Santa Maria da Feira, Sociedade

Casa em Mosteirô é exemplo arquitectónico – Sta. Maria da Feira

A casa projectada por uma jovem arquitecta de Mosteirô, Santa Maria da Feira, foi apresentada como um bom exemplo pela revista nacional «Arquitectura 21».

A moradia foi projectada por Ana de Bastos, em conjunto com colega de curso – Filipe Xavier Oliveira -, no final da Licenciatura concluída na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.

O projecto resultou de «um desafio» que lhes foi lançado por Lurdes Assis – parente de Ana de Bastos – e seu marido, César Caetano.

«Ela quis apostar numa arquitectura onde predominasse a luz natural, contacto visual com a natureza e identidade própria», disse a arquitecta, referindo-se aos desejos de Lurdes Assis. Acrescentou que o objectivo passava pela edificação de uma casa, em Mosteirô, que se integrasse bem no meio envolvente.

Ana de Bastos salientou que «houve a preocupação em que uma geometria simples, de dois blocos paralelos entre si, encaixasse no lugar, reestruturando-o e consolidando o edificado, procurando reflectir as características e referências do espaço envolvente»

A arquitecta refere que a casa tem chamado a atenção dos que têm tido a oportunidade de a visitar, nomeadamente pela inovação em termos do design de interiores, que lhe garantiu uma conjugação de «império da luz natural» e de «privacidade total».

A moradia permite que quem esteja no seu interior se sinta resguardado de olhares menos desejados, mas com capacidade para fruir plenamente a luz do dia.

«Tem uma clarabóia enorme no hall de entrada», assinalou, somando-lhe, ainda, as «imensas transparências» garantidas por corredores em vidro.

O projecto teve como «tema central» a existência de uma rua interior que conduz à entrada propriamente dita da casa. Esse hall «é um volume em pedra, coberto por uma clarabóia em vidro de 20 metros quadrados», que se divide em «entrada e caixa de escadas», que liga os vários pisos da moradia, e zona de passagem para a parte traseira do espaço edificado.

Os arquitectos tiveram a preocupação de garantir que a casa não destoaria das construções vizinhas. «No que diz respeito ao volume que está mais perto da rua, procuramos fazer reflectir uma linguagem próxima à das construções que se anexam a esta», sublinhou.

O respeito pela arquitectura tradicional portuguesa garantiu um edifício que se «contextualiza» com o local de implantação, ao qual soube ir buscar “referências”.

O granito e madeira predominam enquanto garantes de uma continuidade de estilo. O reboco branco serviu para «dar amplitude ao espaço», enquanto o vidro é hoje em dia «um material peremptório na arquitectura contemporânea».

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