Cantanhede, Desporto

Portuguesa nos oitavos em Cantanhede

Pelo menos uma tenista portuguesa irá qualificar-se, pelo segundo ano consecutivo, para os oitavos-de-final do Cantanhede Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários (8 mil euros), a contar para o ‘ranking’ mundial do WTA Tour, que o Clube Escola de Ténis de Cantanhede está a organizar, sob o alto patrocínio da Câmara Municipal de Cantanhede.
O sorteio do quadro principal realizado hoje (Domingo) pelo juiz-árbitro Rogério Santos ditou um confronto na primeira ronda entre duas portuguesas, Margarida Moura e Sofia Araújo, agendado para hoje (segunda-feira), às 14:30 horas. A jornada inicia-se hoje às 11 horas.
 
Margarida Moura (1058ª) já passou por três vezes uma ronda em torneios internacionais, designadamente neste mesmo Cantanhede Ladies Open, no ano passado, enquanto Sofia Araújo procura ainda a sua primeira presença nos oitavos-de-final de um torneio a contar para o ‘ranking’ mundial, apesar de este ano ter ganho um encontro no ‘qualifying’ do Estoril Open.
 
No ano passado, Margarida Moura perdeu nos oitavos-de-final com Ana Claro (988ª tenista mundial), outra jogadora que também já actua amanhã, diante da Australiana Shayna McDowell, uma adversária que está a regressar à competição internacional, tendo disputado o seu último torneio em Junho de 2008, mas que ontem passou a fase de qualificação.
 
Para terça-feira ficam as estreias na primeira ronda de Maria Palhoto e Rita Freitas, esta última que surge com o estatuto de vice-campeã nacional e quinta cabeça-de-série do torneio.
 
Entretanto, chegou ao fim a fase de qualificação e nenhuma portuguesa logrou apurar-se para o quadro principal.
 
Na segunda e última ronda do ‘qualifying’ jogaram hoje cinco portuguesas e os resultados das suas derrotas foram os seguintes: Ainhoa Atucha Gomez (Espanha)-Cláudia Gaspar (Portugal), 6-2, 5-7, 6-0; Ivette Lopez (México)-Patrícia Martins (Portugal), 6-3, 6-3; Ana Gabriela Llera (Porto Rico)-Rita Vilaça (Portugal), 6-3, 6-4; Daria Kirpicheva (Rússia)-Petra Remédio (Portugal), 6-3, 7-5; Maria Jesus Ibañez Galindo (Espanha)-Raquel Mateus (Portugal), 6-0, 6-0.
 
Merece saliência o regresso de Rita Vilaça às competições internacionais. A jogadora de Braga, a atravessar o seu primeiro ano no escalão de sub-18, é uma talentosa esquerdina que no ano passado disputou 17 torneios a contar para o ‘ranking’ mundial, mas que este ano optou pelos estudos e antes de vir a Cantanhede só competira no Estoril Open, onde ganhou um encontro no ‘qualifying’.
 
Foi oferecido a Rita Vilaça um ‘wild card’ para o quadro principal, para poder tentar defender os oitavos-de-final que atingiu no ano passado, mas a jogadora preferiu fazer rodagem no ‘qualifying’ e pretende agora jogar os torneios internacionais que irão realizar-se em Portugal nas próximas semanas.
 
Miguel de Sousa, que se encontra em Cantanhede nas funções de seleccionador nacional feminino de sub-18, para acompanhar as equipas nacionais de sub-18 e também as de sub-16, considerou que «se a Rita estivesse a jogar extremamente bem, poderia ter vencido o seu encontro, mas nota-se que ainda lhe falta alguma competição. De qualquer modo, contamos com ela nos trabalhos das selecções, mesmo se neste momento não está no grupo das da frente».
 
A Federação Portuguesa de Ténis estabeleceu um protocolo com o Clube Escola de Ténis de Cantanhede, com vantagens para ambas as partes e uma das contrapartidas foi a possibilidade da FPT atribuir os ‘wild cards’ disponíveis.

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