mas sim também toda a paisagem em si e toda a sua beleza, seja ela natural ou artificial, da natureza estamos nós bem servidos, Praia, Pinhal e Campo, a outra componente a artificial, tem de ser o seu povo a tratar !

    Bem hajam ! 😉

  4. Pois é…pois é!!!!!!!!!
    Mais um acordo que não passa da folha de papel.
    2010, 2011, 2012, 2013, 2014…
    O país está farto desta propaganda balofa.
    DEIXEM-SE DE TRETAS.

  5. VALE UMA APOSTA????
    Em 2020 tudo estará na mesma. Em 2030 na mesma tudo estará.
    Há quantos anos foi assinado este acordo?
    BASTA! NÃO NOS ATIREM COM MAIS AREIA PARA OS OLHOS…

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