Economia, Oliveira de Azeméis

Oliveira de Azeméis quer reforçar a competitividade e a vocação exportadora

O presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis considerou que o município tem «condições excepcionais» para reforçar a sua competitividade empresarial.
Segundo Hermínio Loureiro, que falava na primeira sessão de trabalho com empresas do concelho no âmbito dos «Encontros para a Competitividade, a posição geográfica, a rede de acessibilidades, a capacidade inovadora dos empresários e a «forte» vocação exportadora do município são factores favoráveis para que a autarquia continue a apostar no tecido industrial.
«O desígnio estratégico para os próximos anos é que o município seja mais competitivo aproveitando a sua localização geográfica e a proximidade a uma excelente rede de acessibilidades composta por três auto-estradas (A1, A25 e A29), rede ferroviária, porto de Aveiro e aeroporto Sá Carneiro», afirmou o autarca para quem «tudo isto faz de Oliveira de Azeméis um concelho competitivo».
«Temos um tecido industrial diversificado e forte que tem conseguido transformar as dificuldades em oportunidades apostando na criatividade e em novos modelos de produtos e negócios», disse Hermínio Loureiro advertindo, porém, «não podermos cruzar os braços».
«A autarquia quer manter-se ao lado dos empresários e criar condições para que as empresas se mantenham na vanguarda da inovação e aumentem a sua vocação exportadora em todo o mundo», disse, explicando que os próximos anos serão de investimento nas áreas do conhecimento e das infra-estruturas.
«Vamos apostar na área do saber em articulação com a Universidade de Aveiro e centros de conhecimento e ainda na vertente das infra-estruturas com a construção da Área de Acolhimento Empresarial de Ul-Loureiro com o objectivo de atrair e fixar novas indústrias», realçou Hermínio Loureiro, garantindo que esta será uma «área de excelência» para «trazer mais competitividade á região».
A 1ª sessão de trabalho com empresas do concelho, uma organização conjunta do IAPMEI e Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, envolveu a realização de workshops temáticos sobre financiamento e novos modelos de negócios, internacionalização e acesso a novos mercados, inovação e criatividade.
Antes do final dos trabalhos, Javier Munoz, consultor da empresa «Gestplast» ligada à gestão de projectos de engenharia e consultoria em vários sectores, considerou existir na região «um grande potencial e know-how» ao nível da indústria dos moldes e plásticos.
Segundo Javier Munoz, «a competitividade da China no sector dos moldes obriga a sermos mais competitivos» sendo fundamental apostar em «propostas de desenvolvimento dos produtos».
«Da China também vêm produtos bons mas em condições económicas muito parecidas com as da Europa», referiu, defendendo a diferenciação através da qualidade, do valor acrescentado e de propostas tecnológicas de melhoria da produção. «Há que procurar as melhores soluções para que os produtos sejam interessantes e diferentes, satisfazendo o mercado», disse.
A empresa «Gestplast» actua nos sectores automóvel, aeronáutica, energias renováveis, aerogeradores, electricidade, embalagens e indústria.

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