Marinha Grande, Sociedade

Norberto Barroca homenageado a 15 de Maio – Marinha Grande

A Câmara Municipal da Marinha Grande realiza uma sessão de homenagem ao encenador marinhense Norberto Barroca, pelos seus 50 anos de carreira, no dia 15 de Maio (sábado), pelas 17h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

 A iniciativa insere-se nas comemorações do Feriado Municipal (13 de Maio), que decorrem no concelho de 7 a 16 de Maio. A Câmara Municipal pretende assim evocar a reconhecida carreira do encenador e reconhecer publicamente o contributo do artista para a dignificação do teatro a nível local e nacional. A sessão contará com a presença de amigos do homenageado e figuras ilustres da cultura nacional.

 Norberto Barroca é arquitecto de formação. Desde cedo enveredou pelo Teatro. Estreou-se profissionalmente em 1960, com o Grupo Fernando Pessoa, dizendo poesia em Portugal, no Brasil, em Angola e em Moçambique. Enquanto encenador estreou-se na Casa da Comédia em 1967, tendo recebido o Prémio de Imprensa em1969 pela encenação de “Fando e Lis” de Arrabal.

 Trabalhou em companhias como a Casa da Comédia, T. Estúdio de Lisboa, Emp. Vasco Morgado, Companhia Nacional de Teatro (Teatro S. Luís, de que foi director), A Centelha (Viseu), Novo Grupo (T. Aberto), 1º Acto (Algés), T. Nacional D. Maria II, T. Maria Matos, Casino Estoril, A Barraca, T. ABC e T. Maria Vitória; no Porto, com a Seiva Trupe e Teatro Experimental do Porto, do qual foi Director Artístico de 1998 até Dezembro de 2009.

 Na Marinha Grande, encenou diversos trabalhos para o Grupo de Teatro do Operário, foi autor de “A Soprar se vai ao longe!” e de uma adaptação musical de “O Fidalgo Aprendiz”. Para a Câmara Municipal escreveu a reconstituição da revolta do 18 de Janeiro – “O 18 de Janeiro de 1934 na Marinha Grande – Movimento Revolucionário dos Vidreiros”, “Uma Obragem do Séc. XVIII” e a peça “Marquês de Pombal – o Rei” do Rei D. José.

 No cinema teve participações como actor em filmes de Jorge Silva Melo e foi autor do argumento de “Passagem por Lisboa”, de Wim Wenders (1994).

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